terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Consulta aberta da Oficina da Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas



Avisos!

• Este formulário se destina ao recebimento de contribuições da sociedade à "Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas do Brasil" elaborada pelos participantes da Oficina de Trabalho sobre Áreas Úmidas - Convenção de Ramsar, realizada em agosto de 2017, e pelos membros do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU).

• As informações pessoais dos participantes são de cunho obrigatório, e as demais seções podem ser preenchidas de acordo com a área de conhecimento e desejo de contribuição de cada colaborador.

• Ao final do formulário há uma seção de informações complementares, caso haja algum comentário que não se encaixa em nenhuma das seções pré-estabelecidas.

• O documento está disponibilizado na íntegra, juntamente com esse questionário, no formato PDF. Clique aqui para acessar o Google Drive.

• As estratégias, conforme explicado no documento completo, são divididas em dois objetivos:

 Objetivo 1: é composto pelas estratégias de 1.1 a 1.6, e visa implementar os Sítios Ramsar por meio de princípios comuns, orientados pela Convenção Ramsar e respeitando suas especificidades.
 Objetivo 2: é composto pelas estratégias de 2.1 a 2.5, e visa fomentar ações transversais de âmbito nacional para a conservação das áreas úmidas.

• O formulário ficará disponível para preenchimento até 15/03/2018.

• Para mais informações, entre em contato pelo telefone (61) 2028-2066 / (61) 2028-2028 ou pelo email cnzu@mma.gov.br



*Obrigatório
Estratégia 1.1

Promover ações que aumentem a participação social na governança dos Sítios e sua integração com as políticas ambientais e de recursos hídricos.Ações
1.1.1. Criar conselhos gestores nos Sítios Ramsar que ainda não possuem.
1.1.2. Melhorar/assegurar maior representatividade e participação social de povos indígenas e demais povos e comunidades tradicionais nos conselhos gestores de Sítios Ramsar.
1.1.3. Desenvolver capacidades em gestão territorial, recursos hídricos e meio ambiente para os atores envolvidos na gestão dos Sítios Ramsar.
1.1.4. Fomentar a integração entre os conselhos gestores dos Sítios Ramsar e outros colegiados de gestão territorial.
Estratégia 1.2

Promover a gestão do conhecimento e capacitação dos gestores dos Sítios Ramsar.Ações
1.2.1. Criar uma rede constituída por Gestores de Sítios Ramsar brasileiros que proporcione interações virtuais e fomente encontros periódicos.
1.2.2. Fortalecer a representatividade dos Sítios Ramsar no CNZU e aumentar a participação dos gestores nas reuniões do Comitê.
1.2.3. Promover a capacitação continuada dos gestores dos Sítios Ramsar.
1.2.4. Proporcionar intercâmbios nacionais e internacionais aos gestores de Sítios brasileiros, visando conhecer experiências bem sucedidas em Sítios Ramsar considerados como referência para a Convenção.
1.2.5. Sistematizar e disponibilizar as experiências exitosas de gestão dos Sítios Ramsar.
1.2.6. Estimular o desenvolvimento de boas práticas e inovações na gestão dos Sítios Ramsar e sua estruturação como Sítios de referência.
Estratégia 1.3

Promover a gestão e o monitoramento dos Sítios Ramsar.Ações
1.3.1. Priorizar a elaboração dos Planos de Manejo nos Sítios Ramsar que não os possuem e, quando necessário, realizar a revisão dos já existentes, considerando as orientações da Convenção de Ramsar.
1.3.2. Implementar programas de monitoramento da biodiversidade e recursos hídricos integrados, participativos e de longo prazo nos Sítios Ramsar, que utilizem indicadores de baixo custo e fácil verificação.
1.3.3. Desenvolver e aplicar metodologias de mapeamento dos serviços ecossistêmicos das áreas úmidas dos Sítios Ramsar que incorporem seus aspectos ambientais e sócio-culturais.
1.3.4. Utilizar a informação gerada sobre os serviços ecossistêmicos para fomentar a aplicação de instrumentos econômicos de políticas públicas ambientais, visando à conservação de suas áreas úmidas.
1.3.5. Reduzir/evitar a poluição e alteração da dinâmica hídrica nos Sítios Ramsar.
1.3.6. Promover a erradicação/controle das espécies invasoras nos Sítios Ramsar.
1.3.7. Fomentar o processo de elaboração dos instrumentos de gestão dos territórios que compõem o Sítio Ramsar, considerando as especificidades de cada território e segmento de povos e comunidades tradicionais.
1.3.8. Promover a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e dos Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e/ou Alteradas (PRADAs) nos Sítios Ramsar ou em suas áreas de entorno.
Estratégia 1.4

