quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vetar ou não o Código reformado? Entenda o dilema de Dilma


Vetar e comprar uma briga com a bancada ruralista ou não vetar e carregar nos ombros o afrouxamento do Código Florestal brasileiro. Eis a questão de Dilma. Foto: Agência Brasil
Desde a aprovação, na última quarta-feira, do texto da reforma do Código Florestal na Câmara dos Deputados, os ambientalistas se voltaram para a presidente Dilma Rousseff pedindo o veto presidencial. A campanha pelo veto em si é mais antiga e remonta da aprovação do substitutivo do Senado, em dezembro do ano passado, mas se intensificou nos últimos dois dias. Os ambientalistas querem o integral do texto aprovado essa quarta, 25, e a hastag #vetatudodilma já está circulando no twitter.

Os sinais emitidos pelo Palácio do Planalto indicam que o veto virá, mas não o integral. Estuda-se com cuidado quais trechos são candidatos a serem barrados por Dilma. Ontem, a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, disse que há grande chance da presidente vetar os artigos que tratam da regularização das áreas consolidadas: “Ela [Dilma] já manifestou inúmeras vezes que aquilo que representar anistia não terá respaldo do governo. Então, qualquer questão que puder ser interpretada ou na prática signifique anistia, eu acredito que isso tem grandes chances de sofrer o veto”.

Segundo o glossário da Câmara dos Deputados, veto é a recusa do Presidente da República de sancionar uma lei votada pelo Congresso Nacional. Há dois tipos de veto, o parcial e o total. Segundo a Constituição, o presidente tem 15 dias úteis, contados a partir da aprovação do projeto no plenário, para sancionar ou vetar o projeto. Transcorrido esses dias, terá 48 horas para sancioná-lo ou comunicar ao presidente do Senado os motivos do veto. Se não fizer nem uma coisa nem outra, a lei será obrigatoriamente sancionada pelo presidente do Senado, hoje, José Sarney (que, no momento, está licenciado por motivos de saúde).

O veto pode ser derrubado pelo Congresso. Se Dilma usá-lo, ele será submetido a uma votação, que pode rejeitá-lo. O ritual procede da seguinte maneira: ao tomar conhecimento do veto, o presidente do Senado convoca uma sessão conjunta do Senado e da Câmara para dar conhecimento e razões do veto aos parlamentares. A partir dela, o Congresso tem 30 dias para tentar derrubar o veto. Sarney deverá também instalar uma comissão mista, composta por 3 senadores e 3 deputados.

Para a derrubada, é preciso que as duas casas (Câmara e Senado) votem, em sessão conjunta, com maioria absoluta de todos os 513 deputados e 81 senadores. No caso da Câmara são necessários 257 deputados e no Senado 41 senadores. A sessão é conjunta, mas a votação, que é secreta, acontece separada: votam primeiro os deputados, depois os senadores. Há urnas diferentes na sessão, portanto, se o veto for mantido em uma casa, nem é necessário contar os votos da outra.

Caso o parlamento não aprecie os vetos dentro dos 30 dias, toda a pauta da Câmara e do Senado ficará trancada até que sejam votados.

Porém, como de costume, há uma manobra regimental para estender o prazo. Em teoria, o presidente do Senado tem 72 horas para comunicar a matéria e instalar a comissão mista. Mas não há punição prevista se ele não fizer isso. O resultado é que ele pode simplesmente se omitir. Nesse caso, a contagem do prazo de 30 dias não começa. Por conta desse vácuo institucional, de acordo com o PSDB,  existem cerca de 1414 vetos presidenciais aguardando apreciação do Congresso. Eles podem ficar nesse limbo anos a fio.

Não deverá ser esse o caso do Código Florestal. Se Dilma vetar trechos que sejam caros à bancada ruralista haverá enorme pressão para a rápida derrubada dos vetos. Mas não será fácil. Segundo informações divulgadas na coluna de Ilimar Franco, do jornal O Globo, o Ministério do Meio Ambiente avalia que os ruralistas não têm votos suficientes para tal façanha.

Caso Dilma barre dispositivos que alteraram, nessa última votação, o texto do Senado, é improvável que os senadores se ergam contra esse movimento. Afinal, Dilma estará defendendo a versão que eles próprios produziram. Por outro lado, se Dilma for fundo com a tesoura do veto, poderá receber o troco dos deputados em votações futuras sobre outros temas.

Daniele Bragança
www.oeco.com.br 

Rio+20: nossa seleção dos melhores sites sobre a conferência


Falta pouco menos de dois meses para a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Para ajudar o leitor de Oeco a se manter por dentro dos debates e preparativos, produzimos uma lista com os melhores sites sobre o assunto.

O Radar Rio+20 é um site feito pelo Instituto Socioambiental e apresenta a Conferência de maneira simples. Estão armazenadas as principais notícias do dia sobre a conferência, além de cartilha para download. O site oferece resumos para todos os principais temas em debate na conferência. Cada um deles tem uma bibliografia com link para os textos usados como fonte

USP Rio+20: Contribuições à Conferência das Nações Unidas. O mais importante dessa página são as teses e dissertações reunidas com temas que tratam dos assuntos da Rio+20. Os trabalhos foram defendidos entre 1992 e 2011. Há também artigos de especialistas da USP sobre outros temas da Conferência, como economia verde e agenda 21.

