quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Pacto pela Amazônia

Soma de esforços entre diferentes atores sociais tem proposta de contribuir para a restauração do bioma brasileiro.
Por Redação da Envolverde*
De agosto de 2015 a julho de 2016 foram cerca de 7.989 km² de área desmatada na Amazônia, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O número cresceu 29%, se compararmos com o ano anterior. Entre os responsáveis estão a conversão da floresta para outros usos e a exploração ilegal de madeira. Para transformar essa realidade, foi lançada nesta segunda-feira, 30, em Belém, a Aliança pela Restauração na Amazônia, com a participação de ONGs, academia, setores produtivos, representantes do governo e sociedade civil.
Entre as propostas da Aliança estão a de mapear e visibilizar oportunidades para a restauração na Amazônia e encurtar o caminho entre financiadores e produtores rurais que necessitam ajustar passivos ambientais.
Para Rachel Biderman, diretora do World Resources Institute (WRI), “ é fundamental fortalecer os elos da cadeia de restauração no Brasil; e a Amazônia tem todos os elementos para liderar o bom exemplo”. Ela enfatiza, também, que “a Aliança inclui no mapa da agenda de restauração global, de larga escala, o importante bioma amazônico, que passa a integrar a ‘era da restauração’, preconizada pela Declaração de Nova York sobre Florestas”.
Rodrigo Medeiros, vice-presidente da CI-Brasil, organização responsável pela secretaria executiva da Aliança, reforça que “queremos gerar inteligência e conciliar técnicas inovadoras para a restauração, de forma que a soma dos esforços dos envolvidos na Aliança gere impactos maiores que o trabalho que já vem sendo feito de forma isolada. Isso também alavancará a redução do custo da restauração, o que é fundamental para alcançarmos a restauração florestal em larga escala.”
O Secretário de Programa do Programa Municípios Verdes do Estado do Pará, Justiniano Netto concorda que se trata de um importante passo: “ alianças como essas são fundamentais para contribuir com o Estado do Pará. O combate ao desmatamento vem sendo trabalhado pelo governo e esta Aliança irá somar esforços, por exemplo, no oeste e no sudoeste da Região Transamazônica, região que concentra 15 municípios das áreas mais desmatadas do Pará.”
Também estiveram presentes no evento hoje nomes como Rodrigo Junqueira, do ISA; Érica Pinto, do IPAM; Márcio Dionísio, da IUCN; Sâmia Nunes, do Imazon; Roberta Coelho, do Rock in Rio; Silvio Brienza, da Embrapa; Artemísia Moita, do Grupo Agropecuária Fazenda Brasil; Gracialda Ferreira, da Universidade Federal Rural da Amazônia; Carlos Scaramuzza, do Ministério do Meio Ambiente, e Rogério Campos, da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Roraima.
Em função de sua biodiversidade, a Amazônia é considerada uma das mais importantes florestas tropicais do mundo. Foto: Alex Silveira/ WWF Brasil

A Aliança
Atuação:
· Conciliar interesses e integrar ações em prol da ampliação da escala e da eficiência da restauração florestal.
· Gerar, sistematizar e difundir conhecimentos e informações sobre restauração florestal, silvicultura tropical e sistemas agroflorestais.
· Apoiar a captação pelos membros para viabilizar ações e projetos de restauração florestal.
· Impulsionar a economia da restauração florestal, estimulando todos os elos da cadeia produtiva, gerando oportunidades de negócios, trabalho e renda.
· Contribuir para formulação e implementação de políticas públicas que favoreçam a restauração florestal.
· Disponibilizar protocolos e ferramentas que permitam a integração de dados para o monitoramento das ações de restauração e avaliação da dinâmica florestal.
·Desenvolver ações de conscientização e sensibilização da sociedade civil acerca da necessidade de conservação/restauração da Amazônia.
Funcionamento:
· Adesão voluntária mediante assinatura do termo.
· Governança descentralizada, transparente e inclusiva.
· Representatividade nos quatro segmentos (governo, empresas, sociedade civil organizada e academia).
· Colaboração e cooperação entre os membros.
· Articulação e integração de ativos, experiências e saberes.
· Respeito aos conhecimentos tradicionais.
· Comunicação dinâmica e transparente.
· Respeito às particularidades produtivas e ecológicas dos variados ambientes e regiões amazônicas.
São membros fundadores da Aliança: Conservação Internacional (CI-Brasil), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Instituto Socioambiental (ISA), World Resources Institute (WRI), Embrapa, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), Amazônia Live/Rock in Rio, AMATA e Grupo AFB – Agropecuária Fazenda Brasil. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) é parceiro da iniciativa.
Para tornar-se um membro ou associar-se, é preciso enviar um e-mail para alemos@conservation.org.

