quinta-feira, 5 de junho de 2014

SEMA realiza evento para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente.


Na manhã dessa quinta feira, dia 5 de junho, o Governo do estado do maranhão por intermédio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais – SEMA realizou um evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
A abertura foi feita pala Banda da Polícia Militar do Maranhão, regida pelo Tenente Mauro. A banda tocou vários ritmos alegrando os presentes.
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O dia mundial do meio ambiente foi estabelecido pela assembléia geral das nações unidas em 1972 marcando a abertura da conferência de Estocolmo sobre ambiente humano.
Celebrado anualmente desde então no dia 5 de junho, o dia mundial do meio ambiente catalisa a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização sobre a preservação ambiental que tem por principal objetivo promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos ambientais.
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Na ocasião, foi feito o lançamento dos projetos de pesquisas: Progestão (Pacto Nacional pela Gestão das Águas), Proposto por Lais de morais Silva, Superintendente de Recursos Hídricos da SEMA. E Projeto de Pesquisa Avaliação da Qualidade das Águas Subterrâneas do Estado do Maranhão em Relação à Presença de Substâncias Químicas, proposto por Liene Pereira, Superintendente de Monitoramento da SEMA.

Progestão:
O Estado do Maranhão, em atendimento ao decreto estadual n° 29.302/2013, aderiu ao Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas – Progestão, estabelecido pela resolução n° 379/2013, da Agência Nacional de Águas – ANA, o qual foi criado para estimular os estados a fomentarem as ações que dizem respeito à gestão de recursos hídricos. a secretaria de estado do meio ambiente e recursos naturais – sema como órgão gestor de recursos hídricos do maranhão, é responsável pelo cumprimento das metas acordadas. nesse sentido, a resolução do conselho estadual de recursos hídricos - conerh n° 07/2013 aprovou o quadro de metas do progestão definindo as metas traçadas pelo estado do maranhão, tais como: i) o planejamento de gestão, ii) o compartilhamento de informações sobre águas subterrâneas; iii) a contribuição para difusão do conhecimento sobre gestão de recursos hídricos; iv) a prevenção de eventos hidrológicos críticos e atuação para segurança de barragens; v) a elaboração de planos de bacia e criação de comitês; vi)criação de sistemas de informação para monitoramento de corpos hídricos; e vii) e criação de sistemas operacionais que fiscalizam o uso da outorga e licenças para obras hidráulicas, entre outros.

Projeto de pesquisa avaliação da qualidade das águas subterrâneas do estado do maranhão em relação à presença de substâncias químicas:
Trata-se de um projeto de pesquisa em cumprimento a resolução 420 de 2009 do CONAMA que dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo os VRQs quanto a presença de Substâncias químicas. O projeto de pesquisa irá possibilitar o cumprimento da atual legislação ambiental, dando segurança jurídica ás nossas decisões mediante o estabelecimento dos VRQs – Valores de Referencia de Qualidade para o solo e para as águas subterrâneas do Estado do Maranhão. Também teremos com o desenvolvimento desta pesquisa a definição de áreas estratégicas para estudos e avaliações futuras, objetivando estabelecer correlações com as áreas contaminadas e atividades antrópicas ali desenvolvidas. Também ira nos possibilitar o suporte a decisão oficial por parte da SEMA em relação ao controle de poluição por substancias químicas no Estado.Assim, estaremos agindo de forma estratégica, de forma precautórias e preventivas, em face das presentes e futuras gerações.
Após o lançamento dos projetos, a secretária da SEMA, Genilde Campagnaro fez um pronunciamento falando sobre a importância desse dia: “Este realmente é um dia importante para comemorarmos. O Governo do estado do Maranhão, na pessoa da Governadora Roseana Sarney, tem investido muito na área do Meio Ambiente nesses últimos anos. Em quatro meses de gestão, progredimos muito. Para exemplificar, concluímos a licitação dos projetos para a construção do Complexo Ambiental da APA do Itapiracó que engloba a construção da sede da SEMA e de áreas de lazer, esportes e infraestrutura para informação e conscientização ambiental. Estamos finalizando a construção da sede do PBA, no Parque Ambiental do Bacanga, que será doada àquela corporação, para ajudar na preservação e combate aos crimes ambientais do estado. Dessa forma, acreditamos estar contribuindo para propor ações futuras para mitigar os impactos ambientais e preservar os recursos ambientais do estado”.
Logo após, aconteceu à assinatura da Ordem de Serviço referente aos projetos de pesquisa, que serão realizados com a Fundação Sousândrade e o Instituto PROVIDA – BRASIL.
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Ao final do evento, foi oferecido um coquetel e distribuição de mudas de plantas.

