sábado, 13 de agosto de 2011

Made in Maranhão

O minério de ferro é o produto que mais movimenta o complexo portuário de São Luis, capital do Maranhão. Pela carteira de minerais, de semi-elaborados e de grãos que são exportados pelos portos se depreende que só a soja e o ferro-gusa saem diretamente das terras e das empresas maranhenses para a Europa e para a China. Quer dizer, nem tanto assim, porque parte da soja exportada vem do Piaui e do Tocantins e parte do ferro-gusa vem das guserias do Pará. Como se pode conferir, o Maranhão se especializou na exportação de uns poucos itens que em nada refletem as características socioambientais das suas comunidades. A ponta-de-lança da exportação é o minério de ferro que a Vale transporta em seus vagões pela estrada de ferro Carajás desde a mina em Parauapebas, no estado do Pará. O número disseminado pelos meios de comunicação discorre sobre 42 milhões de toneladas de minério de ferro. Os números mais escondem do que revelam. A exportação do minério de ferro em sua forma original, assim como a soja, significa que o Maranhao continua sendo um mero entreposto espaço-territorial para empresas de mineração e de grãos. Os projetos de plantios de cana e produção de etanol que parte da elite maranhense depositava suas esperanças vendem seu etanol para o mercado interno quando a pretensão original seria exportar para os Estados Unidos. Pegue-se o caso da Suzano que pretende se instalar na região sudoeste do Maranhão. Nada de novo no front. Com o projeto da Suzano, o Maranhão se especializará em mais um item, a monocultura do eucalipto, que pouco acarretará de mudança no ambiente socioeconômico do estado.

Imagem: correntão utilizado para desmatamento nos cerrados do MA

Por: Mayron Régis
www.forumcarajas.org.br

MPF/DF ajuiza ação para proteger bacias hidrográficas brasileiras

Segundo a ação, o modo como vem sendo avaliado o impacto para geração de energia elétrica em cursos d'água é parcial e não reflete os riscos ambientais


Preocupado com problemas na metodologia adotada para avaliação de impactos ambientais e socioeconômicos na geração de energia elétrica em rios brasileiros, o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) propôs uma ação civil pública contra o Ministério de Minas e Energia (MME), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Eles descumpriram exigências constantes em termo de compromisso firmado em 2004, que orientou como devem ser os estudos para avaliar o potencial hidrelétrico em bacias hidrográficas brasileiras. O foco do termo de compromisso é que seja elaborado um método de estudo capaz de diagnosticar, de maneira integrada, as reais consequências da geração de energia elétrica em bacias hidrográficas brasileiras.

Esse estudo mais completo, chamado Avaliação Ambiental Integrada (AAI), deve estudar o conjunto de empreendimentos que estão construídos numa mesma bacia hidrográfica – que engloba rios principais e seus afluentes, riachos, nascentes e lençol freático.

Na ação ajuizada, o MPF/DF requer, em caráter liminar, a suspensão dos estudos em curso nas bacias hidrográficas do Brasil, realizados pela EPE. Pede, ainda, que seus resultados não sejam divulgados, pois são considerados incompletos e parciais devido à forma como vêm sendo obtidos.
A ação também pede a proibição de contratar empresas para realização de AAI em desacordo com a metodologia a ser regularmente aprovada. Outro pedido na ação é que o Manual de Inventário Hidroelétrico de Bacias Hidrográficas seja revisado para retirada de disposições relativas à AAI enquanto não for concluída e aprovada a sua metodologia pelo órgão central do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).
O MPF/DF aponta na ação que, além do grave dano ao meio ambiente, configura dano ao erário a elaboração de AAIs sem parâmetros técnicos adequados e com o investimento de altas quantias de recursos públicos em avaliações que pouco ou nada contribuem para a tomada de decisões quanto à utilização de recursos hídricos.
Segundo o Ministério Público, ao reproduzir esse modelo sem bases técnicas seguras, o MME dificultou a avaliação de impacto em outras importantes bacias hidrográficas brasileiras.