Riquezas naturais no mar e na terra

Ao norte do Brasil, no litoral onde estão os recém-descobertos recifes de corais da Amazônia, há peixes-boi, gente encantadora e até foguetes. Conheça algumas curiosidades dessa incrível e bela região do planeta, pouco conhecida até mesmo da maioria dos brasileiros e que merece ser protegida.
Por Redação do Greenpeace Brasil –
A Reserva Biológica do Lago Piratuba, no Amapá, fica na Foz do Amazonas, repleta de mangues e áreas inundáveis. Foto: Rogério Reis / Tyba / Greenpeace

O navio Esperanza zarpou do porto de Santana, em Macapá, no último dia 23. A expedição faz parte da nossa campanha Defenda os Corais da Amazônia e vai, justamente, rumo a esse recife oculto, para tentar vê-lo debaixo d’água. Apesar do nome, eles não estão nos rios da floresta, mas no mar, numa área de influência do Rio Amazonas.
Ainda assim, o litoral próximo à extensão de todo o recife, é bem singular, com riquezas naturais, culturais e até foguetes! E essa bela região, de onde depende a sobrevivência de muitas comunidades e uma infinidade de espécies de animais, pode ser impactada pela atividade petrolífera que ameaça chegar na Bacia da Foz do Amazonas.
Conheça dez curiosidades de lá:
1. A maior parte dos recifes de corais fica na costa do Amapá, um estado no extremo norte do Brasil, com apenas 16 municípios.

A costa do estado do Amapá congrega biomas variados, como mangues e florestas tropicais, e um importante bioma ainda pouco conhecido pela ciência. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

2. A população estimada do Amapá é de 780 mil habitantes. É o estado com a quinta menor concentração de pessoas por quilômetro quadrado (4,6 habitantes por km2).
3. A capital é Macapá, por onde passa a Linha do Equador. Por isso, quase todos os recifes de corais da Amazônia estão no hemisfério norte!
4. No Amapá vivem várias espécies de animais em risco de extinção. Alguns exemplos são: o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) e o peixe-boi-amazônico (Trichechus inunguis), a ariranha (Pteronura brasiliensis), o tracajá (Podocnemis unifilis), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea).
Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) é uma das espécies que habitam a costa do Amapá Foto: Zig Koch

5. A pesca é uma das principais atividades econômicas do estado. E há uma forte presença da pesca tradicional, realizada por comunidades ribeirinhas. Há muita pesca de lagosta por ali. E a presença desses crustáceos era uma das pistas para a ocorrência de corais na região.
Pescadores na cidade de Calçoene. O Amapá está no foco da indústria petrolífera, que tem planos de explorar o combustível fóssil em sua costa, colocando em risco o modo de vida de populações tradicionais e o ecossistema. Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

6. Está no Amapá o ponto onde o Brasil começa: o Oiapoque! Daqui alguns dias, o navio Esperanza vai chegar lá!
7. Ali também fica o Parque Nacional do Cabo Orange, uma Unidade de Conservação que se estende por 200 km no litoral. Está exatamente de frente para os blocos em que a Total e a BP querem explorar petróleo em breve.
O Parque Nacional do Cabo Orange é uma importante área de proteção na região. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