A programação para o período, além do cunho informativo, educativo e conscientizador, possuirá a efetiva participação da sociedade maranhense e ocorrerá de forma descentralizada, já que está acontecendo em diversas regiões e municípios do estado. Ao realizar uma programação descentralizada, a Sema objetiva fortalecer o Sistema Estadual de Meio Ambiente – SISEMA, consolidando e efetivando a política ambiental do estado.

Programação

Curso de Multiplicadores Ambientais
03/06 _ 8 às 18h _ São Domingosdo Maranhão - Auditório da Escola Pio XII.
05/06 _ 8 às 18h _ Lima Campos- Auditório da Igreja Batista Nacional (Rua Santos Dumont, s/nº - Centro).
06/06_ 8 às 18h _ Pinheiro
Objetivo: Fortalecer e ampliar a cidadania ambiental nas diversas localidades, ampliar a reflexão sobre as questões socioambientais em cada localidade, incentivando o protagonismo de líderes e educadores ambientais que possam agir em prol da sustentabilidade em suas comunidades, utilizando como eixo a “multiplicação” do conhecimento acerca das questões ambientais.

Curso de Capacitação do Sistema DOF – Documento de Origem Florestal
03 a 05/06 _ 8 às 17h _ Auditório da Sema (Rua dos Búzios, quadra 35, Lote 18, Calhau. São Luís – MA).
Objetivo: Integrar os setores da Sema, da Delegacia do Meio Ambiente e do Batalhão de Polícia ambiental no controle de fluxo florestal, inspeção e fiscalização, de acordo com a nova Instrução Normativa do DOF (IN IBAMA N° 21/2013).

Capacitação sobre o Módulo de Inscrição do Sistema de Cadastro Ambiental Rural – SICAR .
04/06 _ Grajaú
06/06 _Balsas
09/06 26/06_Imperatriz
Objetivo: Capacitar técnicos das secretarias municipais de Meio Ambiente, entidades representativas e centros de apoio a agricultores familiares, sindicatos rurais e de trabalhadores rurais, além de órgãos estaduais ligados à agricultura, sobre a operacionalização do SiCAR e do Cadastro Rural Ambiental.

Participação na Mesa-Redonda: Políticas Públicas e Gestão de Resíduos Sólidos da “Semana Ambiente em Foco: Educação, Políticas Públicas e Interdisciplinaridade”, organizada pela Universidade Federal do Maranhão – Campus Codó.
05/06 _ 19h _ Campus da UFMA – Codó.
Objetivo: Divulgar a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Plano Estadual de Gestão de Resíduos Sólidos do Maranhão.

10/06 _ 08h30 _ Lagoa da Jansen – São Luís. Lançamento do Projeto de Despoluição da Lagoa

Eleição dos membros do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Munim
09/06 _ 14h _ Chapadinha – Auditório da Prefeitura. Eleição dos membros do segmento Poder Público.
10/06 _ 14h _ Chapadinha – Auditório da Prefeitura. Eleição dos membros do segmento Usuários.
11/06 _ 14h _ Axixá – Colônia de Pescadores. Eleição dos membros do segmento Sociedade Civil.
Objetivo: Eleger os membros do Comitê, de acordo com cada segmento. Desde março de 2014, a Superintendência de Recursos Hídricos coordena, juntamente com a Diretoria Provisória e Comissão Auxiliar do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Munim, o processo eleitoral. Foram realizadas três audiências públicas na BaciaMunim e, posteriormente, cadastrados e habilitados 118 representantes dos segmentos poder público, sociedade civil e usuários de água

Eleição dos conselheiros do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh) – Triênio 2014-2017.
13/06_ 07 às 19h _ Assembleia Deliberativa da Eleição, durante a II Conferência de Eleição dos Conselheiros do Consema.
14/06_ 07 às 19h _ Assembleia Deliberativa da Eleição, durante a II Conferência de Eleição dos Conselheiros do Conerh.
* As duas Assembleias serão realizadas no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Av. Jerônimo de Albuquerque, s/nº, retorno da Cohama – Casa da Indústria Albano Franco. São Luís – MA).