Avaliação Ambiental Integrada (AAI)

Em 2003 foi iniciada a discussão sobre AAI, quando o Ibama passou a exigir, no licenciamento ambiental de usinas hidrelétricas, que a bacia hidrográfica fosse considerada como área de influência dos estudos, conforme resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A criação de um instrumento capaz de avaliar os efeitos cumulativos e integrados que um conjunto de barramentos poderia causar em uma bacia hidrográfica foi considerada necessária pelas entidades técnicas envolvidas no debate.

A primeira AAI, em âmbito federal, foi realizada pela empresa EPE como resultado de termo de compromisso firmado, em 15 de setembro de 2004, entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Advocacia-Geral da União, a Empresa Energética Barra Grande S.A., o MME, o Ibama e o MPF. O estudo “Avaliação Ambiental Integrada dos Aproveitamentos Hidrelétricos localizados na Bacia do Rio Uruguai" frustrou a expectativa da elaboração de uma metodologia geral para a realização de AAIs em outras bacias hidrográficas brasileiras.

Ao não contemplar a avaliação do conjunto de empreendimentos na bacia hidrográfica nem do correspondente impacto cumulativo dos barramentos, gerou a equivocada conclusão de que todos os empreendimentos são considerados viáveis de licenciamento.

O excesso de intervenções em uma mesma bacia hidrográfica pode causar grande prejuízo à natureza e população local. Por exemplo, a fauna aquática perder o acesso a rios de sua rota migratória e a locais de reprodução devido a barreiras físicas instaladas no curso d'água – situação que pode causar impacto negativo na pesca da região, gerar transtornos para comunidades locais e desequilibrar a natureza da região.

O processo será julgado pela 15ª Vara da Justiça Federal no DF. Processo 0037138-35.2011.4.01.3400.

Por: Procuradoria da República no Distrito Federal
www.prdf.mpf.gov.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

XXIII Semana Nacional de Oceanografia

Local: A XXIII Semana Nacional de Oceanografia será realizada no Campus Universitário do Bacanga da Universidade Federal do Maranhão em São Luís - MA, Brasil, de 07 a 12 de agosto de 2011.



A Semana Nacional de Oceanografia - SNO é um dos eventos mais tradicionais da oceanografia brasileira, com 22 edições realizadas o encontro já foi sediado vários estados do Brasil, a SNO é organizada desde 1987 por estudantes de graduação.





Neste ano de 2011 a capital maranhense, São Luís, sediará a XXIII SNO, que terá como tema “Ecossistemas Costeiros Tropicais: Potencialidades, Riscos e Desafios”, o evento dará enfoque às características regionais do litoral maranhense (Reentrâncias, Golfão, Lençóis e o Delta).



A programação da semana será constituída por mesas-redondas, mini-cursos, oficinas, apresentações de trabalhos científicos, vivências de campo, reuniões para discutir assuntos pertinentes da profissão, jogos esportivos universitários, eventos culturais e uma excursão a cidade de Barreirinhas (Lençóis Maranhenses).



Tendo como objetivo integrar a comunidade de oceanógrafos (estudantes e profissionais) por meio de um evento contextualizado e de extrema importância, que trará intercâmbio de informações e conhecimento entre alunos, pesquisadores e profissionais de diferentes instituições (Ensino, Pesquisa, Governamentais e ONGs).



Nos dias 13 e 14 haverá uma Excursão para a Cidade de Barreirinhas onde se encontra os Lencóis Maranhense.



Tema do XXIII SNO: Ecossistemas Costeiros Tropicais: Potencialidades, Riscos e Desafios.


Logotipo da XXIII SNO: O design retrata um rabo de baleia sob o mar e na sua linha extrema o contorno do litoral do Estado do Maranhão, ao mesmo tempo forma um barco com uma vela preenchida com azulejos portugueses, típicos dos casarões do Centro Histórico da Capital São Luís.


