terça-feira, 10 de novembro de 2015

ACCOCBEQ divulga programação completa da Expocapril 2015


IMG-20151110-WA0079[1]A Associação dos Criadores e Criadoras de Ovinos e Caprinos de Bequimão divulgou nesta segunda feira (9), a programação da maior Feira de Exposição de Animais da baixada maranhense.  O evento será realizado no Parque de Exposição, na MA-106, KM 30, no Povoado Frederico, Estrada que liga Bequimão ao Porto de Cujupe. A feira vai acontecer nos dias 12, 13, 14 e 15 (Quinta, Sexta, Sábado e Domingo), deste mês.
PROGRAMAÇÃO DA EXPOCAPRIL 2015
Dia 12/11/2015
  • Recepção dos animais durante o dia todo
  • 16h Gincana Cultural
Dia 13/11/2015
MANHÃ
  • Abertura oficial da Expocapril, com autoridades da região e parceiros do evento.
  • Programação Cultural: Tambor de Crioula
  • 8h às 12h – Oficina de Culinária Caprina: Ricota
TARDE
  • 14h às 18h – Oficina de Culinária Caprina: Linguiça de Cordeiro
  • Concurso: Julgamento dos Animais
NOITE
  • 19h – Concurso Garota Expocapril
Dia 14/11/2015
MANHÃ
  • 8:30h – Encontro de Governanças
  • Palestra sobre o sistema Agro Silvo Pastoril – UEMA
  • 10h – Oficina de Culinária Caprina: Linguiça de Cordeiro
  • 12h – Leilão dos Animais
TARDE
  • 14h – Laço de Bode
  • 16h – Culinária Caprina: Linguiça de Cordeiro
Dia 15/11/2015
  • Dia todo: Comercialização dos animais
  • Noite: Programação Cultural
  • Encerramento com a Banda Suing Sensual

PRO

por A Tribuna de Bequimão
http://sematurbeq.blogspot.com.br/2015/11/accocbeq-divulga-programacao-completa.html

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

IV SEDMMA discutirá temas socioambientais e territoriais entre os dias 11 e 13/11/2015


O seminário objetiva demonstrar os resultados dos trabalhos do Grupo de Pesquisa Desenvolvimento em Meio Ambiente (GEDMMA) ao longo de seus dez anos de existência

Foto IV SEDMMA discutirá temas socioambientais e territoriais entre os dias 11 e 13
SÃO LUÍS - Com o tema "Territórios, mineração e desigualdades ambientais no Brasil: diversidade sociocultural e luta por direitos", ocorre, no Centro de Ciências Humanas (CCH) da Cidade Universitária, entre os dias 11 e 13 de novembro, o IV Seminário Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (SEDMMA), promovido pelo Grupo de Pesquisa Desenvolvimento em Meio Ambiente (GEDMMA), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e ao Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA.
O seminário objetiva demonstrar os resultados dos trabalhos do grupo ao longo de dez anos de existência, promovendo debates entre os pesquisadores da área socioambiental, instituições parceiras e membros das comunidades estudadas. Segundo o professor de Sociologia do Colégio Universitário (Colun) e membro da coordenação do GEDMMA, Bartolomeu Mendonça, a proposta é evitar que seja um evento eminentemente acadêmico, mas que traga também a fala de personagens que estejam inseridos no cotidiano do campo pesquisado. “Nossa pretensão com o seminário é dialogar com essas comunidades que nós temos certo nível de inserção, a fim de pensar de forma crítica o território investigado”, ressaltou.
Nessa quarta edição do seminário, o destaque é a comemoração de dez anos do grupo de pesquisa GEDMMA e, por isso, a programação científica está voltada para a explanação dos resultados das pesquisas desenvolvidas ao longo dessa década. As mesas-redondas serão espaços de diálogos entre pesquisadores da área e representantes dos territórios sondados em pesquisas, e nos grupos de trabalhos (GTs) serão apresentados em forma de comunicação oral ou pôsteres resultados de pesquisas obtidas a partir de investigações de conflitos socioambientais do estado.
O professor Mendonça aponta que o público-alvo do evento são pesquisadores, estudantes e membros da comunidade que desejem compreender de forma crítica e consciente o que diz respeito a impactos sociais, culturais e ambientais no estado. “O objetivo é compreender, sob um viés crítico, essa atual matriz de desenvolvimento do Maranhão”, ressalta.
O evento, que acontece na segunda semana de novembro, contará também com apresentações culturais na ágora do CCH. As inscrições são feitas no site do evento e podem ser realizadas até dia 11 de novembro.
Saiba mais
O Grupo de Estudos Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) é vinculado ao Departamento de Sociologia e Antropologia (Desoc) e aos programas de pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCSoc) e Políticas Públicas (PGPP) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Como resultado da iniciativa de alunos e professores do Curso de Ciências Sociais da UFMA, iniciou suas atividades no segundo semestre de 2005, dando consequência à conjunção de interesses resultantes do acúmulo de experiências de investigação realizadas junto a outros grupos de pesquisa da própria UFMA, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre 2005 e 2009, realizou a pesquisa “Modernidade, desenvolvimento e consequências socioambientais: a implantação do polo siderúrgico na Ilha de São Luís-MA”, para a qual contou com apoio financeiro do CNPq, da Fapema e da UFMA e resultou na publicação do livro “Ecos dos conflitos socioambientais: a RESEX de Tauá-Mirim”, em 2009. 
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Revisão: Charles Mendes

