terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fiocruz critica estudo da Universidade de Stanford


Uma pesquisa recente da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicada no ‘Annals of Internal Medicine’ e noticiada esta semana pelo jornal O Globo, Folha de São Paulo e agências internacionais, equiparou o valor nutricional dos alimentos orgânicos aos cultivados pela agricultura convencional. O resultado causou polêmica entre os especialistas no tema.

Para Marcelo Firpo, pesquisador titular do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – ENSP/Fiocruz, a abordagem que a mídia deu sobre o estudo não destacou os benefícios dos orgânicos. “Até os responsáveis pela pesquisa ressaltaram que os orgânicos são vantajosos por conter menos resíduos químicos (quase 5 vezes menos) e estarem até 33% menos expostos a bactérias resistentes a antibióticos”, afirmou Firpo.
Para especialistas, avaliar os produtos orgânicos apenas por seu valor nutricional é um equívoco, pois desconsidera que eles são livres de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos ou sementes transgênicas, prejudiciais à saúde. Prevenir produtos químicos comprovada ou potencialmente perigosos à saúde já é um benefício. “Nossos alimentos estão com muito mais agrotóxicos do que o permitido e várias dessas substâncias já são proibidas em outros países justamente por ser comprovado que elas causam problemas ao sistema reprodutivo, neurológico e ainda podem causar câncer”, explica Alan Tygel, da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. Para Marcelo Firpo, pesquisador titular do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – ENSP/Fiocruz, a abordagem que a mídia deu sobre o estudo não destacou os benefícios dos orgânicos. “Até os responsáveis pela pesquisa ressaltaram que os orgânicos são vantajosos por conter menos resíduos químicos (quase 5 vezes menos) e estarem até 33% menos expostos a bactérias resistentes a antibióticos”, afirmou Firpo.
Além disso, o pesquisador da Fiocruz lembra que o Sistema de Agricultura Orgânica leva em conta o respeito à natureza e questões sociais em sua cadeia produtiva. “É importante associar os agrotóxicos ao modelo ambientalmente insustentável e socialmente injusto dos monocultivos dependentes químicos que caracterizam o modelo do agronegócio brasileiro”, conclui.
A produção de alimentos orgânicos vem crescendo rapidamente no Brasil e no mundo, graças principalmente à conscientização acerca da necessidade de preservar o corpo e o meio ambiente dos insumos tóxicos utilizados na produção convencional. Mas ainda é muito pequena a parcela do mercado nacional de alimentos proveniente da agricultura orgânica, apenas 2%. “De certa forma, isto é o resultado da própria formação agrícola, que sempre foi convencional, e das políticas agrícolas, que não privilegiam os benefícios ambientais e energéticos da agricultura orgânica. O reflexo disso pode ser observado nas instituições de pesquisa, ensino e extensão, que ainda têm dedicado poucos recursos financeiros e material humano para o desenvolvimento da produção orgânica”, explica em estudo o engenheiro agrônomo Moacir Darolt, doutor em meio ambiente e pesquisador dos Instituto Agronômico do Paraná.

Por: Cariry- Portal Vermelho
www.aatijupa.org/

Animais viviam melhor que trabalhadores em fazenda-zoológico no Maranhão

Em Santa Inês (MA), fazendeiro mantinha pequeno zoológico com bichos bem tratados, e criação de gado com 12 empregados em situação análoga à de escravo; processo trabalhista pode chegar a R$3 milhões 



Vitória é uma zebra rara: vive entre pessoas e tem acesso livre à casa do seu dono, o fazendeiro Francisco Gil Alencar. Ele é proprietário de um mini-zoológico em Santa Inês (MA) cujo nome lhe presta uma homenagem: o "Gilrassic Park". Além de Vitória, o parque conta com 900 outros bichos de 100 espécies diferentes, principalmente aves e animais silvestres, que recebem acompanhamento especializado de um zootecnista.

A pouco mais de cinco quilômetros do Gilrassic Park, na mesma propriedade, a situação de 12 empregados de Francisco Gil era bem distinta: eles foram resgatados de condições análogas às de escravo pelo grupo móvel de fiscalização, em inspeção no fim de março deste ano. A vistoria contou ainda com membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os libertados trabalhavam sem carteira assinada ou equipamentos de proteção individual (EPIs), fazendo o roçado manual do pasto dos bois da Fazenda Coronel Gil Alencar, onde fica o Gilrassic Park, em condições absolutamente subumanas e degradantes.