8. O Parque abriga a maior área contínua de mangues protegidos do mundo. Há faixas que chegam a 10 km de extensão. Esses mangues, até agora estão super bem preservados.
Maior área contínua de mangue do planeta no Parque Nacional do Cabo Orange. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

9. O Oiapoque é vizinho da França! Isso porque faz fronteira com a Guiana Francesa, que foi colônia do país europeu até 1947. Hoje, é considerado um “departamento ultramarino francês”, ou seja, é parte do país e, logo, da União Europeia.
10. Na Guiana Francesa fica um centro de lançamento de foguetes. Considera-se ali uma localização boa para este tipo de atividade. Mas nem sempre isso é bom. Há inúmeros relatos de pedaços de foguetes que caem no mar brasileiro e são levados pelas correntes para a costa e os mangues do Cabo Orange.
Guarás e Garças sobrevoam área de mangue no Parque Nacional do Cabo Orange. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

(Greenpeace Brasil/ #Envolverde)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Em segredo, Brasil volta a negociar Base de Alcântara com os EUA

Iniciativa partiu do chanceler Serra. A primeira oferta brasileira teria sido recusada

José Serra
Serra: ele quer mais proximidade entre Brasília e Washington

Brasil e Estados Unidos retomaram secretamente as negociações de um acordo sobre o uso de uma base militar brasileira no Maranhão para o lançamento de foguetes norte-americanos. Encerradas em 2003, início do governo Lula, as conversas voltaram por iniciativa do ministro das Relações Exteriores, José Serra, interessado em uma relação mais carnal entre os dois países. 
O embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, conversou sobre o assunto com o subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado norte-americano, Thomas Shannon, ex-embaixador em Brasília. Uma proposta mantida até aqui em sigilo foi elaborada e apresentada pelo Itamaraty a autoridades dos EUA. Teria sido rejeitada, segundo CartaCapital apurou. 

A Base de Alcântara é tida como a mais bem localizada do mundo. Dali foguetes conseguem colocar satélites em órbita mais rapidamente, uma economia de combustível e dinheiro. 
No fim do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), de quem Sérgio Amaral era porta-voz, houve um acordo entre os dois países. Foi enviado ao Congresso brasileiro, para a necessária aprovação. Logo ao herdar a faixa do tucano em 2003, o petista Lula enterrou o caso. 
Um dos ministros a defender o arquivamento naquela época foi o hoje colunista de CartaCapital Roberto Amaral, então na Ciência e Tecnologia. Por seus termos, relembra ele, era um “crime de lesa-pátria”.
Os EUA impunham várias proibições ao Brasil: lançar foguetes próprios da base, firmar cooperação tecnológica espacial com outras nações, apoderar-se de tecnologia norte-americana usada em Alcântara, direcionar para o desenvolvimento de satélites nacionais dinheiro obtido com a base. Além disso, só pessoal norte-americano teria acesso às instalações. 
“O acordo contrariava os interesses nacionais e afetava nossa soberania”, afirma Amaral. “Os EUA não queriam nosso programa espacial, isso foi dito por eles à Ucrânia.” 

Enterrada a negociação com Washington, a Ucrânia foi a parceiro escolhido em 2003 para um acordo espacial. Herdeira da União Soviética, tinha tecnologia para fornecer. Brasil e Ucrânia desenvolveriam conjuntamente foguetes para lançamentos em Alcântara, com o compromisso de transferência de tecnologia de lá para cá.
Um telegrama escrito em 2009 pelo então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, e divulgado pelo WikiLeaks, relata uma conversa tida por ele com o então representante ucraniano na cidade e mostra a desaprovação do Tio Sam ao entendimento Ucrânia-Brasil. Os EUA não queriam “que resultasse em transferência de tecnologia de foguetes para o Brasil”.
O entendimento do Brasil com a Ucrânia foi desfeito em 2015, após consolidar-se lá um governo pró-EUA. 
Na proposta sigilosa de agora, o Brasil teria oferecido a base em troca de grana e tecnologia. As proibições do acerto de 2002, chamadas “salvaguardas”, seriam flexibilizadas. Teria sido esse o motivo da recusa norte-americana.
Por: Carta Capital

domingo, 22 de janeiro de 2017

Avança construção do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) em Bequimão








Abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem da água das chuvas na área urbana são alguns dos serviços que devem ser previstos no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). Em Bequimão, a elaboração do plano começou no ano passado e deu passos importantes, entre os dias 12 e 14 de janeiro, quando técnicos da Prefeitura Municipal, em parceria com os comitês de Coordenação e Executivo do PMSB e da FEMACI/Conguarás, iniciaram a fase de levantamento de dados.