Lugar: Cidade Universitária do Bacanga
Fonte: Jeane Assunção

Globo Repórter viaja pelos encantos do litoral do Maranhão


Programa desta sexta-feira (6) mostra os mistérios de um Brasil que poucos conhecem. Um paraíso onde o vento redesenha paisagens.FACEBOOK

Onde o mar encontra a floresta amazônica. Beleza e mistério no litoral do Maranhão. 
O Globo Repórter desta sexta (6) viaja por um paraíso quase desconhecido. A ilha das dunas gigantes. Um lugar onde o vento redesenha paisagens a cada dia e as casas precisam mudar de endereço para não serem engolidas pela areia.
Até a escola foi enterrada. E foi preciso construir uma nova - de madeira, para ser transportada quando for preciso.
A magnífica revoada dos guarás. O verde da floresta se cobre de vermelho.
Qual o segredo da ave que nasce com penas escuras e ganha cor tão intensa só na vida adulta?
Uma vila onde só moram cem famílias. Brasileiros que vivem da pesca e das riquezas trazidas pela maré.
A surpreendente rotina de quem depende apenas da natureza para sobreviver. E o encanto de um Brasil onde ainda se viaja de carro de boi.
Sexta (6), no Globo Repórter.

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2015/11/globo-reporter-viaja-pelos-encantos-do-litoral-do-maranhao.html

Em 2015, Maranhão teve mês mais seco em 14 anos, diz estudo na Nasa



Março teve índice mais baixo de umidade no período, segundo agência.
Dados são de pesquisa do hidrólogo brasileiro Augusto Getirana.