Alojamento de estrutura frágil onde trabalhadores dormiam amontoados em redes

Segundo a fiscalização**, o alojamento dos trabalhadores ficava no meio do mato, em espaço geograficamente isolado e sem meio de transporte disponível. Para chegar ao grupo de 12 escravos, a equipe percorreu uma longa trilha a pé a partir do quilômetro 30 da rodovia BR-222, através de um matagal e de uma estrada alagada. Eles vasculharam um extenso terreno de pastagem por cerca de duas horas até encontrar o barraco onde estavam os empregados, nas margens de um igarapé.


Os trabalhadores dormiam no mesmo terreno da pastagem dos bois. O alojamento tinha somente a cobertura de uma lona preta e alguns maços de palha, sem paredes laterais ou qualquer tipo de proteção contra animais peçonhentos, chuva e outras intempéries. Ainda não havia nas redondezas lugar adequado para as necessidades fisiológicas de um ser humano.



Diferença entre "dietas"

Enquanto os animais de Francisco Gil recebiam ração balanceada e supervisão nutricional, os empregados sequer tinham proteína de carne em sua dieta. “Eles estavam cozinhando de forma precária e irregular. A alimentação era baseada no carboidrato, só de arroz e feijão”, disse a auditora fiscal do trabalho que coordenou a ação, Márcia Albernaz Miranda, à Repórter Brasil.

Todo dia pela manhã, por volta das 6 horas, o grupo de trabalhadores recebia café e uma massa de farinha de milho cozida pelo “gato”, supervisor dos empregados. Alguns deles comentaram com os auditores que preferiam tomar só o café e trabalhar com fome até o almoço, tão ruim era a mistura. Por volta das 11h, eles faziam uma pausa no serviço para comer arroz e feijão – às vezes, só um ou outro. No final da tarde, depois de um dia de trabalho sob o sol maranhense, recebiam mais uma porção da mesma comida.
Alimentação separada para os animais

A única fonte de água a que o grupo tinha acesso era proveniente do pequeno igarapé em torno do alojamento, onde também bebia, defecava e urinava o gado bovino. O líquido, de coloração amarela e impróprio para o consumo, era usado pelos trabalhadores para beber, cozinhar e para higiene pessoal.

Na sede da propriedade, a ração dos animais do Gilrassic Park é armazenada em depósitos com regulação térmica e, depois de receber um complemento de frutas e verduras frescas, servida em comedouros higienizados.

“Os animais viviam melhor que os empregados da fazenda de gado”, avalia a coordenadora da inspeção. “Aqui no Maranhão, a gente não costuma ver um zoológico com toda essa estrutura”, completa.

MPT processa fazendeiro
A procuradora do MPT que acompanhou a fiscalização preferiu não firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o fazendeiro. Christiane Nogueira, membro da procuradoria do trabalho da 16ª região (PRT-16), resolveu mover uma ação civil pública postulando danos morais coletivos diante da dimensão do caso, da gravidade das irregularidades e da natureza das violações.

A ação foi protocolada na última quarta-feira (26) na vara do trabalho de Santa Inês (MA), do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª região (TRT-16). A disparidade entre a situação dos 12 empregados e a dos animais do mini-zoológico é um dos pontos destacados pelo documento.

O MPT pede indenização por danos morais coletivos de R$ 3 milhões, que devem ser enviados a entidades e projetos assistenciais ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No processo a PRT-16 pede ainda que o empregador regularize as condições na fazenda que levaram aos 26 autos de infração lavrados pelos auditoria fiscal do trabalho.

“Gato” só conhecia o patrão pelo nome
Entre o grupo de 12 empregados libertados estava “Zé Pretinho”, o “gato” responsável por delegar tarefas e pelo aliciamento dos outros 11 escravos. Ele trabalhava em períodos descontínuos para a fazenda de Francisco Gil há 10 anos, mas disse aos fiscais que em todo esse tempo nunca encontrou o patrão pessoalmente.

“Zé Pretinho” recebia um salário um pouco maior – em torno de R$ 12 por linha de trabalho, enquanto os outros recebiam R$10 – mas, como os demais, costumava receber o pagamento atrasado ou com descontos. As ferramentas para o trabalho eram compradas pelos próprios empregados, que, com o pagamento atrasado e insuficiente, somavam dívidas com o empregador.