Incorporar a mudança do clima na gestão dos Sítios Ramsar.Ações
1.4.1. Promover a gestão integrada e transversal dos Sítios Ramsar, considerando as análises de vulnerabilidade às mudanças do clima.
1.4.2. Promover a disseminação de conhecimentos adquiridos em relação à incorporação da mudança do clima na gestão de áreas úmidas dos Sítios Ramsar.
1.4.3. Reduzir a vulnerabilidade à mudança do clima dos Sítios Ramsar.
Estratégia 1.5

Promover a divulgação e visitação pública nos Sítios Ramsar.Ações
1.5.1. Apoiar a estruturação dos Sítios Ramsar voltada à visitação pública.
1.5.2. Fortalecer o turismo especializado em vida selvagem e áreas úmidas.
1.5.3. Implementar o ordenamento dos serviços de apoio ao turismo nos Sítios Ramsar.
1.5.4. Criar campanha de mídia e devolver instrumentos para promoção e divulgação dos Sítios e seus serviços ecossistêmicos em diferentes canais de comunicação (rádio, televisão, redes sociais, entre outras).
1.5.5. Promover a visitação dos Sítios Ramsar.
1.5.6. Realizar estudos e adotar instrumentos voltados para a redução de impacto das visitações, tais como: análise da capacidade de carga e da viabilidade econômica, plano de uso público, estudos de mercado e concessão de serviços.
Estratégia 1.6

Promover a gestão integrada da paisagem dos Sítios Ramsar e entorno.Ações
1.6.1. Ampliar os mecanismos de proteção das áreas úmidas por meio de ações que promovam a conectividade dos ecossistemas úmidos, tendo como pano de fundo o reconhecimento de Sítios Ramsar Regionais.
1.6.2. Realizar um planejamento territorial integrado nos Sítios Ramsar e seu entorno com interface nas demais áreas protegidas e territórios de povos e comunidades tradicionais.
1.6.3. Fomentar a elaboração dos instrumentos de gestão dos territórios que compõem os Sítios Ramsar e/ou suas áreas de entorno.
1.6.4. Fomentar a elaboração dos instrumentos de gestão dos territórios que compõem o Sítio Ramsar Regional, considerando as especificidades de cada território e segmento de povos e comunidades tradicionais.
1.6.5. Harmonizar os instrumentos de gestão de cada unidade territorial que compõem o Sítio Ramsar Regional para a elaboração de um Plano de Gestão Integrada do Sítio Ramsar – PGI.
Contribuição (favor mencionar o n° da ação para a qual está contribuindo)
Estratégia 2.1

Aumentar o conhecimento básico e aplicado sobre os ecossistemas de áreas úmidas, visando aprimorar sua gestão e conservação.Ações
2.1.1. Estimular a geração de conhecimento científico sobre áreas úmidas e biodiversidade associada por instituições de pesquisa e universidades.
2.1.2. Reconhecer, dar visibilidade e potencializar a contribuição dos territórios tradicionais e povos indígenas, com os seus conhecimentos, tecnologias e práticas de uso e manejo dos recursos naturais, para a conservação das áreas úmidas e para a formulação e implementação de políticas públicas.
2.1.3. Promover a gestão do conhecimento sobre áreas úmidas por meio da integração entre as bases de dados existentes e ferramentas analíticas como os Sistemas de Suporte à Decisão (SSD).
2.1.4. Disseminar informações sobre conservação, recuperação e uso sustentável de áreas úmidas e biodiversidade associada e sua integração em políticas públicas.
2.1.5. Concluir e lançar o Inventário Nacional de áreas úmidas.
Estratégia 2.2

