terça-feira, 11 de setembro de 2012

Quilombos no caminho do desenvolvimento econômico?

 

 
Alcântara: moradores se opõem ao projeto de expansão da base. 


Entre direito à propriedade e interesses econômicos, moradores de quilombos e governo se enfrentam em disputas judiciais pela terra.

No século XVI, Portugal passou a importar escravos da África para garantir que suas fazendas prosperassem no Brasil colonial.  Essa prática continuou até 1888.  Hoje, os descendentes desses escravos são o tema principal no debate sobre a localização dos quilombos brasileiros.

Quilombos são assentamentos rurais fundados por escravos libertados ou fugitivos.  O direito dos residentes à propriedade está garantido na Constituição.  Desde 1995, o Incra, órgão do governo responsável pela regularização agrária, vem formalizando as propriedades.  Ainda assim, moradores são frequentemente ameaçados de despejo, principalmente quando seu direito à propriedade está no caminho de algum grande negócio ou dos planos de crescimento econômico do governo.

Carlos Tauz, jornalista e coordenador do Instituto Mais Democracia – Transparência e Controle Cidadão de Governos e Empresas, escreveu no Blog do Noblat sobre o projeto de duplicação da Estrada de Ferro Carajás, administrada pela Vale.

“A Justiça reconhece prerrogativas de indígenas e quilombolas, mas a economia não considera a legitimidade dos direitos.  É assim em toda a história brasileira e não tem sido diferente neste último surto de crescimento econômico que se inicia há cerca de 10 anos.”

As obras de duplicação foram suspensas por danos ao meio ambiente e às comunidades vizinhas, que incluem cerca de 80 quilombos.  O juiz responsável pela suspensão das obras acusou o Ibama de emitir a licença para o projeto sem a realização prévia de uma avaliação de impacto.

A exportação brasileira de minério de ferro, especialmente para a China, é crucial para a economia brasileira.  Segundo a Vale, a expansão da mina de Carajás e de suas vias de escoamento faria a exportação de minério saltar de 109,8 milhões de toneladas para 150 milhões em 2014.

Lucio Flavio Pinto, jornalista paraense, descreveu a batalha entre a Vale e as comunidades locais como “a luta entre David e Golias”.  O jornalista disse reconhecer a importância da mina para economia, mas acusou a Vale de ignorar as pessoas que moram ao longo dos 900 quilômetros da ferrovia.

No Maranhão, estado mais pobre do país, uma batalha parecida está sendo travada.  Na década de 1980, em Alcântara, região empobrecida e composta por diversos quilombos, 300 famílias foram realocadas para abrir caminho para a construção da base militar de Alcântara.  O governo tem planos de expandir a base, mas os moradores se opõem ao projeto.  Eles reclamam que desde a construção da base estão impedidos de pescar e produzir livremente, pois alguns militares temem espionagem.

Jose Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira afirmou que centros de treinamento serão construídos para envolver a população local no dia-a-dia da base.  Porém, os moradores não parecem acreditar muito na ideia.

O repórter Henrique Kugler concluiu que a situação em Alcântara “não deixa de ser um retrato típico da contradição generalizada que é o Brasil”.  Afinal de contas, Alcântara é um centro tecnológico localizado em uma região onde o século XXI parece ainda não ter chegado.

* Publicado originalmene no site Bloomberg e retirado do site Opinião e Notícia. 

(Opinião e Notícia) 
Por Redação do Bloomberg

Envolverde

Intercâmbio sobre experiências produtivas reunirá mais de 200 pessoas de todo o país

 


Três regiões e diversas comunidades do Maranhão serão visitadas. Intercâmbio renderá documentário curta metragem sobre a Rede Mandioca e suas experiências.
O Maranhão sedia, a partir de amanhã (12), o Intercâmbio Nacional da Cáritas Brasileira. O objetivo é conhecer experiências produtivas, merecendo destaque a Rede Mandioca. Dele participarão agentes Cáritas de todo o país, técnicos e membros de grupos acompanhados filiados à Rede. “Para nós é sempre bom receber pessoas que compartilham dos mesmos ideais, princípios e lutas através da ação libertadora da nossa rede”, dá boas vindas a Carta de Acolhida do Encontro, assinada pela Equipe Cáritas do Maranhão.