SEMA realiza eleições para o CONSEMA e CONERH


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA), por meio da Secretaria Executiva dos Conselhos Estaduais convoca os interessados para as Eleições do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA) que será realizado no dia 13 de junho de 2014 e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH) que será realizado no dia 14 de junho de 2014, no Auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão – FIEMA, situado na avenida Jerônimo de Albuquerque, s/n, retorno da COHAMA – Casa da Indústria Albano Franco.
Nos dias das eleições uma programação especial está sendo feita, palestras com assuntos relacionados aos respectivos conselhos serão apresentadas para os participantes. A programação terá inicio às 07:00h da manhã com o credenciamento e se estenderá por todo o dia.
Criados, respectivamente, pelas Leis Estaduais nº 5.405 de 08 de Abril de 1992 e nº 8.149 de 15 de Junho de 2004, o Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA e o Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH, integram a rede de instrumentos cujo objetivo é a gestão ambiental e de recursos naturais do Maranhão.
Tanto o CONSEMA, quanto CONERH, depois de passarem por um período de jurisdição, tiveram sua funcionalidade restabelecida quando foram reestruturados, tendo os seus componentes nomeados através dos Decretos nº 27.315 de 13 de Abril de 2011 e nº 27.331 de 27 de Abril de 2011.
 A Legislação específica reza que os integrantes dos Conselhos devem ser, quando poder público indicados, e entidades não governamentais ambientalistas e o empresariado/usuários devem ser eleitos através de procedimento especifico ao qual deverá ser dada ampla publicidade. Isso ao término de 03 (três) anos de mandato.
Como os Conselheiros Estaduais de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos foram nomeados em 2011, em 2014 finda o exercício dos mesmos cabendo novo processo de estruturação, que está em andamento, através dos editais nº 01/2014 e nº 02/2014, respectivamente.
Sendo assim, atendendo ao dispoto nos editais citados, a comissão eleitoral está recebendo as inscrições dos interessados na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais – SEMA – Prédio anexo, situado à Rua dos Búzios - Quadra 35 - Lote 18 ,Calhau - São Luis - MA - CEP: 65071-700 – FONE: (98) 3194 8900 Ramal: 8952/ (98) 9177 8880 / (98) 8138 8684 / (98) 8766 9185.


As inscrições dos interessados a participar do Conselho Estadual de Meio Ambiente(CONSEMA) devem ser feitas até o dia 09 de junho, com apresentação dos seguintes documentos:
·         “Formulário de Inscrição para Habilitação Entidades”, devidamente preenchido e assinado, na forma original, pelo Presidente da Entidade, indicando seu representante, disponível em anexo neste Edital e no sítio eletrônico:www.sema.ma.gov.br;
·         Cópia autenticada do estatuto social ou regimento interno, devidamente registrados, e atas de alteração destes ou ainda contrato social, se for o caso;
·         Cópia autenticada da ata de eleição e posse da atual Diretoria, caso exista;
·         Cópia da Licença de Operação - LO ou protocolo de solicitação da LO do empreendimento, caso a Entidade que desenvolva atividade utilizadora de recursos ambientais ou necessite, na forma da lei, de licenciamento ambiental;
·         Comprovação de atuação de trabalhos na área ambiental ou Carta de Recomendação de Entidade Membro do Conselho Estadual de Meio Ambiente;
·         Inscrição no CNPJ, com certidão atualizada e válida.
·         Cópia dos documentos de identidade e CPF do representante indicado pela Instituição.