Considerar a conservação e uso sustentável das áreas úmidas nos instrumentos territoriais de gestão.Ações
2.2.1. Identificar os instrumentos territoriais de gestão que possuem interface com áreas úmidas relevantes.
2.2.2. Recomendar a adequação dos instrumentos territoriais de gestão existentes ou em elaboração para a consideração das diretrizes de Ramsar.
Estratégia 2.3

Promover a conservação das áreas úmidas por meio da gestão integrada da paisagem.Ações
2.3.1. Identificar os planejamentos setoriais ou projetos com grande potencial de impactos nas grandes áreas úmidas.
2.3.2. Fortalecer as ações voltadas à manutenção da conectividade hídrica e do regime de vazões adequadas aos processos ecológicos associados às áreas úmidas.
2.3.3. Priorizar áreas úmidas potenciais para a implantação de corredores ecológicos.
2.3.4. Priorizar a conservação de áreas úmidas nos mosaicos já existentes.
2.3.5. Incentivar a criação ou fortalecer os Comitês de Bacia Hidrográfica com Sítios Ramsar em seus territórios.
2.3.6. Promover a acreditação voluntária de municípios à Convenção de Ramsar, por meio do título ‘Cidade Amiga das Águas.
Estratégia 2.4

Promover a formação e informação sobre os valores ambientais, econômicos, sociais e culturais das áreas úmidas.Ações
2.4.1. Desenvolver processos de formação de base comunitária para o maior engajamento das populações locais no uso sustentável e conservação das áreas úmidas.
2.4.2. Articular a inclusão da temática das áreas úmidas na educação formal com órgãos competentes.
2.4.3. Desenvolver materiais sobre os valores das áreas úmidas e fomentar seu uso pelos professores da Educação Formal.
2.4.4. Fomentar atividades que divulguem a importância das áreas úmidas para os estudantes da Educação Formal.
2.4.5. Desenvolver estratégias de comunicação e materiais sobre os valores das áreas úmidas para a sociedade em geral.
2.4.6. Realizar eventos, com periodicidade regular, sobre a conservação de áreas úmidas.
2.4.7. Promover ações articuladas de divulgação do Dia Mundial de Áreas Úmidas entre os Sítios Ramsar, CNZU, MMA e instituições vinculadas.
Estratégia 2.5

Monitoramento e financiamento da Estratégia.Ações

2.5.1. Mapear oportunidades de financiamento para áreas úmidas.
2.5.2. Realizar busca ativa por recursos internacionais para implementação dos Sítios Ramsar em situação de maior vulnerabilidade.
2.5.3. Fomentar o acesso ao Fundo de Pequenas Subvenções (Ramsar Small Grants Fund) e ao Fundo Zonas Úmidas para o Futuro (Wetlands for the Future Fund) pelos Sítios Ramsar.
2.5.4. Propor novos fundos, projetos e editais exclusivos para áreas úmidas lato sensu.
2.5.5. Fomentar a geração de receitas nos Sítios Ramsar nos casos em que seja possível.
2.5.6. Inserir o critério “Sítio Ramsar” nos processos de indicação e escolha das unidades de conservação beneficiadas pela compensação ambiental por significativo impacto (Art. 36 SNUC).
2.5.7. Inserir o critério “Áreas Úmidas” e “Sítios Ramsar” em mecanismos econômicos já existentes (Termos de Ajuste de Conduta, Conversão de multa, ICMS Ecológico, ICMS Turístico, ICMS Cultural, entre outros).
2.5.8. Realizar avaliações anuais sobre o cumprimento das metas indicadas no Plano de Monitoramento.
Ações.

Informações Complementares

Caso haja algum comentário que não se encaixa em nenhuma das seções pré-estabelecidas, pode ser feito na contribuição a seguir.