O Hotel Pousada Italiana, no Centro de São Luís, sediará dois painéis, uma plenária e um seminário, momentos formativos do evento, que terá visitas in loco a três regiões do Maranhão. O objetivo é conhecer realidades distintas de grupos filiados à Rede Mandioca e trocar experiências. “É claro que teremos muito a dizer, a expectativa por esta atividade é grande, assim como também teremos muito para aprender com quem nos visita. Intercâmbio é justamente isso, essa troca de saberes”, afirmou o secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão Ricarte Almeida Santos, em uma reunião preparatória ao Intercâmbio.
 
Os municípios a serem visitados durante o intercâmbio são Codó, Lago da Pedra e Vargem Grande. No primeiro serão conhecidas as comunidades de São Benedito dos Colocados, Mirindiba e Passagem Grande; em Lago da Pedra a experiência emblemática do povoado Nova Unha de Gato, completamente reconstruído após cheias que arrasaram-no por completo em 2008; no último, visitas às comunidades Piqui da Rampa, Canto dos Bois e Riacho do Mel, além de reunião com a Coopervarg, de pequenos agricultores do município. Vargem Grande é o marco zero da Rede Mandioca.

Mais de 200 pessoas participarão do Intercâmbio, que se estende até o sábado (15) e gerará um documentário curta-metragem, com diversos aspectos do fazer cotidiano da Rede Mandioca, articulada no Maranhão pela Cáritas, com apoio do Banco do Nordeste.
 
 Rede Mandioca- caritas-ma
 
http://territorioslivresdobaixoparnaiba.blogspot.com.br/
 

Ações do Iterma fortalecem comunidades quilombolas

 

As ações vão beneficiar duas mil pessoas na Baixada Maranhense.
 
Foto: Divulgação
SÃO LUÍS - O Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes), vai realizar o cadastro ocupacional de famílias (diagnóstico social, econômico, cultural e político) e demarcação, para titulação definitiva de áreas de comunidades quilombolas da Baixada Maranhense. O trabalho, que terá início nesta quarta-feira (12) e se estende até o dia 26, vai beneficiar cerca de duas mil pessoas.
As comunidades quilombolas beneficiadas são: Palmeirazinho, Santa Isabel, Curral de Varas, Os Paulos, Palestina, Cutia II e Coração de Mãe (município de Matinha) e Campinho do Biné (Viana). O objetivo é preparar as comunidades para receber as certificações de áreas quilombolas, que será oficializada pela Fundação Cultural Palmares.
A equipe do Iterma será coordenada pelo engenheiro agrônomo Raimundo Nonato Batalha, que estará acompanhado pela representante regional da Fundação Palmares, Ana Amélia Mafra.
De acordo com o presidente do Iterma, Luís Alfredo Soares da Fonseca, o instituto trabalha com 85 comunidades, sendo 13 somente em Matinha. "Para 2012/2013, a nossa meta é titular no mínimo 23 comunidades e concluir todo esse trabalho até 2015", disse.
Recentemente, 255 famílias das comunidades Graça, Jacuíca, Cutia I, São Filipe, São José do Bruno e Faixa, de Matinha, receberam os Títulos de Domínios, em solenidade realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O sistema de patentes favorece as corporações

patente O sistema de patentes favorece as corporaçõesGenebra, Suíça, setembro/2012 (IPS/South Centre) – Uma proposta para iniciar um debate sobre a qualidade das patentes foi apresentada à Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi).

A ambígua expressão “qualidade das patentes” se refere a um problema que cresce tanto nos países em desenvolvimento quanto nos desenvolvidos: a utilização da patente para fins de monopólio por grandes corporações que prejudica os consumidores, a competição legítima e a inovação.

Na maioria dos casos, as patentes são solicitadas e concedidas para modificações parciais em tecnologias já existentes. Embora o valor intrínseco da tecnologia protegida pelas novas patentes seja baixo, elas são frequentemente usadas estrategicamente para criar ou manter posições monopólicas.