A renda mensal de todos ficava abaixo de um salário mínimo. “Mesmo tendo o cargo de supervisor, não dá para dizer que Zé Pretinho estava em uma situação de vantagem frente aos outros trabalhadores”, afirma Márcia.

O “gato” aliciava os trabalhadores, que viviam próximos da casa de sua família, nas imediações do município de Santa Inês (MA). Uma vez por ano, Zé Pretinho reunia conhecidos da vizinhança para trabalhar com ele no roço manual do pasto da fazenda Coronel Gil Alencar.

Depois do resgate, foram expedidas as carteiras de trabalho dos empregados. Eles foram encaminhados a um alojamento apropriado, até que a situação fosse regularizada. No dia 31 de março, o grupo recebeu as guias de seguro-desemprego a que tinha direito. O empregador arcou com um custo em torno de R$ 39 mil pela rescisão contratual com os 12 funcionários.

A Repórter Brasil procurou o fazendeiro Francisco Gil para comentar o caso, mas ele não estava na propriedade. Uma funcionária do zoológico disse que passaria o recado a Francisco Gil, mas até a publicação desta matéria, ele não havia entrado em contato.

Questionado sobre a regularidade da posse de animais silvestres, o supervisor do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Santa Inês (MA), José Alfredo Carvalho Santos Filho, disse à Repórter Brasil que “todos os animais do Gilrassic Park são registrados”. “Todo fim de ano, o Francisco Gil apresenta uma lista com a situação dos animais, e o Ibama acompanha”, afirma José Alfredo.

Francisco Gil poderá ser incluído na “lista suja” do trabalho escravo – registro mantido pelo MTE com empregadores que já usaram mão-de-obra em condições de escravidão contemporânea. A criação de gado bovino é o segmento econômico mais recorrente no cadastro de nomes “sujos”, 158 de um total de 391 entradas

Trabalhador mostra recipiente com água que ele e colegas eram obrigados a beber

Por: Guilherme Zocchio, com a colaboração de Bianca Pyl.


www.reporterbrasil.org.br

Crime Ambiental nos campos da Baixada Maranhense: gaúchos desviam água do rio Pindaré


  A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa realizou na tarde nesta quinta-feira (20), audiência pública no município de Cajari para discutir as agressões ambientais causadas por agricultores do sul do pais que se instalaram na região para plantar arroz. A audiência foi proposta pelo deputado Chico Gomes (DEM) e presidida pelo vice-presidente da comissão, deputado Fábio Braga (PMDB). O prefeito de Cajari, Dr. Joel, mandou suspender a construção das valas.



Pela manhã, os deputados acompanhados do prefeito de Cajari, Dr. Joel, e do vereador Biel Lima visitaram in loco as áreas agredidas, onde constataram a extensão do impacto ambiental. As comunidades mais atingidas são Redondo, Ilha dos Bois, Frade, Cachoeira, Veloso, Bolonha, e São José.

Os agricultores do sul do país, chamados de gaúcho, já construíram cerca de 6 km de valas e barragens para drenar alagados e desviar água do Rio Pindaré com o objetivo de irrigar suas plantações de arroz. Uma grande faixa de terra já está preparada para o plantio.

Os canais foram construídos de maneira irregular, fora da legalidade, sem licença ambiental e sem observar qualquer critério técnico e sem nenhum tipo de preocupação com a fauna a flora e principalmente com as comunidades que dependem do rio para sua subsistência.

“Esses produtores de arroz que vieram do sul do país, arrendaram uma gleba de terra às margens do Rio Pindaré, numa área de preservação ambiental e para plantar arroz estavam destruindo o sistema ecológico existente na região provocando a drenagem de uma alagado com grande quantidade de peixes e aves para plantar arroz. Com isso estão destruindo toda uma forma de sobrevivência dessa população ribeirinha que moram no povoado de Redondo e outros povoados,” relatou o deputado Chico Gomes.

Entre outros crimes ambientais cometidos pelos gaúchos estão: a captação e uso da água pública sem licença para fins privados e o uso de produtos tóxicos como pesticidas e herbicidas, que além de contaminar o solo e os alimentos podem contaminar também os moradores que tiverem contato com o veneno.