O plano é um pré-requisito para que a Prefeitura de Bequimão possa receber recursos federais destinados a projetos de saneamento básico. “Estima-se que, a cada R$ 1,00 investido em saneamento, há uma economia de R$ 4,00 em saúde. O Plano de Saneamento servirá de base para a implantação de amplos projetos que estamos planejando na atual administração”, assegurou o prefeito Zé Martins. O trabalho é encabeçado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo (Sematur).
img_8625Depois de traçar o roteiro das visitas de campo, as equipes partiram para o levantamento das áreas de drenagem, distribuição de água e resíduos sólidos de saneamento, que servirá para a elaboração de um diagnóstico. Foram visitados os poços que abastecem o perímetro urbano da sede de Bequimão (SAAE/Cidade Nova, Estiva, Bairro de Fátima e Ferro de Engomar). Os técnicos levantaram localização (GPS), número de famílias atendidas/distribuição, qualidade da água/tratamento e vazão, além de imagens dos poços.
Enquanto isso, outra equipe transitou pelas ruas do Centro e bairros para verificar as estruturas de pavimentação, calçamento, sistema de drenagem e possíveis pontos de alagamento. Também foi feita vistoria na área do Matadouro Municipal, para observação da drenagem, destinação de resíduos sólidos e de saneamento no local.


Os técnicos visitaram, ainda, a área onde são depositados os resíduos coletados pela limpeza pública municipal. A equipe técnica e a coordenação do PMSB também estiveram no povoado Itapeua, para averiguar a situação das bacias para tratamento dos sedimentos de esgoto da rede, que começaram a ser construídas pela administração anterior, mas não foram concluídas.
Atualização de dados
Em reunião na Câmara Municipal de Bequimão, com participação das comissões de Coordenação e Executiva, os técnicos apresentaram mapas do município na área de drenagem e de recursos hídricos (poços). O objetivo era atualizar as informações considerando a realidade das comunidades rurais e da sede. A coordenação de Limpeza, da Prefeitura de Bequimão, forneceu dados sobre a coleta, transporte e destinação do lixo.
Com esses dados em mãos, os técnicos vão elaborar um diagnóstico e propor soluções para cada problema identificado. Depois, será promovida uma série de audiências e oficinas, para a construção dos documentos que irão compor o Plano. Nessas audiências, a população do município poderá participar da discussão das propostas e apresentar de sugestões e reivindicações. Elaborado pelos técnicos da Prefeitura, com o apoio do FEMACI/Conguarás e da sociedade, o PMSB deve ser aprovado em audiência pública e depois apreciado e aprovado pela Câmara Municipal.

















SAIBA MAIS

O que é o Plano Municipal de Saneamento Básico?
A criação do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é obrigatória a todos os municípios conforme a Lei Federal n.º 11.445/2007, que estabelece Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico. O Plano foi definido como o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais, relativos aos processos de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Ele irá abranger as quatro áreas relacionadas entre si.

Bequimão realiza a 1ª Audiência Pública do Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB

Por: SEMATUR/Bequimão

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Estiagem registrada em todo Maranhão trouxe prejuízos a produção local em Bequimão


No Maranhão, as chuvas de dezembro contribuíram para redução da gravidade da seca,
apenas, no noroeste do estado de seca Extrema (S3) para seca Grave (S2).