E-mail: xxiiisno@yahoo.com.br
http://www.xxiiisno.ufma.br/

MA: Liderança Quilombola é ameaçado por PM na Baixada Maranhense

Catarino dos Santos Costa, uma das lideranças do quilombo Cruzeiro foi ameaçado pelo Policial Militar sargento Daniel, comandante do destacamento militar de Palmeirândia. No dia 16 de julho de 2011, por volta das 18hs00min, enquanto se dirigia à sua residência, no quilombo Santo Antônio, foi abordado pelo policial militar, acompanhado de outros dois a bordo da viatura policial que, depois de agredi-lo com palavras de baixo calão, passou a ameaçar que o espancaria.


Em meio às agressões o sargento Daniel ordenou que Catarino dos Santos juntasse e entregasse a ele o facão que este jogara no chão no momento da abordagem. O que foi imediatamente recusado. O Sargento cessou então as ameaças com a promessa de que ainda o conduzirá preso à Delegacia.

Queira o sargento “justificar” e garantir a alegação de “legítima defesa” ao ordenar que Catarino entregasse a ele o facão? Há em andamento a construção de um plano sórdido para uma prisão em flagrante? Com a palavra os Órgãos Públicos que atuam na defesa dos Direitos Humanos.

A ação do sargento Daniel agrava ainda mais o conflito à medida que revela a serviço de quem está a policia militar. Daí a dificuldade encontrada pelos quilombolas para fazerem o registro das violências praticadas contra eles ao longo do conflito com o latifundiário Manoel de Jesus Martins Gomes, pai e procurador da latifundiária Noele Gomes, acusado de ser o mandante da execução de Flaviano Pinto Neto, líder do quilombo Charco-Juçaral, município de São Vicente Ferrer, em 30 de outubro de 2010.

Os quilombolas já sofreram três despejos ordenados pelo juiz Sidney Cardoso Ramos. Sendo que último foram incendiadas 40 linhas de roça. Até o momento a resolução do conflito não passou de promessas feitas pelo governo federal.

Para nós está claro que os governos estadual e federal são responsáveis caso ocorra algum atentado contra a vida desse valoroso companheiro.
Por: Comissão Pastoral da Terra - MA

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Governo cancela mais de 89 mil registros de pesca por suspeita de irregularidades

Mais de 89 mil registros gerais de pesca foram cancelados por suspeita de irregularidades. Esse é o resultado de uma ação desenvolvida pelos ministérios do Trabalho e Emprego e Pesca e Aquicultura.



O registro permite o pagamento do seguro-desemprego aos pescadores artesanais. O benefício é pago às pessoas que vivem apenas da pesca e não podem desenvolvê-la durante o período do defeso, quando a atividade é proibida.


O cancelamento foi possível por meio do cruzamento dos bancos de dados das duas pastas. Houve a comprovação de diversas inconsistências e suspeita de fraudes, o que impossibilitou o pagamento do seguro-desemprego aos requerentes.


Pela lei, o pescador artesanal que pede o seguro-desemprego não pode ter vínculo empregatício nem receber, por exemplo, benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Somente no Pará, onde começaram a ser verificados os registros, cerca de 40% dos benefícios pedidos por pescadores foram cancelados por suspeita de irregularidades. Esse foi o estado com maior número de cancelamentos.


O Ministério do Trabalho informou ainda que continuará fazendo a análise dos benefícios do seguro-desemprego para os pescadores artesanais para evitar irregularidades.


Edição: João Carlos Rodrigues
Local: Brasília - DF


Fonte: Agência Brasil - EBC
Por: Roberta Lopes

Link: http://www.agenciabrasil.gov.br/

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fundação Palmares será instalada no Maranhão até o fim do ano

A Fundação Cultural Palmares, órgão ligado ao Ministério da Cultura, pretende instalar uma representação no estado do Maranhão. O objetivo foi discutido na manhã desta terça-feira (2), em reunião entre a secretária de Igualdade Racial, Claudett Ribeiro, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araújo e Amarildo Baesso, coordenador geral de Gestão Interna do Palmares.




