sábado, 1 de dezembro de 2012

Cinco novas reservas marinhas são indicadas


Farol de Santa Marta, Imbituba, Garopaba (SC), Tauá-Mirim (MA), Litoral Sul de Sergipe (SE) e Barra de Serinhanhen (PE) são as localidades indicadas.

SOPHIA GEBRIM

A criação de cinco novas Reservas Extrativistas (Resex) foi apresentada nesta sexta-feira (30/11) pela Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Costeiras Marinhas (Confrem) aos representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O tema foi discutido durante o 2º Encontro Nacional das Reservas Extrativistas Costeiro-Marinhas Federais, em Arraial do Cabo (RJ). A proposta reivindica a criação das Resex Farol de Santa Marta, Imbituba, Garopaba (SC), Tauá-Mirim (MA), Litoral Sul de Sergipe (SE) e Barra de Serinhanhen (PE).

“Recebemos a pauta de reivindicações da Comissão que, além da criação dessas cinco reservas prevê, ainda, ações de fortalecimento e consolidação da produção extrativista em áreas de preservação”, detalha a chefe de Gabinete da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do MMA, Larisa Gaivizzo. Participaram ainda do encontro o diretor da Gerência de Agroextrativismo da SEDR, João D’Angelis, o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin e o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades de Conservação do ICMBio, João Arnaldo.

EIXOS TEMÁTICOS

As propostas da comissão giram em trono de cinco eixos temáticos: criação e consolidação territorial; economia extrativista e cadeias produtivas; instrumentos e gestão territorial; formação e organização e proteção, além de controle e monitoramento. “É fundamental para o encaminhamento dessas prioridades das populações de Resex Costeiras e Marinhas incorporar as solicitações à pauta do Plano de Fortalecimento do Extrativismo, lançado no início deste mês”, ressalta a chefe de Gabinete da SEDR. No início de novembro, foi instituído pelo governo federal o grupo de trabalho interministerial do Plano de Fortalecimento do Extrativismo, do qual a Confrem faz parte.

Larisa Gaivizo aponta, ainda, outra solicitação apresentada pelos representantes da comissão, que diz respeito aos costumes e práticas históricas desenvolvidas por extrativistas nas Resex. “Outro importante ponto reivindicado pelo Confrem aborda a valorização dos saberes tradicionais e consolidação e implantação participativa de unidades de conservação”. As pautas foram recebidas na mesa de debates governamentais e foram discutidos com as lideranças extrativistas, também representadas no encontro pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) para futuros encaminhamentos.
 
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Prêmio Fapema 2012”: pesquisa sobre Assoreamento em Ambientes Costeiros

Série “Ganhadores do Prêmio Fapema 2012”: pesquisa sobre Assoreamento em Ambientes Costeiros
Dando continuidade à série de reportagens, vamos conhecer a pesquisa do graduado no Mestrado em Sustentabilidade de Ecossistema da UFMA, James Werllen Azevedo (à esq.)







SÃO LUÍS - A costa brasileira e as de outros países foram ocupadas sem levar em conta a dinâmica costeira, e mediante estas intervenções antrópicas fez surgir nas últimas décadas graves problemas de assoreamento e erosão nestas áreas. A seguinte afirmação é recém graduado no Mestrado em Sustentabilidade de Ecossistema da UFMA, James Werllen Azevedo, um dos premiados pela Fapema este ano. Em sua dissertação de mestrado, intitulada Assoreamento em Ambientes Costeiros e Seus Efeitos sobre a Sustentabilidade Ambiental: Estudo de Caso da Embocadura Estuarina de São Luís – MA, ele analisou as intervenções que provocaram alterações no equilíbrio sedimentar e na configuração natural da área dos rios Anil e Bacanga.

Premiado nas áreas de Ciências Exatas e Engenharia, o estudo avaliou a influência do processo de assoreamento na embocadura estuarina de São Luís no comprometimento da sustentabilidade ambiental local. “A área analisada vai da Ponta da Guia até a Ponta da Areia compreendendo os braços de mar dos rios Bacanga e Anil, localizada na margem leste da Baía de São Marcos. Nós verificamos a evolução morfológica a partir da digitalização e vetorização das cartas náuticas de 1947, 1966, 1974 e 1984, levantamentos batimétricos realizados em 2006, pela VALE, e imagens de fotos aéreas datadas de 2011. Além disso, nos preocupamos em associar os cenários de assoreamento ao comprometimento da Sustentabilidade Ambiental, Econômica e Social da área”, explica James.