Uma investigação da Comissão Europeia sobre a indústria farmacêutica concluiu que “apresentar numerosas solicitações de patente para um mesmo medicamento é uma prática comum para retardar ou bloquear a entrada no mercado de medicamentos genéricos”.

Os litígios por patentes aumentaram quatro vezes entre 2000 e 2007, e as companhias produtoras de genéricos prevaleceram em 62% dos casos. Os governos europeus e os consumidores pagaram cerca de três bilhões de euros em excesso no mesmo período devido a abusos no exercício dos direitos de patente.
Um estudo da Ompi identificou cerca de 800 patentes de ritonavir, importante componente no tratamento contra o HIV/aids.

Para preservar uma posição monopólica depois da expiração das patentes básicas, as empresas farmacêuticas costumeiramente solicitam (e com frequência conseguem) patentes para derivados, formas de dosagem e novos usos de medicamentos existentes e, assim, reverdecem as patentes originais.

As tecnologias da informação e da comunicação também se converteram em um campo de batalha. Milhares de patentes concedidas a programas de computação e outras tecnologias são usadas para bloquear competidores ou para mantê-los fora do mercado com a ameaça de caros julgamentos. As empresas que não contam com uma ampla carteira de patentes têm dificuldades para sobreviver.
Os departamentos de patentes nos países em desenvolvimento seguem modelos similares quanto aos critérios de patenteamento. Os programas de assistência técnica, um trabalho de convencimento e a pressão dos grupos empresariais conseguem criar práticas que transformam o sistema de patentes em um convincente mecanismo de controle e exclusão do mercado a favor de seus interesses.

Essa atividade das empresas estrangeiras não implica nenhum investimento produtivo nem uma verdadeira transferência de tecnologia nos países onde buscam a proteção de suas patentes, já que os abastecem principalmente por intermédio de importações.

Neste contexto, Canadá e Grã-Bretanha apresentaram ao Comitê Permanente sobre Patentes da Ompi uma proposta para tratar a questão da qualidade das patentes que compreende três aspectos: desenvolvimento da infraestrutura técnica, intercâmbio de informação sobre a qualidade e melhoria do processo de concessão.

A proposta reconhece a existência de um problema no sistema de patentes, mas não enfrenta questões críticas, como requerimentos para o patenteado e outros conceitos do sistema de concessão de patentes.
É necessário introduzir importantes mudanças na concepção e no funcionamento do sistema, de maneira que somente recompense as contribuições genuínas para o progresso científico e tecnológico, em consonância com os objetivos nacionais de desenvolvimento. Essas mudanças incluem:

- integrar os sistemas de patentes nas políticas nacionais de desenvolvimento, incluindo o acesso a medicamentos e a tecnologias ambientais válidas;

- incrementar a capacidade disponível dos departamentos de patentes e dos tribunais para que possam examinar adequadamente as solicitações e assegurar a realização de exames substanciais;
- proporcionar incentivos aos examinadores de patentes para que considerem objetivamente as solicitações e desestimular uma predisposição para a aprovação;

- assegurar que o processo de análise da criação tenha em conta os conhecimentos de anteriores especialistas disponíveis em documentos escritos, bem como os derivados da experiência prática;
- prevenir a proliferação de patentes resultante de práticas ofensivas e defensivas que possam bloquear a competição legítima e o desenvolvimento de uma capacidade inovadora local;

- revisar as práticas que condicionam a concessão de patentes com base em presunções questionáveis ou ficções legais;

- distinguir claramente as invenções das descobertas; nos casos de materiais genéticos que sejam considerados patenteáveis, a proteção deve se limitar às funções devidamente comprovadas;

- diferenciar os setores na aplicação dos padrões de patenteamento; por exemplo, devem ser aplicados padrões mais rígidos para examinar as patentes farmacêuticas do que os exigidos em outros setores;

- fortalecer os sistemas de oposição prévios e posteriores à concessão de patentes e melhorar a transparência do sistema;

- dar mais poder às autoridades em matéria de competência para tomar medidas efetivas em casos de aquisição indevida ou abusos dos direitos de patente.

Envolverde/IPS

* Carlos M. Correa é assessor especial sobre comércio e questões de propriedade intelectual do South Centre, com sede em Genebra.