O jornal carioca O Globo está investindo pesado na cobertura da Conferência. Basta olhar a edição diária do jornal para ver o destaque que o assunto está tendo nas suas edições. No link na editoria de economia há matérias, vídeos e fotos sobre o evento.

O blog “entre colchetes”, da Folha de S. Paulo, é dedicado à cobertura dos bastidores da Conferência. Escrito pelo repórter Claudio Angelo, pretende traduzir a linguagem da diplomacia ambiental para o português. Faz parte da página especial da Folha de S. Paulo sobre a Conferência.

O Estadão também criou sua página. Uma parte interessante é a possibilidade de pesquisar as notícias da Rio 92 no arquivo.

O site da revista Veja criou uma página especialmente dedicada ao assunto. Oferece matérias do arquivo digital sobre todos os encontros internacionais da ONU desde a Rio 92 até a Rio+20. Lá estão disponíveis documentos do Fórum Rio+5 e da Rio+10 (em Joanesburgo, 2002).

O programa da Globonews Cidades e Soluções, comandado pelo jornalista André Trigueiro, fez um especial sobre a opinião de jornalistas que cobriram a RIO 92. Vale a pena ver. Outra edição disponível na internet reúne a opinião de especialistas sobre a Rio+20.

E você leitor, gostou da seleção? Tem outros bons sites a acrescentar a essa lista?
 
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Saiba mais
Site Oficial Rio+20 (Em Português)
Cúpula dos Povos Rio +20, site oficial do espaço de debate da sociedade civil

Por: Daniele Bragança

www.oeco.com.br

Sema discute participação do Maranhão na Conferência Rio + 20


A participação do Maranhão na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, será debatida no seminário “Diálogos Sustentáveis: Rumo à Rio + 20″, organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).



O seminário acontece na quinta-feira (3), de 8h às 18h, no auditório Fernando Falcão, da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (AL-MA), reunindo todos os segmentos interessados no assunto. O seminário é aberto não havendo necessidade de inscrições prévias.

Como forma de ampliar a participação do Maranhão, o seminário “Diálogos Sustentáveis: Rumo à Rio + 20” será também realizado em Imperatriz, no auditório da Unisulma, no dia 7 de maio.
Tendo caráter preparatório, os dois eventos têm como objetivo inserir a sociedade nos debates sobre a participação do Maranhão na Conferência, popularmente conhecida como Rio + 20, que será realizada na cidade do Rio de Janeiro, no período de 13 a 22 de junho.

Promovida pelas Nações Unidas, a Rio + 20 deverá ser um espaço para renovação dos compromissos políticos internacionais com o desenvolvimento sustentável e para a definição de uma agenda política, que contemple essa questão nas próximas décadas.

A Conferência terá como temas centrais a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.

Participação do Maranhão

A participação do Maranhão na Conferência ocorrerá de forma conjunta com os outros oito estados componentes do Fórum de Estados da Amazônia.

Nessa perspectiva, o Seminário pretende reunir os mais diversos setores da sociedade civil e do governo na construção coletiva de propostas para contribuir com a “Carta da Amazônia”, documento que será apresentado pelo bloco dos estados amazônicos em evento próprio, que ocorrerá dentro da programação da Rio + 20.

“A expectativa é que o documento consagre uma proposta de política de desenvolvimento integrado para toda a região”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Victor Mendes.

Programação 

Em São Luís, a programação contempla, na abertura, a palestra “Economia Verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”, seguida de dois painéis temáticos: Bases para a Sustentabilidade e Economia da Sustentabilidade e Inovação.

No primeiro painel, estão previstas duas intervenções sobre “Estratégias de Conservação e Uso dos Recursos Naturais” e sobre “Planejamento, tecnologia e dinâmicas de ocupação territorial”. Já no painel Economia da Sustentabilidade e Inovação, serão abordados os temas “Alternativas produtivas e viabilidade econômica para o campo e florestas” e “Planejamento Urbano e Cidades Sustentáveis”.

Na parte da tarde, os participantes serão divididos em quatro grupos de trabalhos para a elaboração das propostas do Maranhão à Carta da Amazônia.

Durante o seminário também será aberto um espaço para o Fórum Maranhense para o Desenvolvimento Sustentável, após o qual serão consolidadas as propostas maranhenses à Conferência.


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Seduc e Sema realizam consulta pública em Educação Ambiental

Já está disponível, nos portais www.educacao.ma.gov.br e www.sema.ma.gov.br, a versão preliminar da minuta do Decreto que regulamentará a Política de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental do Maranhão.

As Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) disponibilizaram, para consulta pública, a versão preliminar da minuta do Decreto que regulamentará a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema Estadual de Educação Ambiental do Maranhão. O documento está disponível nos endereços eletrônicos www.educacao.ma.gov.br e www.sema.ma.gov.br As sugestões podem ser enviadas para o e-mail: educacaoambiental@educacao.ma.gov.br, até o dia 16.