Os resultados indicaram um processo de preenchimento sedimentar que coincide com as principais intervenções, que ocorreram na foz dos rios Anil e Bacanga. Segundo a pesquisa de James, o cenário futuro da embocadura estuarina de São Luís sinaliza um fluxo reduzido na renovação da água dos estuários devido ao seu assoreamento, evidenciando uma redução na capacidade de transporte de sedimento e na diluição dos valores de concentração em todos os padrões de drenagem, comprometendo a sustentabilidade ambiental, econômica e social das bacias hidrográficas dos rios Anil e Bacanga.

Para verificar como os processos de preenchimento sedimentar comprometeriam a sustentabilidade ambiental na área de estudo, foi avaliado, primeiramente, a evolução dos cenários, e como estes poderiam modificar o ambiente, tanto do ponto de vista físico, quanto do biótico e social. Posteriormente, foi analisado e discutido como essas mudanças comprometeriam a sustentabilidade ambiental da embocadura estuarina de São Luís, associando as dimensões ambiental, social e econômica da sustentabilidade com os cenários de assoreamento.

Os dados analisados, mediante a avaliação das cartas náuticas, demonstraram que a partir da década de 1960 se iniciou um desequilíbrio do balanço sedimentar da Embocadura de São Luís, afetando inclusive regiões adjacentes, como no caso da praia da Ponta da Areia, que teve seus processos litorâneos modificados. Esse desequilíbrio coincidiu com certas intervenções realizadas nos estuários que contornam a embocadura, sendo a principal delas a implantação da Barragem do Bacanga. Estas obras reduziram significativamente o volume de água que adentra o estuário do Anil e do Bacanga, trazendo como consequência a redução das vazões e velocidades das correntes de maré.

Segundo James, a pesquisa mostra como é preocupante e comprometedor os processos de assoreamento na Embocadura Estuarina de São Luís, o que leva à necessidade urgente de grandes intervenções nestas áreas. “A região de estudo apresenta hoje uma obra denominada de Espigão Costeiro, que apresenta como objetivo promover o engordamento da praia nos pontos onde ocorre erosão, e induzir a erosão nos locais onde ocorre o assoreamento. Isto impõe a necessidade de monitorar a dinâmica da foz do Anil e Bacanga após a implantação desta obra, de modo a verificar se as taxas de assoreamento estão diminuindo ou causando estabilidade no balanço sedimentar da área”, destaca.

A pesquisa aponta ainda que, com a revitalização do turismo, a dinamização dos portos, o grande interesse pela ocupação da zona costeira e o desenvolvimento urbano previsto para o Centro Histórico de São Luís, faz-se necessária maior interação entre as instituições responsáveis pelas políticas de uso e ocupação racional do solo em áreas de ecossistemas frágeis e as instituições de pesquisas, para incrementar os instrumentos de gestão costeira, além de impedir ou ordenar as intervenções nas proximidades do litoral. Com isto, como mostra o estudo, será possível fazer uma projeção do equilíbrio natural destas áreas.

Legenda da foto: James Werllen Azevedo e seu orientador, Antonio Carlos Leal de Castro, ao lado dos reitores da UEMA, José Silva Oliveira, e do IFMA, Francisco Roberto Brandão 

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Prêmio Fapema 2012”: pesquisa sobre o mastruz e seus efeitos medicinais


Série “Ganhadores do Prêmio Fapema 2012”: pesquisa sobre o mastruz e seus efeitos medicinais
O estudante do Colégio Universitário, Artur André Castro da Costa, foi premiado na categoria Pesquisador Júnior (à esq.)







SÃO LUÍS - Com 18 anos de idade, o estudante do Colégio Universitário, Artur André Castro da Costa, se destacou entre os premiados pela Fapema este ano. Premiado na categoria Pesquisador Júnior, Artur concorreu com a pesquisa intitulada Avaliação do Efeito do Extrato Bruto Hidroalcóolico das Folhas de Chenopodium Ambrosioides na Migração Celular em Inflamação Subaguda, que avalia a migração celular no desenvolvimento da inflamação e analisa a celularidade dos órgãos linfóides.

Chenopodium Ambrosioides é o nome científico dado à erva popularmente conhecida como mastruz. O trabalho de pesquisa, que está vinculado ao projeto de doutorado do professor do Colun Wanderson Silva Pereira, testa a eficácia do matruz como antiartrite. “O nosso foco era descobrir se o mastruz tinha efeito anti-inflamatório em inflamações subagudas e, a partir das pesquisas em laboratórios, nós concluímos que sim, ele tem ação anti-inflamatória”, aponta Artur.