A grande extensão dos canais releva o tamanho do impacto ambiental na região e nas comunidades. Com a construção das valas e das barragens destruindo as nascentes dos igarapés, lagos estão secos e outros secando e já começa a faltar peixe na região. Também falta pasto para os animais e muitos já morreram atolados nas valas e nas áreas tomadas pela lama. Animais silvestres como a capivara e jacaré também estão morrendo por conta dos danos ambientais. O fotógrafo da equipe de reportagem da Assembleia, JR Lisboa, flagrou um desses jacarés morto numa das valas.

O senhor Manoel Nonato lembrou que “antes do que está acontecendo não faltava peixe e quando diminuía em uma região se buscava peixe em outra próxima. Hoje, por causa das valas feitas pelos gaúchos nossos animais estão morrendo atolados nas valas, falta peixe e o capim seco pega fogo rapidamente. Com a construção dos canais os animais também não tem mais onde pastar”.

Dona Dos Reis, que é pescadora, também relatou que antes da construção das valas, na época da cheia se pescava o peixe para se alimentar e ainda para vender. Hoje, ela lembrou que teve que ir à Viana para comprar um peixe.

O deputado Chico Gomes ressaltou que o Poder Legislativo estará atento a esse tipo de prática criminosa e a Comissão de Meio Ambiente da Casa fará o que estiver ao seu alcance para evitar esse tipo de agressão ao sistema ecológico que causa tantos danos para a população da região da Baixada.

O deputado Fábio Braga, vice-presidente da Comissão, afirmou que o impacto constatado é de grandes proporções. Para ele, as empresas responsáveis pela degradação tem a obrigação de reparar os prejuízos que causaram ao ecossistema e as comunidades ribeirinhas.

O parlamentar explicou que a Assembleia fará um relatório com a participação de técnicos especializados na área que irá definir quais providências a Casa deverá tomar junto a Secretaria de Meio Ambiente e o IBAMA, que deverão tomar as medidas necessária para evitar esse tipo depredação do meio ambiente.
Paticiparam ainda da audiência, o prefeito de Cajári, Dr. Joel, os vereadores do município, Biel Lima, Sérgio Aires, Reginho e o preidente da Câmara, Raimundo Neto e moradores dos povaodos atingidos pela degradação.

Por: Marcelo Vieira  da  Agência Assembleia
http://territorioslivresdobaixoparnaiba.blogspot.com.br

Conselheira comenta sobre falta de quórum no Consema




Quando pensamos na gestão do meio ambiente, estamos desejando participação de todos, principalmente de forma coletiva na gestão do uso  dos recursos naturais e nas decisões que afetam a qualidade do meio ambiente.


O CONSEMA necessita tomar decisões que interferem na melhoria da qualidade de vida dos maranhenses, pois todos os dias temos denúncias e informações de desmatamento ilegal, uso e ocupação do solo de forma irregular, esgoto a céu aberto, perda dos manguezais, tráfico de animais silvestres, poluição, queimadas, lixões, destruição das nascentes, empreendimentos potencialmente poluidores que colocam em risco a integridade de nosso sistema e intervém na qualidade de vida da população, com a falta de quorum  rotineiras no Conselho Estadual do Meio Ambiente estas decisões  são quase impossivel de acontecer.


Se puderem tirar a venda que cobre os olhos, estas agressões ocorrem no percurso diário de casa para o trabalho. “É preciso parar com o jogo de empurra”, há muitos problemas ambientais cuja solução exige a participação de todos os segmentos que compõem o CONSEMA.


Convém dizer que todos se complementam, devem trabalhar em ações compartilhadas em busca de caminhos que contribua para o processo ambiental participativo para um maranhão de todos. Sobretudo com o principio da proteção e defesa do meio ambiente que deve ser visualizada na perspectiva de sustentabilidade buscando alcançar o meio ambiente sustentável  como principio da justiça social.


CLAUDIA CUTRIM - Conselheira Estadual do Meio Ambiente/ CONSEMA- Ong Ilha Verde

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MA: Conselheiras do CONSEMA: E a falta de quórum nas reuniões do CONSEMA


 
 
 

COIAB volta a exigir Revogação da Portaria 303- AGU acima do STF?