As inscrições dos interessados a participar do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH) devem ser feitas até o dia 09 de junho, com apresentação dos seguintes documentos:
·      “Formulário de Inscrição para Habilitação de Usuários e da Sociedade Civil Organizada”, devidamente preenchido e assinado, na forma original, pelo Presidente da Entidade, indicando seu representante, disponível em anexo neste Edital e no sítio eletrônico: www.sema.ma.gov.br;
·      Cópia autenticada do estatuto social ou regimento interno, devidamente registrados, e atas de alteração destes ou ainda contrato social, se for o caso;
·      Cópia autenticada da ata de eleição e posse da atual Diretoria, caso exista;
·      No caso dos usuários OUTORGA do direito de uso de água ou protocolo de solicitação da OUTORGA ou comprovação da DISPENSA do uso de água;
·      Comprovação de atuação de trabalhos na área de Recursos Hídricos ou Carta de Recomendação de Entidade Membro do Conselho Estadual de Recursos Hídricos;
·      Inscrição no CNPJ, com certidão atualizada e válida;
·      Cópia dos documentos de identidade e CPF do representante indicado pela Instituição.

Encerrado o prazo para inscrição das Entidades, a Comissão Eleitoral tornará pública a relação dos habilitados a concorrer às vagas para o Conselho Estadual de meio Ambiente e Conselho Estadual de Recursos Hídricos, respectivamente, até o dia 10 de junho de 2014, na página eletrônica da Secretaria (www.sema.ma.gov.br), e, também afixará a referida lista no mural de acesso ao público no prédio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais – SEMA.

O Processo Eleitoral para Preenchimento de vagas do Conselho Estadual de Meio Ambiente será realizado no dia 13 de junho de 2014 e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos no dia 14 de junho de 2014, ambos, no Auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão – FIEMA, situado na avenida Jerônimo de Albuquerque, s/n, retorno da COHAMA – Casa da Indústria Albano Franco.
 A secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais, se coloca a disposição para dirimir quaisquer dúvidas através da Secretaria Executiva dos Conselhos Estaduais nos seguintes contatos:

Telefones: (98) 3194 8900 Ramal: 8952 ou 8962
Celulares: (98) 9177 8880 / (98) 8138 8684 / (98) 8766 9185.

E-mail: anac_fontoura@globo.com / dharabrandao@gmail.com
 
Edital CONSEMA



http://www.sema.ma.gov.br/paginas/view/paginas.aspx?id=3661&p=

Sebrae realiza Mostra de Soluções Tecnológicas em São Bento (MA)




Nos próximos dias 6 e 7 de junho, o município de São Bento recebe a 1ª Mostra de Soluções Tecnológicas da Agricultura da Baixada Maranhense, numa realização do Sebrae Maranhão, através de sua unidade regional em Pinheiro, buscando promover oficinas, capacitações e palestras com foco na ovinocaprinocultura, piscicultura, meliponicultura, hortifruticultura e produção de aguardente de mel – atividades econômicas que já são desenvolvidas na região e recebem o apoio do Sebrae.

De acordo com o gestor do projeto Sebrae no Território da Cidadania da Baixada Ocidental, David Felipe – responsável pela ação – as atividades vão expor as soluções tecnológicas que já são repassadas aos pequenos produtores da região através de cursos promovidos pelo projeto. “Estamos aguardando cerca de 300 técnicos e produtores para os dois dias de nossa programação”, pondera.

Ele conta que além de produtores rurais e técnicos agrícolas, são esperados também estudantes, agentes de desenvolvimento dos municípios próximos, representantes das secretarias de Agricultura e de Educação, representantes de Sindicatos Rurais e das Associações de Pequenos Produtores. Toda a programação será gratuita, acontecendo nas dependências da Fazenda Escola da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA.

Informações e inscrições na unidade regional do Sebrae em Pinheiro, que fica na Avenida Getúlio Vargas, 770 – Centro. Telefone: (98) 3381 2711.

No Dia Mundial do Meio Ambiente: Lembramos Nossa Carta de Responsabilidades

 Autor: divulgação


Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ - Somos jovens do Brasil inteiro buscando construir uma sociedade justa, feliz e sustentável. Assumimos responsabilidades e ações cheias de sonhos e necessidades. Este é um meio de expressar nossas vontades e nosso carinho pela vida e sua diversidade.