Desmatamento na bacia do Amazonas causará dramática redução das chuvas






Paris - O desmatamento na bacia do rio Amazonas poderá causar uma dramática redução das chuvas em toda essa região do Brasil, alertaram cientistas britânicos em um estudo publicado nesta quarta-feira (5/9) na revista Nature.

O volume de chuvas na bacia amazônica pode ser reduzido em 12% durante a temporada de chuvas e em 21% durante o verão, se o desmatamento nessa área continuar no ritmo registrado de 1997 a 2002, sugere o estudo.

Os pesquisadores destacam que esta redução das precipitações teria impacto negativo na produção hidrelétrica e causaria sérios danos a agricultores da região amazônica.

O estudo elaborado pelo pesquisador da Universidade de Leeds (Inglaterra), Dominick Spracklen e seus colegas se baseia em um modelo virtual que elaboraram com base nas informações recolhidas por satélites, e que leva em conta também os dados das precipitações registradas nessa área.

Com base nesse modelo, os pesquisadores descobriram que o ar que passa sobre áreas com densa vegetação tropical gera pelo menos o dobro da quantidade de água de chuva que o que atravessou terrenos com muito pouca vegetação.

O motivo dessa diferença se deve a um fenômeno chamado evapotranspiração, disseram os cientistas.

As florestas tropicais são altamente eficazes em absorver água da terra, muita da qual é logo enviada à atmosfera como vapor.

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Isso ajuda não só a manter a umidade local das florestas a um nível constante, mas também carrega os ventos com água que logo se transforma em chuvas.

Por outro lado, os terrenos desmatados são muito menos eficazes em reciclar água dessa maneira, o que significa que o ar que os rodeia é menos úmido, disseram os especialistas.

Segundo alguns estudos, o desmatamento na região do Amazonas alcançará 40% da superfície em 2050. Isso provocará uma redução dramática das precipitações em toda a bacia do rio, de leste a oeste, destacou a pesquisa publicada pela Nature.

De acordo com o cientista brasileiro especializado em meio ambiente Luiz Aragão, da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, a mudança registrada no volume das chuvas será muito preocupante, sobretudo para as áreas do leste e sul da Amazônia.

Se as previsões de muitos especialistas do clima, que preveem que as temperaturas globais aumentarão cerca de três graus Celsius (5,4 graus Fahrenheit) no final do século, o impacto "poderia ser imenso", comentou Aragão.

"Mudanças no clima regional poderiam aumentar a mortandade das árvores ligada à seca, o que por sua vez reduziria os depósitos de carbono, aumentaria os riscos de incêndio e reduziria a diversidade", afirmou.

"Essas mudanças poderiam também representar uma ameaça direta à agricultura, que gera cerca de 15 bilhões de dólares no Amazonas e na indústria hidroelétrica que fornece 65% da eletricidade do Brasil", destacou.

Contudo, Aragão ponderou estes resultados, afirmando que o modelo virtual de desmatamento utilizado por Spracklen pode ser pessimista, já que o Brasil se comprometeu a limitar as taxas históricas de desmatamento em 80% até 2020.
 
http://www.correiobraziliense.com.br 

MA: Cermangue tem mais uma grande conquista



São Luís, 05 de setembro.


Na manhã desta segunda-feira (3), o Cermangue registrou mais uma grande conquista: a aquisição oficial da Casa de Vegetação e Viveiro do Departamento de Oceanografia e Limnologia da UFMA. Em reunião com professores do departamento, o Reitor Natalino Salgado Filho assinou a autorização para construção desses espaços em um terreno na área onde está localizada a sede da Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão- Apruma.

Ontem, terça-feira, Flávia Mochel, Coordenadora do Centro e autora do projeto da casa de Vegetação e Viveiro se reuniu com o prefeito de Campus, José Augusto Medeiros, para tratar da parte de infraestrutura dos ambientes.

A casa de Vegetação e  Viveiro serão construídos com verba de um convênio entre a UFMA e a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), e trará, segundo Flávia Mochel, inúmeros benefícios ao Curso de Oceanografia.