Ele explica que, para simular uma Inflamação Subaguda - que possui os mesmos tipos de células, mas possui tempo menor de ação que uma inflamação aguda - se utiliza o procedimento denominado “Bolha de Ar”, uma aplicação de ar na parte dorsal do animal em teste (camundongos) entre a última camada da pele e o músculo; e “é justamente esse espaço que vai fazer com que o corpo do animal entenda aquilo como uma ameaça e comece a migrar as células. O animal não sente dor, e consegue simular justamente o que queremos, a inflamação subaguda”.

Segundo o estudante, as células presentes na inflamação subaguda são muito similares às células que estão presente na artrite reumatoide. A partir dessa análise, a pesquisa se direcionou para constatar se o mastruz possui a capacidade de regredir o quadro da artrite reumatoide. “O foco inicial era saber se o mastruz era anti-inflamatório, o que se confirmou. Agora estamos na expectativa de regressão do quadro da doença, que será estudada a partir de outras pesquisas”, relata o estudante.

Artur André, que já foi premiado na SBPC Jovem, conta que há muito tempo se identifica com a área da saúde e pretende seguir carreira nesse ramo. “Ganhar o prêmio foi satisfatório, mas o melhor é saber que com o empenho tive um bom resultado. Isso me motiva e me deixa feliz por trabalhar em um projeto que está dando certo”, coloca.

Legenda da foto: Artur André Castro da Costa e seu orientador, Wanderson Silva Pereira, ao lado do Vice-Governador do Maranhão, Washington Luiz de Oliveira e da Secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, professora Rosane Nassar Guerra 

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Óleo de Babaçu: potencial adjuvante na imunização com ovalbumina

Série "Ganhadores do Prêmio Fapema 2012": Área biológicas recebe a categoria Dissertação de Mestrado
Mayara Cristina Pinto (à esq.) é a única pesquisadora da área de Biológicas premiada na categoria Dissertação de Mestrado







SÃO LUÍS – Com o tema Ciência, Tecnologia e Cultura para o Desenvolvimento Sustentável do Maranhão, o Prêmio Fapema 2012 premiou 39 pesquisadores, dentre eles, estudantes e professores da UFMA. A intenção foi reconhecer o talento dos pesquisadores locais, estimulando a divulgação científica e tecnológica do Maranhão. Por isso, elaboramos uma série de reportagens para apresentar alguns dos trabalhos premiados e deixar o leitor por dentro das pesquisas desenvolvidas e a iniciativa destes pesquisadores que contribuem para o fortalecimento dos estudos científicos no Estado junto à Universidade.

Única pesquisadora da área de Biológicas premiada na categoria Dissertação de Mestrado, Mayara Cristina Pinto da Silva foi uma das cinco premiadas na categoria. O resultado é fruto da pesquisa desenvolvida no Mestrado em Ciências da Saúde, com a dissertação Óleo de Babaçu: potencial adjuvante na imunização com ovalbumina, que buscou caracterizar o óleo de babaçu quanto ao seu perfil imunológico. A atual mestre conta que a ideia de pesquisar sobre o babaçu é antiga. “Participo do Laboratório de Imunofisiologia da UFMA e lá nós trabalhamos com produtos naturais com utilidade farmacológica. Dentre eles, o babaçu é tido como o carro-chefe do laboratório. A partir daí, nós sentimos a necessidade de estudar mais essa palmeira, ver o que ela tinha ainda mais a oferecer, e, por isso, começamos a estudar o óleo do babaçu. E, como ele tem esse aspecto oleoso, nós começamos a fazer pesquisas pré-clínicas para descobrir suas outras potencialidades, indagando sobre sua ação adjuvante”, relatou.

Defesa Orgânica Natural

Mayara explica que os adjuvantes são matérias primas que permitem uma melhor absorção, facilitando a ação do medicamento. “Os adjuvantes são utilizados em medicamentos, para melhorar a absorção e, no caso do óleo de babaçu, ele foi utilizado para o objetivo de vacina. O antígeno sozinho não consegue induzir uma boa resposta, e por isso, ele necessita de um auxiliar, um adjuvante, que nesse caso, é o óleo de babaçu. Como o óleo possui a capacidade de direcionar a resposta imune, ele melhora essa resposta, fazendo com que seja mais duradoura, e não tenha necessidade de repetições, de mais doses de vacina. Em apenas uma dose, ela vai ter capacidade de ativar o sistema imune”, justificou.