Tem início período de defeso do camarão no Maranhão



Durante o período de defeso fica proibida a pesca de camarões rosa, branco e sete barbas.

Teve início na última segunda-feira (1º) em todo o Maranhão o período de defeso do camarão. Durante este período fica proibida a pesca de camarões rosa, branco e sete barbas, de acordo com a Portaria dos Ministérios do Meio Ambiente e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
O período de defeso do camarão no estado irá até o próximo dia 30 de abril. Porém, de acordo com a portaria, devido às especificidades do litoral do Maranhão, nas reentrâncias maranhenses, o defeso se estenderá até 31 de maio.
A portaria esclarece ainda que o período mais longo do defeso em áreas que funcionam como berçários para as espécies marinhas ajudará de maneira mais efetiva na recomposição dos estoques.
Estão incluídas nessa situação regiões de estuários, reentrâncias e igarapés, que são áreas consideradas de criadouros naturais.
Durante o período do defeso ficará proibida a pesca artesanal por meio de qualquer arte, técnica ou método de pesca, fixa ou semifixa como a redinha de emalhar, puçás de arrasto, furzacas, muruadas e zangarias.


http://sematurbeq.blogspot.com.br/2018/01/tem-inicio-periodo-de-defeso-do-camarao.html

Aberta consulta pública sobre áreas úmidas


                                                                   Imagem: SEMATUR/Bequimão
Até 15 de março, interessados poderão enviar contribuições para estratégia de conservação e uso sustentável de áreas úmidas do Brasil. 


 Está aberta até 15 de março consulta pública para o recebimento de contribuições à Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas do Brasil. A consulta é aberta a todos. Para participar, basta preencher o formulário disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). As sugestões recebidas serão usadas para aprimorar as políticas públicas voltadas para as áreas úmidas do país, incluindo os Sítios Ramsar – áreas úmidas de importância internacional reconhecidas pela Convenção de Ramsar, tratado com o objetivo de promover a conservação e o uso racional desses locais em todo o mundo.
As contribuições serão submetidas à apreciação final do Comitê Nacional de Zonas Úmidas. No endereço eletrônico, o participante deve preencher uma ficha cadastral e o formulário da seção, ou das seções, onde pretende contribuir com sugestões. Após a análise, o colegiado poderá incorporar as sugestões à proposta de estratégia para a conservação das áreas  úmidas.
Estratégia é dividida em dois objetivos. O primeiro está relacionado à implantação e gestão de Sítios Ramsar, regidos pela Convenção de Ramsar. O segundo trata de incentivar ações transversais para a conservação e uso sustentável das áreas úmidas em todo o país, dentro ou fora de unidades de conservação. Caso as contribuições não se encaixem nesses objetivos, é possível colaborar preenchendo o item informações complementares.
As imagens que constam no formulário podem ter a qualidade prejudicada dependendo do computador onde serão baixadas. Nesse caso, é possível baixar as figuras clicando com o botão direito do mouse e visualizar as tabelas no documento disponibilizado para download.
MANANCIAIS
A conservação das áreas úmidas é um tema que interessa a todos, explica a analista ambiental Paula Moraes, da Secretaria de Biodiversidade do MMA.  “A preservação dos mananciais que abastecem as cidades e a sobrevivência de espécies da fauna e flora em risco de extinção dependem disso”, afirma.  
Dados demonstram que parte das maiores cidades brasileiras já busca o abastecimento de água em locais distantes dos centros consumidores. A solução para a escassez de água impacta cada vez mais as áreas úmidas atingidas pela expansão urbana. Daí a importância do estabelecimento de uma estratégia para a sua preservação.  “Estamos construindo, pela primeira vez, uma linha de ação para a conservação dessas áreas”, explica Paula Moraes.
Os Sítios Ramsar, por sua vez, são áreas úmidas de importância internacional, podendo ou não integrar unidades de conservação de âmbito federal, estadual, municipal ou particular. O país conta com 22 sítios, dos quais 12 têm conselho gestor com participação das comunidades locais.