No Maranhão, as poucas chuvas registradas no mês de dezembro amenizaram,o agravamento da seca, principalmente, na faixa noroeste. Quanto aos impactos, estes foram classificados como sendo de curto e longo prazo (CL). Segundo informou o Monitor de Secas do Nordeste Brasileiroda Agência Nacional de Águas (ANA, 2016).
  
                      



Com o maior índice de estiagem registrado nos últimos anos, o Maranhão obteve percentual de quase 60% de seca extrema. Constatou o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos(IMESC, 2016), através do monitoramento da incidência do fenômeno.


 


Em Bequimão, localizado no Litoral Norte Ocidental do Maranhão, a estiagem das chuvas trouxe graves consequências às populações e ao meio ambiente. Seca nos campos, rios secos, queimadas da vegetação e até de moradias, comprometimento do abastecimento de água em algumas regiões, perdas na pecuária. A estiagem também atingiu as lavouras por conta da seca, os produtores colheram menos do que o esperado, e o aumento da temperatura que traz também, consequências para a saúde humana.


                      



O prefeito de Bequimão, Zé Martins através do núcleo de Defesa Civil do Município, informou e solicitou junto a Defesa Civil do Estado, a necessidade de ações e programas para lidar com as consequências da estiagem que assola o município a fim de minimizar os impactos negativos. Várias intervenções foram realizadas durante estes quatro anos, como a implantação de sistemas de abastecimento de água, construção de canais, açudes, barragens, desobstrução de canais e diques, incentivo a produção familiar com a doação de kits de irrigação por gotejamento, etc.  O prefeito enfatizou que nesta sua segunda gestão o abastecimento de água também será prioritário “Beneficiamos milhares de moradores com abastecimento residencial de água potável. Continuaremos nossas ações para levar água aos povoados ainda não contemplados”Afirmou o Zé Martins.








Outra iniciativa do município, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Bequimão foram as adesões de 18 povoados do município ao Programa Diques da Produção do Governo do Estado. O Programa têm o objetivo de garantir a contenção de água doce e o combate da salinização dos campos naturais inundáveis e implantar grandes canais que permitirão armazenar água para desenvolver projetos nas áreas da piscicultura, agricultura, pecuária, e, ainda, fazer recargas de água subterrâneas e melhorias do clima.

A Secretaria de Meio Ambiente e Turismo também tem trabalhando com o programa de educação ambiental e as campanhas de combate a degradação dos recursos hídricos (rios, brejos, nascentes, olhos d`água, áreas de recarga), a queimadas e ao desmatamento em áreas de conservação e de preservação permanente (APP). Entre outras ações executadas em parceria com a sociedade civil do município de Bequimão. 


As primeiras chuvas que caíram este início de ano (2017) em Bequimão deram um fôlego e o verde começa a ressurgir. Mas, longe ainda de reverter ou amenizar a situação das consequências da estiagem que se acumularam ao longo das últimas décadas.

Outras informações sobre mudanças climáticas e estiagem no Maranhão:






Fotos: José Manuel (Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura) e arquivo 


Por: SEMATUR/Bequimão 
http://sematurbeq.blogspot.com.br/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Agrotóxico ameaça vida das abelhas e de outros animais

Pesticidas à base de nicotina são grande risco não apenas às abelhas, ameaçadas de extinção, mas também para outros animais como borboletas, aves e insetos.

Foto: © Axel Kirchhof / Greenpeace
As abelhas do mundo inteiro estão sob forte ameaça dos agrotóxicos, em especial dos neonicotinoides, uma classe de pesticidas derivados da nicotina. Isso não é novidade: desde de 2008 que a comunidade internacional discute os perigos dessa substâncias e em 2013 a União Europeia proibiu parcialmente sua aplicação nas lavouras, como forma de proteger as populações de abelhas, insetos fundamentais para a produção agrícola e que se encontram em forte declínio. Ano passado, o órgão ambiental dos Estados Unidos colocou esses insetos na lista de espécies ameaçadas de extinção.
Um novo relatório do Greenpeace, publicado na Europa, aponta que agrotóxicos neonicotinoides impõem um sério risco não apenas às abelhas, mas também para diversas outras espécies. A análise, conduzida por cientistas da Universidade de Sussex, revisou informações e dados de centenas de estudos publicados desde 2013, quando a União Europeia adotou o banimento parcial dos agrotóxicos clotianidina, imidacloprida e tiametoxam – todos neonicotinoides.