Compreendemos que sem essa diversidade o mundo não teria cor. Encontramos caminhos para trabalhar temas globais, complexos e urgentes: Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Segurança Alimentar e Nutricional e Diversidade Étnico-Racial. Queremos sensibilizar e mobilizar pessoas para juntos encararmos os grandes desafios socioambientais que nossa geração enfrenta.

Para cuidarmos do Brasil precisamos de sua colaboração. Compartilhamos a responsabilidade com os governos, empresas, meios de comunicação, ONGs, movimentos sociais e culturais, além de nossas comunidades.

Assim assumimos estas responsabilidades:

1. Divulgação da informação e ampliação dos conhecimentos por meio da educação ambiental.
2. Proteção e valorização da biodiversidade.
3. Transformação das cidades, comunidades e escolas em espaços ambientalmente saudáveis.
4. Diminuição da produção de lixo praticando os 5 Rs: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar.
5. Redução da emissão de gases poluentes que provocam o aquecimento global.
6. Prevenção do desmatamento e das queimadas.
7. Respeito, entendimento e reconhecimento da diversidade cultural.
8.Valorização da produção e do consumo de alimentos naturais e orgânicos.
9. Reeducação alimentar respeitando os hábitos dos povos.

CONVIDAMOS VOCÊ PARA CUIDAR DO BRASIL!

Esta é parte da Carta de Responsabilidades escrita e assinada por 560 delegados e delegadas entre 11 a 15 anos, durante a II Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente, em 26 de abril de 2006. Eles representavam 12 mil escolas e comunidades de todo o país que realizaram suas Conferências em 2005, com 4 milhões de pessoas.

Terra Indígena Apinajé, 03 de Junho de 2014.

Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ
http://racismoambiental.net.br/

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Poluentes orgânicos em águas superficiais de São Luís é objeto de pesquisa


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contaminacion agua saladaUm dos principais debates científicos contemporâneos está relacionado à presença de um grupo específico de agentes químicos no meio ambiente.
Conhecidos genericamente como perturbadores endócrinos ou agentes hormonalmente ativos (HAAs), esses compostos podem inibir ou alterar a atividade hormonal do organismo, prejudicando a saúde de pessoas e animais.
Entre os possíveis males provocados por essas substâncias, incluem-se doenças como câncer de mama e de próstata, desenvolvimento sexual anormal, redução de fertilidade masculina, alteração de glândulas tireóides, supressão de imunidade e problemas neurocomportamentais.pa
“As consequências adversas de um perturbador endócrino vão depender das doses, da carga genética, da forma e da duração da exposição a períodos críticos de vida. Esses efeitos podem ser reversíveis ou não e se manifestar de forma aguda ou latente”, explica a professora Dra. Natilene Mesquita Brito, do Instituto Federal do Maranhão - IFMA.
Doutora em Química pela USP de São Carlos, Natilene Brito atua desde 2006 em pesquisas sobre resíduos de poluentes orgânicos – substâncias químicas não naturais a determinados ambientes – em diversas matrizes: água, solo e alimentos.
Atualmente, a professora Dra. Natilene Brito desenvolve o projeto “Ensaios Toxicológicos em Águas Superficiais da Cidade de São Luís”, que pretende avaliar a presença de hormônios femininos e perturbadores endócrinos nas águas superficiais e reservatórios para abastecimento da capital do Maranhão.
De acordo com a pesquisadora, a ideia de diagnosticar agentes químicos em águas maranhenses se justifica porque o índice de tratamento de esgoto e efluentes no estado é baixo, o que aumenta as chances de contaminação.
Segundo Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2008, 71,5% dos municípios brasileiros não tratam o esgoto produzido e a descarga é feita nos rios que, em sua maioria, fornecem a água para consumo humano.
O despejo direto nos rios influi negativamente na qualidade dos recursos hídricos e da água de abastecimento do país. As regiões Norte e Nordeste são as que possuem os mais baixos percentuais de tratamento e coleta de esgotos. Com 1,4%, o Maranhão foi o estado nordestino que apresentou menor percentual de tratamento de esgoto.