 


O Advogado-Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, com a publicação da Portaria 415 de 17/09/2012, determina que a Portaria 303 entre em vigor no “dia seguinte ao da publicação do acórdão nos embargos declaratórios a ser proferido na Petição 3388-RR que tramita no Supremo Tribunal Federal”. Admite, portanto o seu equívoco em se antecipar a uma decisão do STF, em matéria da maior relevância para os povos indígenas.

Significa que se valeu de um ato oficial, uma Portaria, para impor a sua posição política e ideológica a seus subordinados,para que ataquem os direitos indígenas. A AGU passa assim de vigilante a facilitadora da usurpação do Patrimônio da União, nos casos das Terras Indígenas.

Mas o absurdo não para por ai. Com a Portaria 415 ele tenta impor a sua posição também ao Supremo Tribunal Federal, pois independentemente da posição da Suprema Corte do país, no julgamento dos embargos declaratórios, a Portaria 303 entrará em vigor. Além disso, a Portaria 415 manifesta explicitamente a vontade de desrespeitar a decisão do STF, caso ela venha a contrariar o conteúdo expresso na Portaria 303.

Como é possível que uma Portaria prorrogue o prazo para entrar em vigor de outra Portaria dizendo que vai aguardar a decisão do julgamento do STF e ao mesmo tempo diz que no dia seguinte ela passa a vigorar? Então quer dizer que o resultado do julgamento não importa?

Os povos indígenas que há anos lutam e aguardam a conclusão da Demarcação de seus Territórios vivem hoje sob a mira de uma decisão “governamental” que limita esse direito.

Exatamente na Segunda Década dos Povos Indígenas (2005 -2015) proclamado pela Assembleia Geral da ONU com o Tema: ”Uma Década de Ação e Dignidade” o Brasil que deveria sair na frente, agilizando o processo de Regularização fundiária com a demarcação de todas as Terras Indígenas ainda pendentes, contraria todos os Tratados internacionais, inclusive a Lei máxima do país, a Constituição Federal, e admite que um órgão orientador como a AGU passe por cima até da decisão da Suprema Corte.

Para nós Povos Indígenas que milenarmente contribuímos para um meio ambiente saudável e sustentável e que acreditamos que a continuação da vida humana depende dessa harmonia do homem com o meio ambiente, voltamos a reafirmar que a Portaria 303 trará grandes consequências para a soberania do país.

Por isso, voltamos a exigir a imediata revogação da Portaria 303, que é uma afronta à ordem jurídica, ao interesse público, aos direitos fundamentais dos povos indígenas e ao Patrimônio da União.

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB

Manaus, 01 de Outubro de 2012

enviado por Sonia Guajajara

www.coiab.org

Ministra em comissão da ONU

 


Divulgação/Rádio ONU Izabella: diálogo é fundamental Izabella: diálogo é fundamental

Painel de Alto Nível de Pessoas Eminentes para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 definirá ações que substituirão as Metas do Milênio


Lucas Tolentino

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, será a única brasileira a integrar o Painel de Alto Nível de Pessoas Eminentes para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015. A nomeação foi feita pelo secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, em meio à Assembleia Geral da entidade, que ocorre nesta semana em Nova York. A promoção do desenvolvimento aliado à sustentabilidade está entre as principais funções do grupo.

O painel concentra 26 pessoas notáveis de todo o mundo, entre governantes, empresários, pesquisadores e integrantes da sociedade civil. A equipe discutirá ações para serem seguidas pelos países depois de 2015, quando se encerrerá o prazo estabelecido pelas Metas de Desenvolvimento do Milênio. Os trabalhos serão feitos em parceria com o grupo intergovernamental criado pela Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada, em junho, no Rio de Janeiro. 

DESAFIOS

Paralelamente à Assembleia-Geral, Izabella Teixeira e os demais membros se encontraram pela primeira vez para a reunião inaugural do grupo. De acordo com ela, os desafios são estimular a economia verde depois de 2015 e avançar nos resultados da Rio+20. "A Rio+20 reafirmou a visão sobre desenvolvimento sustentável num mundo que precisa caminhar para a paz e fortalecer os ambientes de negociação e diálogo no multilateralismo", defendeu a ministra. 

A chefia do Painel de Alto Nível será dividida entre os presidentes da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. Izabella foi designada para integrar o grupo no lugar da presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Vanessa Petrelli, que pediu demissão do posto. 


Atenciosamente,
Secretaria Executiva
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