Mês de março doi o mais seco em 14 anos no Maranhão (Foto: Fabricio Cunha)
Mês de março foi o mais seco em 14 anos no Maranhão (Foto: Fabricio Cunha)
Em pleno período chuvoso, o Maranhão teve o mês mais seco em 14 anos. A constatação é da pesquisa do hidrólogo brasileiro Augusto Getirana do Goddard Space Flight Center da Nasa – agência espacial americana –, publicada na edição de outubro do Journal of Hydrometeorology.
Dados do Grace foram analisados por pesquisador brasileiro (Foto: Divulgação / Nasa)Dados do Grace foram analisados por pesquisador
brasileiro (Foto: Divulgação / Nasa)
Desde abril de 2012, o Estado vive uma seca prolongada, mas foi em março de 2015 que a umidade chegou ao seu mais baixo índice no período analisado pelo pesquisador brasileiro.
Nos 12 meses entre maio de 2014 e abril de 2015, o Maranhão esteve com uma média de menos 13 trilhões de litros d'água comparado com a média dos últimos anos.
Para chegar ao panorama, Getirana analisou dados dos satélites Gravity Recovery e Climate Experiment (Grace) sobre a quantidade de água armazenada em aquíferos e rios das regiões Nordeste e Sudeste do país entre 2002 e 2015. Os dados estão disponíveis até abril de 2015.
O resultado, segundo a Nasa, é alarmante: estima-se que a região perdeu, em média, 15 trilhões de litros d’água por ano no período analisado. A região, destaca a agência espacial, enfrenta a pior seca em 35 anos.
Augusto Getirana, pesquisador do Goddard Space Flight Center da Nasa (Foto: Divulgação / Nasa)Augusto Getirana, pesquisador do Goddard Space
Flight Center da Nasa (Foto: Divulgação / Nasa)
A pedido do G1, o pesquisador extraiu os valores médios mensais de armazenamento d’água no Maranhão entre abril de 2002 a abril de 2015. Após um período bem úmido, em junho de 2009, o Estado registra declínios nos índices a cada ano, chegando ao período mais crítico.
“Pode-se ver que nos últimos 14 anos, poucos meses tiveram mais água que a média. Durante quatro anos, de março de 2008 a abril de 2012, ocorreu um período bastante úmido no Estado, mas outro período de seca prolongada iniciou, chegando ao momento mais seco dos últimos 14 anos em março”, destaca Getirana.
No gráfico elaborado pelo hidrólogo, cada ponto abaixo de zero representa um mês mais seco que a média. Os dados são resultantes da subtração dos dados do Grace com os valores médios de cada mês.
Gráfico mostra evolução dos dados entre 2002 e 2015 (Foto: Augusto Getirana)Gráfico mostra evolução dos dados entre 2002 e 2015 (Foto: Augusto Getirana)
Um mapa elaborado pela Nasa mostra um contraste entre a região que registra sua pior estiagem (destacadas em vermelho), provocada pela falta de chuvas e elevação das temperaturas, e a região ocidental do país – em especial Norte e Sul –, que registram aumento da água acumulada (destacadas em azul).
Mapa mostra contraste entre regiões mais úmidas e secas do Brasil (Foto: Divulgação / Nasa)Mapa mostra contraste entre regiões mais úmidas e secas do Brasil (Foto: Divulgação / Nasa)
A maior preocupação, segundo a agência, é que a geração de 75% da energia elétrica do país é dependente de reservatórios e barragens que estão na região mais castigada pela seca.

Por: G1 MA

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Suspensão de portaria sobre defeso passa a ser pauta urgente


Por ((o))eco
Proposta de decreto legislativo vai tramitar em regime de urgência. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados.
Proposta de decreto legislativo vai tramitar em regime de urgência. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados.
O projeto de decreto legislativo apresentado pelo deputado Sarney Filho (PB-MA) para derrubar a portaria que libera a pesca em época de reprodução dos peixes vai tramitar em regime de urgência. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento que adiantava a apreciação do projeto na noite desta quarta-feira (28).
Assim, a proposta não precisa passar pelas comissões permanentes, como de Meio Ambiente, Agricultura e Constituição e Justiça. Será escolhido um relator de plenário para dar parecer à proposta.
Defeso suspenso
O Executivo suspendeu o período de defeso alegando que fará o recadastramento dos pescadores artesanais no período. A portaria suspende por 120 dias o período de defeso, justamente o período em que é proibido pescar, já que é a pausa que garante a recomposição das espécies pescadas.
Sarney Filho explicou que não há como protelar a aprovação da proposta. “Hoje estamos vivendo uma crise hídrica no país. Rios, como o São Francisco, estão secando e os estoques de peixe estão cada vez mais ameaçados. Com a suspensão, a piracema, por exemplo, não será respeitada e isso prejudicará diretamente o sustento da população ribeirinha”, ressaltou Sarney Filho.
O decreto legislativo é um instrumento em que o Congresso regula matérias de sua competência exclusiva, tais como: ratificar atos internacionais, sustar atos normativos do Presidente da República, autorizar o Presidente da República e o Vice-Presidente a se ausentarem do país por mais de 15 dias. Um projeto de decreto legislativo sempre vai a plenário, necessita de maioria absoluta pra ser aprovado -- ou seja, o voto de pelo menos 257 deputados ou 41 senadores --, e é sancionado pelo presidente do Congresso. Não existe possibilidade do Poder Executivo vetar um decreto legislativo.