PAULENIR CONSTÂNCIO
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)
(61) 2028-1227/ 1311/ 1437
imprensa@mma.gov.br

Captura do Caranguejo no período de defeso é proibida no Maranhão e mais nove estados



O período de defeso do Caranguejo Uçá iniciou neste mês de janeiro. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente se planeja para atuar nesse período como forma de combater a pesca, transporte e comércio irregular e ilegal do crustáceo.

A captura, transporte, industrialização, beneficiamento e comercialização do caranguejo uçá está proibida no Maranhão e mais nove estados durante o período de “andada” da espécie. As datas das temporadas para 2018 foram divulgadas através da Instrução Normativa Interministerial nº 6, de 16 de janeiro de 2017.

Além do Maranhão, a proibição acontece nos estados do Maranhão, Alagoas, Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia.

De acordo com o documento, a “andada” é caracterizada pelo período reprodutivo em que os caranguejos machos e fêmeas saem de suas galerias (tocas) e andam pelo manguezal, para acasalamento e liberação de ovos. Confira as datas com os períodos de proibição no fim da matéria.
Quem trabalha com o caranguejo uçá poderá realizar a atividade nos períodos de andada se fornecerem a relação detalhada dos estoques até o último dia útil que antecede cada período de “andada” dos animais, a declaração de estoque deverá se entregue no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em cada Estado, e/ou no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – Instituto Chico Mendes, nas áreas onde existirem Unidades de Conservação Federais.

O transporte da espécie Ucides cordatus só será permitida caso o IBAMA emita uma Guia de Autorização de Transporte e Comércio, comprovando que o estoque foi declarado. Segundo a Instrução Normativa Interministerial nº 6/2017, o produto da captura apreendido pela fiscalização, quando vivo, deverá ser liberado, preferencialmente, em seu habitat natural.

Aos infratores serão aplicadas as penalidades e as sanções, respectivamente, previstas na Lei nº 9.605/1998 e no Decreto nº 6.514/2008, sendo eles passíveis de notificação, infração e apreensão do material encontrado.

A Instrução Normativa Interministerial nº 6 e a Declaração de Estoque e Guia de Autorização para Transporte e Comércio podem ser encontrados no site da SEMA (www.sema.ma.gov.br).

Datas em que acontece o período de “andada” do caranguejo uçá:

Ano de 2018
a)      1º período: 2 a 7 de janeiro e 17 a 22 de janeiro.
b)      2° período: 1º a 6 de fevereiro, e 16 a 21 de fevereiro.
c)      3° período: 2 a 7 de março, e 18 a 23 de março.

Bequimão sanciona lei que cria Código Municipal de Meio Ambiente




Preocupado com o meio ambiente no município de Bequimão, o prefeito Zé Martins (MDB), sancionou no último dia 18 de dezembro de 2017, a lei Nº 14/2017 que cria o Código Municipal de Meio Ambiente, que dispõe sobre o Sistema Municipal de Meio Ambiente, que tem o intuito de aliar Desenvolvimento e Sustentabilidade. O principal objetivo da lei é administrar os recursos ambientais, proteger e manter a qualidade do Meio Ambiente, diminuir as atividades poluidoras, de forma a garantir o desenvolvimento ambientalmente e sustentável.
VEJA TODO PROJETO DE LEI CLICANDO AQUI (AQUI)
No artigo primeiro do Código Municipal de Meio Ambiente, diz que a lei é fundamentada no interesse local regulando a ação do poder Público Municipal e sua relação com os cidadãos e instituições públicas e privadas, além de proteger, preservar, conservar, defender, fiscalizar, melhorar, recuperar e controlar o meio ambiente, instituindo princípios, fixando objetivos, e estabelecendo normas básicas para a execução e acompanhamento da Política Municipal de Meio Ambiente.
Para o prefeito Zé Martins, a lei veio para contribuir na preservação e evitar degradações, poluições e tantos outros crimes ambientais. “Temos um território bastante rico em recursos naturais, mas também bastante castigado pelas degradações, inúmeros crimes ambientais. Nosso projeto é preservar nossas matas, rios, igarapés, brejos e evitar principalmente as queimadas. Vamos proteger as reservas e transformar nosso município em um território de riquezas naturais, tudo baseado na lei”, destacou.