“O diagnóstico de poluentes orgânicos nas águas de abastecimento de São Luís pode trazer grandes benefícios à população, pois, mesmo que estejam em pequenas concentrações, essas substâncias podem causar sérios prejuízos à saúde das pessoas, como diminuição da contagem de espermatozoides, atrofia do pênis, desenvolvimento dos mamilos nos meninos, nascimento de crianças acéfalas, entre outros problemas registrados na literatura”, declarou a professora.
Para dar suporte aos ensaios toxicológicos em águas superficiais, a pesquisadora utiliza um método analítico considerado sensível, simples e relativamente rápido: a análise da água potável e superficial por HPLC, com detecção por fluorescência.
O método analítico capaz de identificar e quantificar a presença destes compostos na água foi desenvolvido pela aluna do Mestrado em Biodiversidade e Conservação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Suzyéth Melo.
Após a fase de aplicação do método, os pesquisadores analisaram as águas de abastecimento. Segundo Natilene Brito, não foram encontrados agentes químicos nas amostras. Na próxima etapa, serão analisadas a água mineral e a água obtida da estação de tratamento de esgoto.

Por: FAPEMA
http://www.fapema.br/

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar impactos das mudanças climáticas



por Redação EcoD
11 300x183 Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar impactos das mudanças climáticas
Flor do pequizeiro no Cerrado mineiro: planta é resiliente às mudanças climáticas. Foto: FernandoPaoliello
A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas. Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos. Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa Biota-Fapesp Educação, realizado no dia 22 de maio, em São Paulo.
“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes”, explicou. “Não é fácil, mas precisamos começar.”
Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino”, ressaltou em sua palestra O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura.
Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas. “Isso vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, sugeriu Assad.
Investir localmente
Outras plantas do Cerrado com grande capacidade adaptativa lembradas pelo pesquisador são a árvore pacari e os frutos do baru e da cagaita. No Semiárido Nordestino, árvores como a seriguela, o umbuzeiro e a cajazeira foram apontadas como opções importantes não só para estudos genéticos como também para programas voltados à geração de renda pela população local.
“Em vez de produzir culturas exóticas à região, é preciso investir naquelas que já fazem parte da biodiversidade nordestina e têm potencial de superar as consequências do aquecimento global”, adiantou Assad.
Soja e feijão resistentes
Para o melhoramento de espécies, de forma a que se tornem tolerantes ao estresse abiótico, a Embrapa planeja lançar, em 2015, uma soja resistente à deficiência hídrica, produzida a partir de um gene existente em uma planta do Japão. “Testamos essa variedade este ano, no Paraná, em um período sem chuvas. Ainda há estudos a serem feitos, mas ela está se saindo muito bem”, observou o pesquisador.
Assad também citou avanços empreendidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que já lançou quatro cultivares de feijão com tolerância a temperaturas elevadas, além de pesquisas feitas no município de Varginha (MG) em busca de variáveis mais tolerantes para o café.
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Prejuízos e mudanças
Cálculos da Embrapa feitos com base na produtividade média da soja mostram que somente esse grão acumulou mais de US$ 8,4 bilhões em perdas relacionadas às mudanças climáticas no Brasil entre 2003 e 2013. Já a produção de milho perdeu mais de US$ 5,2 bilhões no mesmo período.
A área considerada de baixo risco para o cultivo do café arábica deve diminuir 9,45% até 2020, causando prejuízos de R$ 882 milhões, e 17,15% até 2050, elevando as perdas para R$ 1,6 bilhão, de acordo com análises feitas na Embrapa e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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Comum no Semiárido nordestino, a seriguela tem grande capacidade adaptativa, sendo tolerante à escassez hídrica e a temperaturas elevadas. Foto: .Krol.
Revisão do modelo
Diante dos prejuízos, outra solução apontada por Assad é a revisão do modelo produtivo agrícola. “A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera aumentou mais de 20% nos últimos 30 anos, tornando indispensável a implantação de sistemas produtivos mais limpos”, declarou à Agência Fapesp.
“O Brasil é muito respeitado nesse tema, em especial porque reduziu o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, ampliou a produtividade na Região Amazônica”, acrescentou o pesquisador.
Segundo Assad, isso abre canais de diálogo sobre a sustentabilidade na agricultura e sobre a adoção de estratégias como integração entre lavoura, pecuária e floresta, plantio direto na palha, uso de bactérias fixadoras de nitrogênio no solo, rochagem (uso de micro e macronutrientes para melhorar a fertilidade dos solos), aplicação de adubos organominerais, além do melhoramento genético.
“O confinamento do gado é outro ponto que está em discussão por pesquisadores e criadores em diversas partes do mundo. Ele pode resultar em menos emissão de gases de efeito estufa, mas torna o rebanho mais vulnerável à doença da vaca louca. Nesse caso, uma alternativa é a recuperação de pastos degradados”, afirmou Assad.
Estudos feitos na Embrapa Agrobiologia mostram que um quilo de carne produzido em pasto degradado emite mais de 32 quilos de CO2 equivalente por ano. Já em pasto recuperado a partir do que a agricultura de baixa emissão de carbono preconiza, a emissão por quilo de carne pode ser reduzida a três quilos de CO2 equivalente anuais.
“Isso mostra que ambientalistas, ruralistas, governo e setor privado precisam sentar e decidir o que fazer daqui em diante – qual sistema de produção adotar? Com ou sem pasto? Com ou sem árvores? Rotacionado ou não? São mudanças difíceis, de longo prazo, mas muitos agricultores já estão preocupados com essas questões, com os prejuízos que o aquecimento global pode trazer, e começam a buscar soluções”, concluiu Assad.
* Publicado originalmente no site EcoD.