Para Dave Goulson, professor de biologia da Universidade de Sussex e especialista na ecologia de abelhas, o quadro de contribuição dos neonicotinoides para o declínio da população de abelhas selvagens está ainda mais forte do que quando a União Europeia adotou o banimento parcial da substância.
“Além das abelhas, os neonicotinoides também podem estar ligados ao declínio das borboletas, pássaros, como pardais e perdizes, e de insetos aquáticos”, que entram em contato com o solo ou o sistema de irrigação. Os riscos podem se estender a morcegos também, que se alimentam dos insetos. “Dada a evidência de tal dano ambiental, seria prudente que a restrição europeia fosse estendida para sua integralidade”, defende o professor.
Segundo Marco Contiero, diretor de políticas públicas em agricultura do Greenpeace União Europeia, a ciência claramente mostra que neonicotinoides são onipresentes e persistentes no meio ambiente como um todo, e não apenas nas lavouras. “Essas substâncias são rotineiramente encontradas no solo, no lençol freático e nas flores selvagens”, disse Contiero.
Os escritórios do Greenpeace localizados na Europa pedem agora pela moratória integral de agrotóxicos neonicotinoides por parte da União Europeia.
Já no Brasil…
Enquanto a Europa estuda estender o banimento dos neonicotinoides de parcial para integral em suas lavouras, o governo brasileiro ainda permite o uso dessas substâncias à torto e à direito. E muitas vezes, esses agentes químicos não são aplicados diretamente nas plantas, mas pulverizados por aviões – uma prática que é perigosa por si só.
Mesmo sob os critérios da lei, a pulverização aérea é extremamente perigosa pois ela raramente atinge apenas o seu alvo, a lavoura – boa parte do veneno se perde pelo ambiente. Estima-se que esse desperdício é de ao menos 30%, mas em alguns casos pode ultrapassar de 70%. O que piora muito essa situação é que a prática é raramente realizada com responsabilidade e dentro da legalidade, ou seja, atingindo frequentemente zonas vizinhas habitadas como comunidades, escolas, meios aquáticos como rios, lagos e lagoas onde a água é captada para consumo, causando a contaminação dessas áreas e a intoxicação da vida animal, vegetal e humana.
Alguns estados estudam acabar com a prática, como o Rio Grande do Sul, onde tramita o Projeto de Lei (PL) 263/2014, que visa proibir a pulverização aérea de agrotóxicos em todo o território gaúcho. Mas por enquanto ainda é permitido em praticamente todo o país, seja de neonicotinoides ou não.
São Paulo é outro estado que possui iniciativas para mudar essa realidade. Tramitam dois Projetos de Lei (PL) na Assembleia Legislativa do Estado: o PL 406/2016, que proíbe o uso e a comercialização de agrotóxicos que contenham clotianidina, tiametoxam e imidaclopride (todos neonicotinoides) em sua composição, e o PL 405/2016, que veta a pulverização aérea de defensivos agrícolas no estado.
A Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melíficas Europeias (APACAME) defende que algumas empresas, preocupadas em garantir a continuidade das vendas de seus pesticidas, têm lançado campanhas rotuladas como de apoio à saúde dos polinizadores, informando inclusive que os neonicotinoides não são prejudiciais às abelhas. “Somos de opinião que apenas decisões drásticas de proibição do uso ou banimento desses produtos sistêmicos, em especial aqueles do grupo dos neonicotinoides, venha a solucionar o problema do desaparecimento e, consequentemente, da morte das abelhas. A cada dia surgem novas pesquisas comprovando seu efeito nocivo para as abelhas”, diz a APACAME em artigo disponível em seu site(Greenpeace Brasil/ #Envolverde)
* Publicado originalmente no site Greenpeace Brasil.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Proteger rios e nascentes custa pouco


Estudo global da TNC, com dados de 4 mil municípios, mostra que em metade deles a conservação das fontes de água usadas no abastecimento custa até dois dólares por pessoa e ainda melhora a vida nas cidades.