por A Tribuna de Bequimão

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Cobra criada da Baixada Ocidental Maranhense


Nascido e criado em Pericumã, município de Peri Mirim, seu Simeão Soares Gonçalves é uma cobra criada nesses campos e nesses babaçuais da baixada maranhense. Beberica uma cachacinha da terra em seu comercio ao lado da sua casa. A cachaça provém do município de Pinheiro e carrega consigo a marca das comunidades tradicionais onde se fabrica cachaça por séculos. Quase uma cachaça doce que te leva rápido para a embriaguez. Para não embriagar, recomenda-se acompanhar a cachaça com sal. Nesse dia, em que conversava com o jornalista Mayron Régis e com o agrônomo Edmilson Pinheiro do Fórum Carajás, não bebericou a sua cachacinha, apenas ofereceu u trago e pediu a sua esposa que trouxesse a garrafa plástica onde mantinha a dita cuja. Não foi por acaso que ele chegou aos 77 anos. Ele chegou graças a cachaça que ameniza as tensões diárias e as amizades que angariou e desfez durante sua vida. Um dos seus ex amigos, o seu Constantino Marques Braga viveu uma existência pobre, com bem se recordou o seu Simeão Para sair da pobreza, ele  se escorou na família Sarney que os presenteou com o cartório de Bequimão, município vizinho a Peri Mirim. Desde então começou a disputa por terras envolvendo a família do seu Constantino e o seu Simeão, liderança de Pericumã. O seu Constantino denunciou em 2011 seu Simeão por invasão de um local conhecido por Barreiro. Para não se enredar nessa confusão, o seu Simeão se escorou no Incra. A comunidade do Pericumã se assumiu quilombola e recebeu a certificação da fundação palmares no final de 2011.    O seu Constatino morreu e o seu Simeão lamenta a sua morte por ele ter ido sem terem feito as pazes. É o fundo do coração esse sentimento? Seu Constantino se foi mas deixou o filho Ariolano Ferreira Braga, policial federal,  para aporrinhar os quilombolas. Eles perderam o cartório de Bequimão mas transferiram a influencia para o cartório de Peri Mirim. Em várias conversas o Zequinha do cartório assumiu que fraudou documentos para o Ariolano. Essas fraudes favorecem o Ariolano no seu intuito de se apossar de terras do território quilombola, desmatar os babaçuais e cercar os recursos naturais em prol da sua criação de gado.



Por: Mayron Regis 

http://territorioslivresdobaixoparnaiba.blogspot.com.br/

Como a luta para salvar botos revelou cadeia de contaminação e doenças na Amazônia

rio Amazonas
Image captionPesquisador narra impacto do uso da carne de botos como isca para peixes contaminados por mercúrio no rio Amazonas | Foto: Fundacao Omacha
O que tem a ver a luta pelos botos-cor-de-rosa do rio Amazonas com vendedores de peixes em cidades a centenas de quilômetros, ou com crianças que sofrem por tremores e dores de cabeça agudas?
A resposta é: muito. Na vasta Amazônia (que vai além do Brasil e inclui Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, Suriname, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa), a luta pela conservação pode abrir uma verdadeira "caixa de Pandora", segundo o biólogo colombiano Fernando Trujillo, uma das principais autoridades do mundo em botos-cor-de-rosa.
Diretor científico da Fundação Omacha, Trujillo falou recentemente sobre seu trabalho na Royal Geographic Society, a Sociedade Real Geográfica de Londres, e mostrou como o uso de carne de botos como iscas traz luz à complexa realidade da região amazônica - uma área de 7 milhões de quilômetros quadrados e cerca de 34 milhões de habitantes - dos quais apenas 3,5 milhões são indígenas.
Além de terem gerado um documentário premiado, prestes a ser exibido pela Netflix, as pesquisas do cientista contribuíram para que o governo colombiano proibisse, neste ano, o consumo de um tipo de peixe contaminado por mercúrio da região.
Mas qual é a conexão entre o peixe e os botos?