Estudo: Pesca de arrasto pode transformar ecossistemas marinhos profundos em desertos



por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil
16 300x225 Estudo: Pesca de arrasto pode transformar ecossistemas marinhos profundos em desertos
Imagem: NOAA, Wikimedia Commons
O uso de redes de arrasto é uma das técnicas mais difundidas no setor pesqueiro ao redor do mundo, porém, um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade Politécnica de Marche (Itália) concluiu que a prática representa uma ameaça enorme, e de longa duração, para o ecossistema do assoalho marinho em escala mundial.
Isto acontece porque as redes deste tipo de pesca, que geralmente busca espécies que vivem próximas ao fundo, como bacalhau, lula e camarão, são puxadas a uma velocidade que carrega praticamente tudo o que estiver na sua frente, não apenas matando espécies que não são alvo da pesca como destruindo o fundo marinho.
Segundo Pere Puig, pesquisador do Instituto de Ciências Marinhas, que participou do estudo, “o arrasto do equipamento no assoalho marinho levanta e remove partículas finas do sedimento, além colocar em suspensão organismos pequenos que vivem no sedimento e constituem a base da cadeia alimentar nestas profundidades”.
O estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences – PNAS, comparou uma área sem a prática do arrasto e outra onde as redes são utilizadas.
Os pesquisadores mostram que, em áreas cronicamente utilizadas para o arrasto ao longo do talude continental – porção do fundo marinho com declive muito pronunciado que fica entre a plataforma e a margem continental – no noroeste do Mar Mediterrâneo, há uma perda significativa de matéria orgânica (até 52%) e de biodiversidade (50%).
Eles estimam que o carbono orgânico removido diariamente pela pesca de arrasto na região representa entre 60% e 100% do fluxo de entrada. Tal impacto está causando a degradação de habitats sedimentares em grandes profundidades e a depauperação da fauna, conclui o estudo.
“O arrasto intensivo e crônico do fundo deve transformar grandes porções do talude continental profundo em desertos de fauna e paisagens marinhas altamente degradadas”, alertam os pesquisadores.
“Estas conclusões apoiam a demanda por ações imediatas para uma gestão sustentável da pesca em ambientes profundos”, ressaltam.
A prática da pesca de arrasto se tornou altamente utilizada no final do século 19 e atualmente, com a depauperação dos estoques pesqueiros na costa, se expande, abrangendo cada vez áreas mais profundas do oceano.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.