Comissão especial aprova PEC das Terras Indígenas


Serraglio
Relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) apresenta seu substitutivo. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados.
Em plena realização dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que acontece até domingo, na capital do Tocantins, os deputados que integram a comissão especial criada para definir o relatório final da chamada PEC das Terras Indígenas conseguiram aprovar a proposta que muda o rito de criação de Terras Indígenas, Terras Quilombolas e Unidades de Conservação.
Tanto o projeto original quanto o substitutivo aprovado nesta terça-feira (27) transferem as demarcações e criação de áreas protegidas para o Congresso Nacional, majoritariamente contrário a criação dessas novas áreas.
O projeto original transferia a competência direta de criar novas áreas protegidas e demarcar Terras Indígenas do Executivo para o Legislativo. Relator da proposta, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), apresentou um substitutivo à proposta original que muda apenas o rito de demarcação e criação, que passarão a ser feitas via medida provisória de iniciativa do Executivo e não mais por decreto. A mudança é apenas cosmética: na prática, o Congresso Nacional terá a palavra final sobre a criação e demarcação dessas áreas.
Pela proposta, o Congresso terá 60 dias para votar a proposta vinda do Executivo, sob pena de trancar a pauta de votação."O que mais se censura na proposta é que a criação de reservas indígenas se tornaria praticamente irrealizável porque os projetos viriam do Executivo e, aqui no Congresso, não seriam encaminhados. Para evitar isso, obrigatoriamente nós iremos votar tão logo o Executivo encaminhe a proposta de criação da reserva", afirmou Serraglio.
Votação
A Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada por 21 contra zero. Isso porque os deputados contrários ao projeto se retiraram antes da votação, na tentativa de uma manobra para cancelar a apreciação por falta de quórum. Os deputados do PT, PCdoB, PV, Psol e Rede e parte do PSB se retiraram. Não deu certo: os demais partidos com representação na comissão especial aprovaram o texto e comemoraram o resultado. A proposta segue para o plenário.
A PEC 215 é um assunto caro aos ruralistas, que tem a matéria como prioridade absoluta desde a vitória na mudança no Código Florestal, em 2012. Em favor da proposta, fizeram campanha e votaram em Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a concorrida presidência da Câmara dos Deputados, após o deputado prometer que facilitaria a tramitação de projetos importantes para a bancara ruralista. Os ruralistas não precisam mais do que isso, sabem que ganham no voto e é o que tentam com mais afinco desde 2012, após conseguirem mudar o Código Florestal.
Indígenas foram barrados e não puderam assistir a votação do relatório. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados.
Indígenas foram barrados e não puderam assistir a votação do relatório. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados.
Modificações
Após reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) fez modificações para tornar o relatório mais palatável para os indígenas. Uma dessas modificações foi a previsão, no texto, de criar uma vaga permanente para indígenas na Câmara dos Deputados.
A vaga é uma resposta a crítica de que há uma sub representação de indígenas na casa, pois não tem nenhum deputado indígena no Legislativo Federal. "Isso não impede que indígenas sejam eleitos normalmente pelas regras postas. Apenas estamos criando a obrigatoriedade. A gente tem ouvido muito, na comissão, que os indígenas, quando comparecem, se dizem não representados", disse o deputado.
A forma de eleição desse representante ainda seria definida por lei, posteriormente. Mas a proposta não resolve a conta da sub representação: Apenas um deputado indígena não conseguiria barrar uma bancada com mais de 126 deputados declaradamente ruralistas.
O relatório de Serraglio ainda precisa ser aprovado em dois turnos nos plenários das duas casas legislativas e ter a aprovação de pelo menos 308 deputados e 49 senadores. Como é uma Proposta de Emenda à Constituição, o Executivo não tem poder de veto.

Por: O Eco

Alterações no Plano Diretor: passa de 60 o número de entidades e coletivos que denunciam Prefeitura de São Luís