A minuta do decreto regulamenta a Lei Estadual nº 9.279, de 20 de outubro de 2010, que estabelece a política e o sistema estadual de educação ambiental. A lei foi elaborada de forma participativa, por meio da parceria entre o setor público governamental, o legislativo e a sociedade civil, com a participação de ONG’s e universidades. O projeto de lei foi aprovado pela Assembleia Legislativa (AL) em 25 de agosto de 2010.

Ainda em 2010, a governadora Roseana sancionou a lei aprovada pela AL, que é considerada de interesse público e uma das prioridades da Seduc e da Sema. “A minuta de decreto disponibilizada para consulta pública tem a missão de regulamentar a Lei de Educação Ambiental do Maranhão, evidenciando que o assunto é de interesse prioritário do Governo do Estado”, afirmou a superintendente de Educação Básica da Seduc, Leuzinete Pereira da Silva.

Ela lembrou que o governo federal recomenda a criação de sistemas estaduais de educação ambiental desde 2006 e, com a Lei 9.279, o Maranhão criou o primeiro sistema estadual de educação ambiental do país, antecipando-se ao próprio sistema nacional de educação ambiental.

“Com a lei nº 9.279/2010, o Maranhão inovou incluindo em sua lei estadual as perspectivas mais avançadas e contemporâneas da educação ambiental brasileira, criando, ao mesmo tempo, uma política estadual e um sistema próprio para gerí-la,” ressaltou a superintendente.

Leuzinete Pereira destacou que “a lei inova também no modelo de gerenciamento de políticas públicas, oportunizando ao Estado construir uma gestão pública integrada, na medida em que o órgão gestor da política de educação ambiental do Estado é formado pela Sema e pela Seduc, atuando em parceria técnica na implementação e coordenação da política de educação ambiental do Maranhão”.

Rio+20

No ano em que São Luís comemora 400 anos e mais de 100 países discutirão o tema do desenvolvimento sustentável na Conferência Rio+20, o Maranhão cria, em lei, seu sistema estadual de educação ambiental, de forma pioneira e inovadora.

A Rio+20 é a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que será realizada de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. A conferência marcará os 20 anos de realização da Rio 92.

O Maranhão participará deste que é considerado o maior evento ambiental do planeta que tem como objetivo renovar o compromisso político internacional com o desenvolvimento sustentável.

www.ma.gov.br

“Ciência, tecnologia e cultura para o desenvolvimento sustentável do Maranhão” é eleito tema do Prêmio FAPEMA 2012


premio2012

Com 227 votos, totalizando 58,4% da preferência dos usuários, “Ciência, tecnologia e cultura para o desenvolvimento sustentável do Maranhão” foi eleito o tema do Prêmio FAPEMA 2012. Os outros dois temas mais votados foram “Cultura e Patrimônio: a importância da preservação de acervos” (15,4%) e “Energia sustentável: iluminando o desenvolvimento com fontes renováveis” (14,7%). O tema menos votado foi “Ciência e Inovação na prevenção de desastres naturais” (11,6%), que obteve apenas 45 dos 389 votos da enquete.
A votação ficou aberta durante todo mês de abril permitindo aos usuários do site participação na escolha do tema da premiação. Nos últimos anos o tema do Prêmio FAPEMA tem sido escolhido sempre de forma democrática, com enquetes disponibilizadas no Portal FAPEMA.

O Prêmio FAPEMA acumula bons índices de participação da comunidade científica – mais de mil trabalhos inscritos – e já contabiliza cerca de R$500 mil em prêmios. Somente no ano passado, aprovou 21 propostas, totalizando 35 premiados, considerando os orientadores. A sétima edição fez alusão aos 400 anos de São Luís, iniciando as comemorações oficiais pelo quarto centenário da capital maranhense.

Para Rosane Guerra, diretora-presidente da FAPEMA, o Prêmio “democratiza o acesso à ciência através da divulgação dos trabalhos premiados e estimula novos talentos da ciência, tecnologia e inovação do Estado”.
Em breve, a FAPEMA disponibilizará a identidade visual da premiação deste ano, e até o final do primeiro semestre será divulgado o edital. A cerimônia de premiação acontecerá no final de novembro.

  NDC/FAPEMA  

www.fapema.br/

Grupos ambientalistas e comunidades denunciam o processo de construção das diretrizes de certificação da aquicultura de camarão impulsionado pela WWF


Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema Estadual de Educação Ambiental do Maranhão


O Estado do Maranhão, através da Secretaria de Estado da Educação e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, disponibiliza a versão preliminar da minuta de Decreto que regulamentará a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema Estadual de Educação Ambiental do Maranhão, para consulta pública no período de 16/04 a 16/05.

As sugestões e as contribuições podem ser enviadas para o endereço eletrônico: educacaoambiental@educacao.ma.gov.br

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O Decreto CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O TEXTO DE APOIO SOBRE O DECRETO E SOBRE A CONSULTA PÚBLICA


www.educacao.ma.gov.br