No trabalho, foi avaliada a composição de ácidos graxos do óleo de babaçu e o seu potencial adjuvante. A pesquisa foi realizada em laboratório, a partir de testes pré-clínicos com camundongos, que foram imunizados com vacinas, utilizando o óleo de babaçu misturado a um antígeno. Em seguida, a estudante avaliou os parâmetros para saber como essa imunização funcionaria. Os resultados mostraram que o óleo de babaçu pode ser um bom adjuvante, com grande eficácia no que tange à produção de anticorpos e a produção de citocinas, atividades que tornam o óleo um importante alvo para a prospecção de produtos e compostos com ação adjuvante.

Segundo o estudo, o óleo de babaçu apresenta vantagens quando comparado aos outros adjuvantes, pois apresenta ampla disponibilidade, baixo custo de fabricação, facilidade de formulação e baixa toxicidade, sendo, inclusive, comercializado como alimento. Pesquisas como essa, desenvolvida por Mayara, são relevantes, não somente enquanto investigação científica, mas também pela importância social e biológica, pois aponta para a agregação de valor ao babaçu e aos bioprodutos obtidos a partir da palmeira, que é um importante recurso natural para a economia regional e nacional. “Ao escrever o trabalho no Prêmio Fapema, eu tive a preocupação com relação à importância, que é não só biológica, mas também social para toda a população. Porque estamos agregando valores a esse produto de uma palmeira que é nativa aqui do Estado. E, esse é um trabalho que vem trazer consequências boas não só pra mim como pesquisadora, por estar recebendo um prêmio, mas para toda a sociedade que vai estar conhecendo mais ainda a respeito desse bioproduto”, pontuou. 

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Prêmio Fapema 2012”: pesquisa sobre Povos e Comunidades Tradicionais

Série “Ganhadores do Prêmio Fapema 2012”: pesquisa sobre Povos e Comunidades Tradicionais
A mestra em Ciências Sociais, Ana Caroline Miranda, foi premiada na área de Ciências Humanas e Sociais







SÃO LUÍS - Dando continuidade à série de reportagens sobre os pesquisadores que tiveram seus trabalhos reconhecidos pela Fapema neste ano de 2012, vamos conhecer a pesquisa da mestra em Ciências Sociais, Ana Caroline Pires Miranda, premiada na categoria Dissertação de Mestrado pelo trabalho intitulado Povos e Comunidades Tradicionais: análise do processo de construção sociológica e jurídica da expressão. O estudo analisou o processo sociológico e jurídico de construção da causa socioambiental, assim como o processo de produção e reprodução da expressão povos e comunidades tradicionais no âmbito dos projetos e conflitos inseridos na mesma causa.

A análise recaiu sobre os discursos e interpretações de profissionais do direito no processo de institucionalização da expressão “povos e comunidades tradicionais” por meio da divulgação e mobilização social em torno da legitimidade e reconhecimento da expressão. O termo é associado às Ciências Sociais e, segundo Mayara, com a história das lutas dos movimentos sociais, alguns operadores do Direito passaram a incorporar os conceitos e a utilizá-los judicialmente, em ações, peças e pareceres.

Ela aponta que o conflito entre os conceitos é grande. “Nós percebemos que há um embate muito grande no meio jurídico, acerca da utilização desses conceitos. Porque, enquanto o Direito prima pelos conceitos claros e evidentes, no campo das Ciências Sociais, esses conceitos são muito fluidos”, declarou. Ela explica que o conceito varia entre vários grupos e que o uso do conceito no Direito motivou a produção do trabalho. “É um conceito que abrange grupos diferentes localizados em todo Brasil, mas que tem direitos étnicos que o caracteriza com uma identidade em comum. A ideia da pesquisa é justamente analisar como os operadores do Direito lidam com essa fluidez de conceitos, visando assegurar os direitos desses grupos, os direitos territoriais, direitos étnicos e culturais”, afirma.

O estudo da pesquisadora aponta que o conceito de povos e comunidades tradicionais tem sido cada vez mais apropriado pelos operadores do Direito, o que tem garantido a quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, comunidades indígenas - grupos que os operadores defendem - a asseguração de direitos. “Esse é um processo que está em disputa e nós vivemos hoje em um processo de desmonte da legislação ambiental como um todo. O Código Florestal é um exemplo disso e nós percebemos que existem forças muito reacionárias e conservadoras que tentam barrar a legitimidade e a garantia do direito desses grupos. Tanto que existem operadores do Direito que, em diálogo com as Ciências Sociais, conseguem fazer com que essas categorias tenham força jurídica e seja operacionalizada no campo jurídico”, ressalta.