Segundo Eloi Ferreira, a comunidade quilombola no estado é uma das maiores do país e é importante a instalação do Palmares para efetivar políticas públicas voltadas aos negros. “O Maranhão possui mais de 400 comunidades quilombolas certificadas. Nós pretendemos estabelecer diálogo com a comunidade quilombola, por meio da parceria entre o governo federal e estadual”.


Os estados de Alagoas, Bahia e Rio de Janeiro são os únicos em todo o país que possuem representantes da fundação e a vinda do Palmares ao Maranhão vem para dar uma atenção especial ao estado, rico em cultura e população afro descendentes. “A comunidade do Maranhão reivindica há algum tempo a instalação de uma representação da fundação no estado”. A previsão é que até o fim do ano a Fundação Palmares esteja efetivamente presente no estado.


Duas diretrizes foram traçadas para nortear as ações da Fundação Palmares, são elas: a erradicação da miséria e do analfabetismo, propostas empreendidas pelo governo Dilma Rousseff.


Para Claudett Ribeiro, a reunião é importante para apresentar as ações da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e para fortalecer a parceria entre os governos federal e estadual. “O Maranhão ter um parceiro como a fundação Palmares nas ações voltadas às políticas públicas de igualdade racial, nós dá a certeza de alterar a qualidade de vida dos negros no estado”, afirmou.


Ainda durante o encontro, Claudett apresentou uma síntese das ações desenvolvidas pela Seir no primeiro semestre deste ano. A secretária entregou ao presidente da Palmares uma proposta para a formalização de um Acordo de Cooperação Técnica visando ações integradas. “Esperamos apoio para a regularização fundiária das comunidades quilombolas, além de recursos para outras atividades”, revelou.


Palmares


A Fundação Cultural Palmares é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura que tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira. Preocupada com a igualdade racial e com a valorização das manifestações de matriz africana, a Palmares formula e implanta políticas públicas que potencializam a participação da população negra brasileira nos processos de desenvolvimento do País.
 
http://www.jornalpequeno.com.br/

Desmatamento da Amazônia aumenta 17% em junho

No Maranhão, as derrubadas atingiram cerca de 5 km². Os números são calculados pelo Deter.

BRASÍLIA - Depois de um recuo em maio , o desmatamento da Amazônia voltou a subir em junho, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em um mês, a floresta perdeu 312,6 quilômetros quadrados (km²), desmate 17% maior que o registrado em maio. Em relação a junho de 2010, quando o desmatamento foi de 243,7 km², houve aumento de 28% no ritmo da derrubada.



O Pará liderou o desmate na região em junho, com 119,6 km² de novas áreas derrubadas, seguido por Mato Grosso, com 81,5 km², e por Rondônia, com 64 km². No Amazonas, as derrubadas atingiram 41,6 km² de florestas, no Maranhão, cerca de 5 km² e no Tocantins, 0,5 km². A cobertura de nuvens impediu a visualização de 21% da Amazônia Legal, segundo o Inpe.


Os números são calculados pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora áreas maiores do que 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema também registra a degradação progressiva da floresta.


Faltando um mês para o fechamento do calendário oficial do desmatamento (que vai de agosto de um ano a julho do outro), os dados do Deter mostram tendência de aumento da taxa anual de desmate. Entre agosto de 2010 e junho de 2011, a derrubada acumulada foi de 2.429,5 km², frente a 1.810,8 km² registrados no período anterior (agosto de 2009 a junho de 2010), com aumento de 34%.


Apesar da tendência, a taxa anual é calculada por outro sistema do Inpe, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), e só deve ser divulgada em novembro.
 
http://imirante.globo.com/