Por Paiva Silva

http://cermangueufma.blogspot.com.br

MA: Sede do Incra está em estado crítico, diz relatório do Crea




Vistoria foi realizada no dia 30 de agosto, por solicitação de servidores em greve há três meses
O estado de conservação do prédio onde funciona a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), situada no Anil, é crítico, conforme conclusão do relatório de vistoria técnica feita por engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Maranhão e do Grupamento de Atividades Técnicas (GAT) do Corpo de Bombeiros. O documento registrado em anexo ao Ofício nº 569/2012 foi divulgado ontem pela Associação dos Servidores do Incra (Assincra), que organiza o movimento grevista no instituto, que começou há quase três meses.

A visita dos técnicos do Crea foi realizada no dia 30 de agosto e analisou todo o prédio - térreo e primeiro pavimento -, observando a estrutura das ferragens, garagem, depósito, caixa d´água, cisterna, poço artesiano, vegetação, drenagem fluvial e telhado. A solicitação da vistoria foi feita pelos servidores federais desde que foi iniciada a greve, que tem realizado atividades para alertar a população a respeito do sucateamento da estrutura da sede do órgão.


Conforme uma das líderes do comando geral da greve dos servidores do Incra, Socorro Buhaten, desde quando foi fundado o prédio não passou por nenhuma reforma completa. "Há 34 anos, a União não manda recursos suficientes para fazer uma reforma completa do local - do telhado a acessibilidade. Há funcionários que não trabalham porque não podem subir escadas. Os cupins estão tomando o telhado, o primeiro andar e o térreo. Isso tudo impossibilita o servidor de fazer seu trabalho decentemente", disse ela, ao afirmar que o Crea considerou que a sede do órgão precisa ser reformada para que as pessoas que trabalham no local possam desempenhar suas atividades com total segurança.

Problemas - O laudo do Crea detectou no térreo problemas como degradação no piso; falta de rampas para acessibilidade e de elevadores para deficientes; climatização em situação irregular; rebocos das paredes desgastados (à base de barro); falta de limpeza nas caixas de esgoto, de águas pluviais; ferrugem na tubulação da torre de arrefecimento, que estão inoperantes por falta de manutenção; divisórias defeituosas - devem ser substituídas; falhas no sistema de segurança contra incêndio, com extintores com data de validade vencida e outros.

No primeiro pavimento, foi encontrada a deterioração do térreo, foi mostrado que a laje do corredor está corroída e que o acesso ao telhado foi construído de forma errada. O relatório do Crea apontou a necessidade de investigação de uma possível degradação das ferragens das colunas do prédio, por se tratar de uma construção com mais de 30 anos. As demais lajes e vigas apresentam ferros expostos com oxidação e precisam, segundo os técnicos, de uma inspeção minuciosa. Em todos os pontos vistoriados, foram encontrados problemas sérios.

O documento observou que toda a sede do instituto precisa de reforma imediata. A reforma da cobertura e das instalações deve ser priorizada, para evitar perdas na estrutura do conjunto arquitetônico. Os rebocos de barro devem ser removidos e substituídos pela composição cimento-areia, seguido de pinturas. O estudo cobra ainda a intervenção em infiltrações, pisos, drenagens pluviais, limpeza da caixa d´água, do poço artesiano, erradicação de cupins e ainda ativação da Central de Refrigeração imediatamente.

Corpo de Bombeiros

O Grupamento de Atividades Técnicas (GAT), do Corpo de Bombeiros Militar, vistoriou o órgão para avaliar se a sede do Incra está preparada para prevenir e para combater incêndios e constatou que o prédio não está em conformidade com as regras de combate a incêndio e situação de pânico. Os técnicos averiguaram a falta de hidrantes, desgaste na estrutura do forro, rachaduras na parede, rachaduras na caixa d´água, extintores com cargas vencidas, falta de sinalização e iluminação de emergência, desgaste da fiação elétrica, duto de ventilação inoperante e etc.

O Corpo de Bombeiros recomendou providências imediatas para solucionar os problemas. Os dois laudos serão encaminhados para o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado (Sindsep) do Maranhão, para a Confederação Nacional da Associação dos Servidores do Incra (Cnasi) e outras instituições.

O ESTADO DO MA