O Reservatório de Longwu ajuda os agricultores a fazer a transição para os métodos de cultivo orgânico do bambu, o que reduz o escoamento de fertilizantes até os mananciais. Foto © Haijiang Zhang / TNC
Por Redação da Envolverde*
São Paulo, 12 de janeiro de 2017 — Um dos mais relevantes desafios da humanidade, à medida que a população global continua a crescer, é garantir água limpa para todos, por isso, mais do que nunca, é fundamental protegermos as terras que circundam nossos mananciais e bacias hidrográficas. Atenta a isso, a The Nature Conservancy, maior organização ambiental do mundo, lança hoje um levantamento sobre as fontes de água que abastecem mais de 4 mil grandes e médias cidades de todo o planeta. O estudo “Para além do manancial: benefícios ambientais, econômicos e sociais da proteção das fontes de água” mostra como soluções baseadas na natureza, a exemplo do reflorestamento e das boas práticas de manejo agrícola, podem ganhar escala, de modo a fazer uma diferença significativa para o desenvolvimento sustentável, melhorando as vidas de bilhões de pessoas.
Um dos principais fatores de risco à disponibilidade de água nas médias e grandes cidades é a erosão de rios e nascentes. O levantamento da TNC aponta que 80% das cidades analisadas podem reduzir significativamente a presença de sedimentos e nutrientes nas fontes de água usadas em seu abastecimento, se protegerem as florestas ao redor dessas fontes, fizerem o reflorestamento de áreas estratégicas e estimularem boas práticas agrícolas. A vegetação em áreas de mananciais é imprescindível para que a população tenha água porque as árvores ajudam as gotas de chuva a se infiltrar no solo, o que forma nascentes e rios, e evitam, com suas raízes, que a terra seja carregada para os corpos d’água.


“Proteger as terras ao redor dos mananciais é fundamental para garantir o fornecimento de água no longo prazo”, diz Giulio Boccaletti, diretor executivo global do programa de Águas da The Nature Conservancy. “Infelizmente, 40% das áreas de mananciais, no mundo, mostram níveis moderados ou altos de degradação. Os impactos disso sobre a segurança hídrica podem ser graves”. No caso dos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, esse índice de degradação é superior a 70%.
Além de ajudar a garantir a disponibilidade de água nos reservatórios, as soluções baseadas na natureza propostas pelo estudo geram uma série de importantes benefícios. O reflorestamento e a conservação das florestas já existentes, por exemplo, proporcionam a captura de gases que causam o aquecimento global e reduzem os impactos das mudanças climáticas (incluindo secas, enchentes, incêndios e erosão), que afetam de forma desproporcional as comunidades mais pobres. Já as boas práticas agrícolas permitem a preservação da diversidade de animais e vegetais e tornam as comunidades mais saudáveis.
“Atribuindo um valor a esses benefícios indiretos, podemos mobilizar meios inovadores e de melhor custo-benefício, necessários para financiar a proteção dos habitats e as atividades de manejo da terra”, afirma Andrea Erickson-Quiroz, diretora executiva de segurança hídrica da The Nature Conservancy.
O relatório estima que, para elevar em 10% a redução dos sedimentos e nutrientes em 90% das bacias de mananciais, seria necessário aumentar os gastos anuais com os programas de financiamento de serviços ambientais de US$ 42 bilhões para US$ 48 bilhões. Esse patamar de financiamento representa cerca de 7% a 8% dos gastos com a água em todo o mundo, e equivale ao que cidades como Nova York gastam na proteção das bacias que abastecem seus moradores. Com esse nível de investimento, seria possível aumentar a segurança hídrica de pelo menos 1,4 bilhão de pessoas, se ele se concentrar em bacias cuja redução de sedimentos e nutrientes é mais econômica. No caso de metade das cidades analisadas, proteger as águas dos mananciais poderia custar apenas dois dólares ou menos por pessoa, anualmente.
O relatório também destaca a importância dos mecanismos conhecidos como Fundos de Água*, que permitem aos usuários de água que vivem ao longo de uma bacia hidrográfica financiar a preservação e a restauração das terras no começo dessa bacia. Esse é um mecanismo bem-sucedido para assegurar uma melhor qualidade da água e, em alguns casos, uma vazão mais confiável. O relatório ainda estima que uma em cada seis cidades (o que corresponderia a aproximadamente 690 cidades, prestando serviço a mais de 433 milhões de habitantes em todo o mundo) tem potencial de recuperar integralmente os custos das medidas de preservação somente com a economia que teriam com o tratamento da água. Outras cidades podem extrair valor adicional dos benefícios indiretos, obtendo, no total, um valor acumulado que proporciona um retorno positivo sobre o investimento.
Exemplos globais de atividades de proteção das águas dos mananciais