O trabalho primou pela análise de discurso dos operadores do Direito e de profissionais da área de Ciências Sociais. “Eu trabalhei muito com professores das Ciências Sociais que trabalham com esse conceito. Operadores de Direito e professores de Ciências Sociais são grupos muito diferentes entre si, mas todos eles fazem uma construção teórica justificando a utilização desses conceitos para grupos tão diferenciados. O meu trabalho é justamente o de sistematização do discurso tanto de profissionais das Ciências Sociais quanto profissionais do Direito, que se baseiam nesses estudos sociológicos para argumentar juridicamente a legitimidade dos direitos dos grupos que defendem”, acrescenta Ana Caroline Miranda.

Legenda da foto: Ana Caroline Pires Miranda e seu orientador, Horácio Antunes, ao lado dos reitores da UEMA, José Silva Oliveira, e do IFMA, Francisco Roberto Brandão. 

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dossiês da Abrasco a respeito de Agrotóxicos


Dossiê Parte 1 - Agrotóxicos, segurança alimentar e nutricional e saúde

Dossiê Parte 2 - Agrotóxicos, saúde, ambiente e sustentabilidade

Dossiê Parte 3 - Agrotóxicos, conhecimento científico e popular: construindo a ecologia de saberes
Nos últimos três anos o Brasil vem ocupando o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Os impactos à saúde pública são amplos porque atingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais como trabalhadores em diversos ramos de atividades, moradores do entorno de fábricas e fazendas, além de todos nós que consumimos alimentos contaminados. Tais impactos são associados ao nosso atual modelo de desenvolvimento, voltado prioritariamente para a produção de bens primários para exportação.
Nos recentes eventos da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), como o I Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental e o V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, foram aprovadas moções sugerindo um maior envolvimento de nossa entidade com essas questões, principalmente as relacionadas aos agrotóxicos.
O GT de Saúde e Ambiente da ABRASCO tem produzido várias reflexões sobre esse tema e, em sua oficina realizada no VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, decidiu contribuir com a iniciativa de construir, junto com os GTs, Comissões e associados da ABRASCO, um Dossiê sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde no Brasil.
Esse Dossiê visa alertar, por meio de evidências científicas, as autoridades públicas nacionais, internacionais e a sociedade em geral para a construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados pelos agrotóxicos.
http://greco.ppgi.ufrj.br/DossieVirtual/

Câmara aprova MP que destina R$ 676 milhões para atender atingidos pela seca

A matéria será agora apreciada pelo Senado

Seca castiga Estados do Nordeste / Foto: Marcos Michael/JC Imagem

Seca castiga Estados do Nordeste

Foto: Marcos Michael/JC Imagem

O Plenário aprovou nesta terça-feira (27) a Medida Provisória 583/12, que abre crédito extraordinário de R$ 676 milhões para os municípios brasileiros que sofrem com a escassez de chuva, principalmente na região do Semiárido do Nordeste. A MP será enviada para análise do Senado.

Os recursos serão destinados ao Ministério da Integração Nacional, responsável pelas ações de defesa civil no País. Segundo o governo, R$ 500 milhões serão reservados a ações como aquisição de alimentos, entrega de cestas básicas e abastecimento de água para consumo por meio de carros-pipa.

O restante do crédito (R$ 176 milhões) será usado na concessão do Auxílio Emergencial Financeiro.
Criado pela Lei 10.954/04, o auxílio fornece apoio financeiro para famílias com renda até dois salários mínimos e que residem nos municípios em estado de calamidade pública ou situação de emergência. De acordo com o Executivo, o auxílio priorizará pequenos agricultores não enquadrados no Seguro Garantia Safra.

SECA E RETENÇÃO - Na discussão da matéria, o 3º secretário da Mesa Diretora, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), alertou que a MP é importante para atenuar a situação da população atingida pela seca. “O estado de Pernambuco tinha 2 milhões de cabeças de gado e já perdeu 200 mil, dizimadas pela seca. A produção de leite caiu de 2,5 milhões de litros de leite para 1 milhão de litros”, afirmou.

O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) criticou a demora na liberação de recursos pelo governo. Segundo ele, apenas cerca de 21% do total previsto na MP foi liberado até o momento. “Isso não é novidade, de todas as MPs com recursos para socorrer os atingidos pela seca, somando R$ 3,5 bilhões, apenas 24% dos recursos foram liberados”, argumentou.

Da Agência Câmara

http://jconline.ne10.uol.com.br