Continua crescendo o número de movimentos, grupos, coletivos, núcleos, fóruns que denunciam o desrespeito que se tornou, por parte da Prefeitura de São Luís, a condução do processo que visa a alterar as leis urbanísticas da capital maranhense.
Nestas últimas horas, o número de entidades que denunciam o fato de a prefeitura "peitar" a população e o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual passou de 60, e a cada momento mais movimentos encampam as denúncias, que pedem que estes órgãos tomem as devidas providências.
Para se ter uma ideia da gravidade da questão, a audiência na zona rural foi marcada para a próxima sexta-feira à noite, sem comunicação hábil nos órgãos de informação oficiais da prefeitura, no intuito de dificultar a participação popular e aprovar a diminuição da área, cedendo terras para o avanço do que se convencionou chamar de distrito industrial (nunca regularizado e um dos mais poluidores do país). A Fiema não esconde o interesse na questão e pretende piorar ainda mais a já trágica proposta da Prefeitura, que inclusive ajudou a conceber (veja aqui), defendendo a permissão para instalação de complexos siderúrgicos altamente poluentes na Ilha. O próprio presidente da Federação chegou a anunciar, em artigo de jornal, as próximas audiências, que acontecem nesta qurta-feira, 4, no Parque Bom menino, às 18h, e a da zona rural, na sexta-feira.
Veja a seguir, a rede de apoiadores desse embate, bem como as denúncias feitas sobre a atuação autoritária e antidemocrática da Prefeitura em relação ao tema:
PROPOSTA DA PREFEITURA DE SÃO LUÍS PARA ALTERAÇÃO NO PLANO DIRETOR
Os movimentos sociais que lutam pela construção de uma cidade mais humana vêm à público apresentar a denúncia que segue abaixo:
A Prefeitura de São Luís, por meio do Instituto das Cidades – INCID, vêm realizando audiências públicas para pretensamente discutir alterações no Plano Diretor da cidade. Críticas de várias naturezas foram feitas ao processo desencadeado pela prefeitura no que diz respeito à agenda, metodologia e objeto das audiências. O atual calendário de audiências proposto pelo INCID é resultado do acolhimento de parte destas críticas. Contudo, as audiências têm sido marcadas por falta de ampla publicidade, baixo índice de participação popular e uma metodologia de realização que prejudica o debate aprofundado de questões complexas.
Ciente dessa situação, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal realizaram reunião com representantes de movimentos sociais, professores, estudantes, pesquisadores, juntamente com representantes do Governo do Estado (Secretaria de Cidades) e da Prefeitura (INCID) para arbitrar os problemas levantados. A reunião foi resultado das denúncias apresentadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT/MA) sobre irregularidades no processo de condução das audiências e nas propostas para alteração do Plano Diretor.
Como resultado desta reunião, foi emanado um acordo de suspensão da agenda de realização das audiências até a emissão de Nota Técnica dos Ministérios Públicos Estadual e Federal sobre os problemas levantados, nota essa que seria produzida em cerca de 60 dias.
Fomos surpreendidos agora com a convocação por parte do INCID de audiência pública para o próximo dia 4 de novembro, no parque do Bom Menino, com convocação em redes sociais, para continuar a agenda de realização das mesmas, em clara atitude de quebra do acordo proposto pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Denunciamos, portanto, à toda a sociedade, a atitude autoritária da Prefeitura de São Luís em querer realizar as audiências públicas a qualquer custo, apenas para atender aos interesses dos empresários do setor imobiliário e do setor industrial em promover alterações no macrozoneamento da cidade que permitirão a construção de prédios de maior gabarito e alterações na demarcação da Zona Rural transformando-a em Zona Industrial com imensos prejuízos sociais e ambientais envolvidos.
Se a Prefeitura de São Luís não respeita a recomendação feita pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal, imaginem o que a Prefeitura não é capaz de fazer para atender aos interesses de empresários dos setores imobiliário e industrial.
Assim, vimos denunciar o descumprimento, por parte da Prefeitura de São Luís, da recomendação feita pelos fiscais da aplicação da lei, reivindicando ainda que estes dois órgãos, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, acompanhem essa situação, tomando as medidas exigidas por esse desrespeito, que é direcionado não apenas à sua atuação, mas que atinge, também, toda a população, impedida de debater em profundidade as alterações propostas pela prefeitura.

São Luís 03 de novembro de 2015
Assinam esta Carta:

ALDEIA JANUÁRIA (TERRA INDÍGENA PINDARÉ) BOM JARDIM - MA
ALDEIA TABOCAL (TERRA INDÍGENA PINDARÉ) BOM JARDIM - MA
APRUMA SEÇÃO SINDICAL DO ANDES/SINDICATO NACIONAL
ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES LIVRE ANEL
CARABINA FILMES
CÁRITAS BRASILEIRA REGIONAL MARANHÃO
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES CUT MARANHÃO
CENTRO ACADÊMICO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CACS UFMA
CENTRO ACADÊMICO DE GEOGRAFIA CAGEO UFMA
CENTRO ACADÊMICO PRIMEIRO DE MAIO – CAIM – DIREITO UFMA
COLETIVO MANDACARU
COMITÊ GESTOR DA RESERVA EXTRATIVISTA DE TAUÁ-MIRIM
COMISSÃO PASTORAL DA TERRA CPT/MA
COMISSÃO PASTORAL DA TERRA DE MARABÁ – CPT/MARABÁ-PA
CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO CIMI/MA
CSP – CONLUTAS
FEAB - FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL
FÓRUM CARAJÁS
FÓRUM MARANHENSE DE MULHERES
FRENTE DE LUTAS PELA MOBILIDADE URBANA NA GRANDE ILHA
FRENTE RESISTÊNCIA
GRUPO DE ESTUDOS DESENVOLVIMENTO, MODERNIDADE E MEIO AMBIENTE – GEDMMA UFMA
GRUPO DE ESTUDOS DE POLÍTICA, LUTAS SOCIAIS E IDEOLOGIAS GEPOLIS UFMA
IRMÃS DE NOTRE DAME DE NAMUR COMUNIDADE SÃO LUÍS
JORNAL VIAS DE FATO
LABORATÓRIOS DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE ESPAÇO AGRÁRIO E CAMPESINATO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO LEPEC UFPE
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE / MARANHÃO
MAM – MOVIMENTO PELA SOBERANIA POPULAR FRENTE À MINERAÇÃO
MOVIMENTO DEBATE E AÇÃO – MARABÁ/PARÁ
MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA DOS PROFESSORES DO ENSINO BÁSICO DE SÃO LUÍS
MOVIMENTO DE SAÚDE DOS POVOS MSP
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA MST
MOVIMENTO MULHERES EM LUTA MML
MOVIMENTO UFMA DEMOCRÁTICA MUDe
NÚCLEO DE ASSESSORIA JURÍDICA UNIVERSITÁRIA POPULAR - NAJUP NEGRO COSME
NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM QUESTÕES AGRÁRIAS NERA UFMA
NÚCLEO DE ESTUDOS, PESQUISA E EXTENSÃO SOBRE ÁFRICA E O SUL GLOBAL (NEAFRICA - UFMA/UEMA/IFMA/UESPI)
NÚCLEO DE EXTENSÃO E PESQUISA COM POPULAÇÕES E COMUNIDADES RURAIS, NEGRAS, QUILOMBOLAS E INDÍGENAS – NURUNI / UFMA
NÚCLEO DE PESQUISA EM DIREITO E DIVERSIDADE – NUPEDD/UFMA
NÚCLEO TRAMAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
OBSERVATÓRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E LUTAS SOCIAIS
OBSERVATÓRIO DOS CONFLITOS DO EXTREMO SUL DO BRASIL
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL MARANHÃO
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO – PSTU MARANHÃO
PASTORAIS SOCIAIS REGIONAL NORDESTE 5
PASTORAL DA JUVENTUDE REGIONAL MARANHÃO
QUILOMBO RAÇA E CLASSE
QUILOMBO URBANO
RAIZ – MOVIMENTO CIDADANISTA – MARANHÃO
REDE JUSTIÇA NOS TRILHOS
REDE NACIONAL DE ADVOGADAS E ADVOGADOS POPULARES – RENAP MARANHÃO
SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – SINASEFE SEÇÃO MARACANÃ
SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – SINASEFE SEÇÃO MONTE CASTELO
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO MARANHÃO – SINDSEP MARANHÃO
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO MARANHÃO – SEEB/MARANHÃO
SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE CANAÃ DOS CARAJÁS/PARÁ
SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE SÃO LUÍS – MARANHÃO
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MPU NO MARANHÃO SINTRAJUFE
SINDICATO DOS URBANITÁRIOS DO MARANHÃO – STIU MARANHÃO
SOCIEDADE MARANHENSE DE DIREITOS HUMANOS SMDH
TAMBOR DE CRIOULA UNIDOS DE SÃO BENEDITO, DO TAIM, ÁREA DA RESERVA EXTRATIVISTA DE TAUÁ-MIRIM – SÃO LUÍS – MARANHÃO
TEIA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DO MARANHÃO
UNIÃO BENEFICENTE DOS MORADORES DE RIO DOS CACHORROS – ÁREA DA RESEX DE TAUÁ-MIRIM – SÃO LUÍS - MARANHÃO
UNIÃO DOS MORADORES DO TAIM – ÁREA DA RESEX DE TAUÁ-MIRIM – SÃO LUÍS - MARANHÃO