Para que os bons exemplos já existentes ganhem escala, mais do que superar os desafios dos custos desse investimento, é necessário que a sociedade se comprometa com o futuro dos recursos hídricos, o que inclui governos nacionais e locais, empresas, organizações civis e a própria população. As companhais de abastecimento e os gestores da água nos governos também têm o papel crucial de propor ações ambientais que tragam ganhos econômicos e sociais.

Monterrey, México tem experimentado inundações e secas nos últimos anos. A cidade está investindo em reflorestamento e muitas outras atividades destinadas a melhorar as terras dentro da bacia hidrográfica. Através deste trabalho, a capacidade da bacia hidrográfica de absorver a água disponível poderia aumentar em 20%. Foto © Alejandro Lopez-Serrano / TNC

“As nossas aspirações de criar um mundo melhor exigem uma atuação coletiva”, diz Erickson-Quiroz. “Não podemos nos permitir trabalhar em grupos com motivação, jurisdição ou recursos financeiros isolados. As cidades podem tomar a dianteira, mas não sozinhas. Todos nós temos um papel a desempenhar”.
No Brasil, um exemplo de ação conjunta pela proteção dos mananciais é a Coalizão Cidades pela Água, uma iniciativa da TNC em parceria com o setor privado, lançada em novembro de 2015, com objetivo de ampliar a segurança hídrica de 12 regiões metropolitanas brasileiras, até 202. Por meio de ações de conservação de nascentes e rios em áreas críticas para a produção de água, a iniciativa ajudará a garantir disponibilidade de água para 42 milhões de pessoas nessas cidades, trará benefícios para 46 mil famílias em áreas urbanas e rurais no começo das 21 bacias hidrográficas onde o projeto atua e recuperará ou protegerá cerca de 460 mil hectares de florestas.
“Esse estudo amplia as evidências de que as soluções baseadas na natureza aumentam a segurança hídrica nas cidades. Essas iniciativas não podem mais ser apenas uma alternativa, elas devem estar no centro das decisões dos gestores públicos e privados para a gestão da água”, afirma Samuel Barrêto, gerente de Água da TNC no Brasil.
O relatório foi elaborado em parceria com o Projeto Natural Capital, a Forest Trends, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Parceria de Fundos de Água da América Latina.
Sobre a The Nature Conservancy
The Nature Conservancy é uma organização de conservação global dedicada à conservação das terras e águas de que toda a vida depende. Orientados pela ciência, criamos soluções inovadoras e práticas para os desafios mais difíceis do nosso mundo, de modo que a natureza e as pessoas possam prosperar juntos. Estamos abordando as alterações climáticas, lutando pela conservação de terras, águas e oceanos em escala sem precedentes, e ajudando a tornar as cidades mais sustentáveis. Trabalhando em mais de 65 países, usamos uma abordagem de colaboração que envolve as comunidades locais, governos, setor privado e outros parceiros. Para saber mais, acesse www.tnc.org.br ou siga @TNCBrasil no Twitter.” (#Envolverde)
* Com informações da TNC.

http://www.envolverde.com.br