'Deuses da água'

Fernando Trujillo estudou Biologia Marinha e chegou à Amazônia em busca de botos por conselho do explorador francês Jacques Cousteau.
"Os golfinhos me interessavam muito. Nesta época, meus professores na Colômbia me diziam que no país não havia botos ou golfinhos e que eu deveria buscá-los nos Estados Unidos", relatou o biólogo à BBC Mundo (o serviço de notícias em espanhol da BBC).
"Mas tive a sorte de conhecer o comandante Cousteau quando ele fez uma conferência na Colômbia na década de 1980. Ele me disse que não havia ninguém no país estudando os botos do Amazonas e perguntou: 'Por que você não vai?".
golfinhos
Image captionPrincipal ameaça contra golfinhos, segundo o especialista, é a pesca comercial | Foto: Fundacao Omacha
Trujillo acabou se mudando definitivamente para o pequeno povoado amazônico de Puerto Nariño. "Quase não tinha dinheiro, mas os indígenas me davam comida, emprestavam embarcações e começaram a me chamar de Omacha".
Trujillo deu esse nome à fundação que criou na Amazônia colombiana, como uma metáfora para o que significa "colocar-se no lugar de outra espécie".
Para os indígenas, os botos são animais sagrados. A grande ameaça à esta espécie, segundo o especialista, vem da pesca comercial.

Peixe carniceiro

rio Amazonas
Image captionPesquisador identificou conexão entre a conservação do Amazonas e a exploração ilegal de ouro na região | Foto: Fundacao Omacha
"Quando os grandes bagres começaram a ficar escassos na Amazônia, começamos a notar no Brasil a pesca de um peixe carniceiro chamado piracatinga (Calophysus macropterus, também conhecido como douradinha, no Brasil, e mota, na Colômbia). Ninguém pescava a piracatinga na Colômbia, porque todo mundo sabe que ele come animais mortos - inclusive cadáveres humanos."
O pesquisador continua: "Até o ano 2000, havia um peixe muito consumido na Colômbia que se chamava 'el capaz'. Era um peixe do rio Magdalena. Mas quando este peixe começou a sumir, os comerciantes começaram a vender a piracacinga fingindo que era o 'el capaz'."
Assim começou a pesca maciça do peixe carniceiro - e a matança de botos cor de rosa, cuja carne e gordura se transformaram em iscas.
"Com apenas um boto morto usado como isca, os pescadores conseguiam pescar 250 quilos de picaratinga, o que gerou críticas em vários países", diz Trujillo.
No Brasil, estima-se que a pesca comercial mate 1,5 mil botos a cada ano.
piracatinga
Image captionPesca da piracatinga, um peixe que se alimenta de carniça, impacta população de botos cor de rosa | Foto: Fundacao Omacha

Proibições

Um vídeo da matança gravado em 2014 gerou tal comoção que o governo brasileiro proibiu a pesca do peixe carniceiro por cinco anos.
Como efeito colateral deste controle no Brasil, a caça a botos se intensificou em países como Peru, Bolívia e Colômbia.
"Por toda a minha vida eu trabalhei com botos. Mas então me dei conta: agora o tema não são mais os golfinhos, e sim a pescaria", explica o pesquisador.
Trujillo começou então a investigar o consumo da piracatinga, suspeitando que, pelo fato de se tratar de um peixe carniceiro, seu organismo poderia ter altos índices de mercúrio.
"Começamos a colher amostras com Fundo Mundial para a Natureza, da ONG WWF", conta.
Após estudos oficiais, o governo colombiano condenou em 2015 o consumo do peixe e, em setembro de 2017, proibiu permanentemente sua captura e comercialização.
Trujillo disse à BBC Mundo que ainda é muito cedo para se analisar o impacto da proibição sobre a população de botos. Mas, segundo ele, ficou clara a conexão entre a conservação do Amazonas e a exploração ilegal de ouro, de onde provém o mercúrio.
boto
Image captionCom um boto morto usado como isca, pescadores conseguem pescar 250 quilos de picaratinga | Foto: Fundacao Omacha

O Mercúrio e o ouro

"Para um quilo de ouro é necessário 1,32 quilo de mercúrio. Muitas vezes, entretanto, usa-se até 10 quilos de mercúrio para isolar 1 quilo de ouro. O desperdício de mercúrio é enorme."
Quando os peixes carniceiros comem outros peixes contaminados, o mercúrio vai se acumulando, já que seu organismo não é capaz de eliminá-lo.
"O mercúrio ataca o sistema nervoso central, fígado, rins, causa temores e dores de cabeça agudas", diz Trujillo.
"Além disso, o mercúrio é uma substância que em altas concentrações pode ser teratogênica, ou seja, pode ocasionar malformações congênitas", diz.
"Houve uma época no Brasil em que começaram a confundir estes sintomas com ataques graves de malária", conta.
A Fundação de Trujillo e vários institutos e governos pesquisam alternativas econômicas para a Amazônia como o turismo, os cultivos de cacau orgânico e aquicultura - a criação de espécies nativas em fazendas aquáticas. A ideia é evitar assim o garimpo ilegal que usa grandes quantidades de mercúrio, assim como a pesca predatória.
rio Amazonas
Image captionDocumentario sobre a luta pelo boto cor de rosa abriu o festival de Tribeca, em Nova York | Foto: Fundación Omacha

Ameaças

Um documentario sobre este trabalho e a luta pelo boto-cor-de rosa abriu o festival de Tribeca, em Nova York, e em breve estará disponivel na Netflix.
"Há algumas décadas, se tivessem me falado de aquicultura no Amazonas eu teria dado risada", afirma. "Hoje é uma necessidade."
Nos últimos 20 anos, houve um crescimento exponencial na população na Amazônia, graças à exploração de petróleo, à mineração, aos grandes cultivos de soja, ranchos de gado e às hidrelétricas, com a expansão de bairros nos arredores de estradas.
"Há um aspecto socioeconômico neste caso. Já existem 34 milhões de seres humanos vivendo na amazônia, dos quais apenas 3,5 milhões são indígenas."
Trujillo sofreu ameaças após a proibição da pesca da piracatinga na Colômbia e chegou a usar um colete a prova de balas e proteção especial para voltar à região onde trabalhou por décadas.
Fernando Trujillo
Image captionDiretor científico da Fundação Omacha, Trujillo falou recentemente sobre seu trabalho na Royal Geographic Society, a Sociedade Real Geográfica de Londres | Foto: Fundación Omacha
"Foi um momento muito triste. Mais que medo, foi triste, porque eu trabalhei 30 anos de minha vida para ajudar as pessoas no Amazonas e nunca pensei que este tipo de estudos abriria uma caixa de Pandora que me renderia ameaças" , lamenta.
"Estou comprometido a buscar alternativas econômicas para a região. Não estou interessado em acabar com a economia da área, mas sim fortalecê-la e torná-la sustentável."
A luta de Trujillo para proteger os botos deixou um grande ensinamento.
"Os cientistas ensinam que temos que estudar uma espécie e publicar artigos científicos, mas me dei conta que nossos políticos não leem artigos científicos."
Segundo o pesquisador, a principal lição foi perceber que "além da perspectiva científica, é preciso abordar temáticas políticas e socioeconômicas" nos estudos.
"Estamos em um mundo complexo, e não podemos simplificar as coisas a partir do nosso próprio interesse", diz. "É preciso trabalhar com economistas, sociólogos, antropólogos, cientistas políticos, comunicadores, criando redes de trabalho para a busca de soluções para a Amazônia."
boto
Image captionFoto: Fundación Omacha

BBC Brasil