segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Justiça condena proprietário da Franere por crime ambiental: Derrubada de 12,58 ha de babaçuais



Grand Park foi construído pela Franere em São Luís

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve condenação do proprietário da Franere, Marcos Regadas, por condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. A empresa promoveu a derrubada de 12,58 hectares de palmeiras de babaçu, na área onde foi construído o empreendimento imobiliário “Grand Park”, na avenida dos Holandeses.
O desembargador José Luiz Almeida foi o relator do processo (Foto: Ribamar Pinheiro)O desembargador José Luiz Almeida foi o relator do processo (Foto: Ribamar Pinheiro)
Na decisão, o colegiado acolheu, parcialmente, sentença da 8ª Vara Criminal do Termo Judiciário de São Luís e seguiu voto do desembargador José Luiz Almeida, que condenou Marcos Regadas à pena de dois anos, um mês e 10 dias de detenção, que deve ser substituída por restritiva de direitos, com prestação de serviços à comunidade, para cuidar da conservação de duas praças de escolas públicas.
Além da proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios, bem como participar de licitações, pelo prazo de cinco anos, Regadas terá que fazer o pagamento 300 dias-multa, no valor de 10 salários mínimos vigente à data do fato, e mais multa civil de R$1,5 milhão. As multas foram estabelecidas com base no artigo 20, da Lei nº 9.605/98.
A condenação estabelece, ainda, a recuperação de vegetação com a reconstituição de floresta por meio do plantio das árvores, a preservação e o acompanhamento do seu crescimento até atingirem o mesmo porte e volume existentes à época do desmatamento.
DEFESA – Inconformado com a decisão, Marcos Regadas requereu a extinção da punibilidade do crime tipificado no artigo 50 da Lei nº 9.605/98, pela prescrição retroativa. Alegou, preliminarmente, inabilidade da denúncia oferecida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e ausência de justa causa para ação penal. Sustentou que o crime previsto no artigo 68 não se caracterizou, motivo pelo qual pediu a sua absolvição e o redimensionamento da pena e exclusão da condenação de reparar civilmente os danos.
VOTO – No entendimento do desembargador José Luiz Almeida (relator), não procedem as preliminares levantadas pela defesa quanto à incompetência da denúncia e ausência de justa causa para a ação penal. Segundo ele, o MPMA narrou o delito de forma clara e objetiva, especificando as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução, enfatizando a ação do empresário na condição de mandante, enquanto dirigente da empresa. Ressaltou que embora prescrita a pretensão punitiva, a análise dos fatos tornou-se necessária, diante de seu indissociável nexo de causalidade com o crime tipificado no artigo 68.
No mérito da questão, frisou que Regadas determinou a derrubada de espécies vegetais imunes ao corte no local do empreendimento “Grand Park”, bem como a limpeza do local antes de obter a licença de instalação, descumprindo normas previstas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam). O magistrado observou que, a partir das provas documentais, é absolutamente infundada a alegação da defesa de que não havia vegetação protegida por lei no local.
“Diante de todas as provas documentais, é absolutamente infundada a alegação da defesa de que não havia vegetação protegida por lei no local, convindo salientar, ademais, que o artigo 50, da Lei nº 9.605/98, protege tanto espécies nativas quanto plantadas. Sendo assim, é irrelevante a alegação defensiva de que a área teria sido desmatada pelo antigo proprietário”, assinalou.
O desembargador afirmou, também, que a empresa Franere tinha plena ciência da existência de vegetais imunes ao corte no local, especialmente, a palmeira do babaçu, conforme Lei Estadual nº 4.734/86. Com base nas provas anexadas ao processo, concluiu que Marcos Regadas sabia da prática delitiva praticada por agentes de sua empresa, tendo o domínio final do fato, além de ditar os rumos de sua prática e, sobretudo, o poder de fazê-la cessar.
Mediante as considerações, o magistrado asseverou que o empresário deve ser responsabilizado criminalmente, na qualidade de dirigente da empresa Franere, pela derrubada de 12,58 de palmeiras de babaçu que existiam no local, onde hoje está instalado o empreendimento “Grand Park”, na avenida dos Holandeses.
Por: Jornal Pequeno

Governador, a Baixada Maranhense pede socorro


Senhor governador, em nome do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, agradeço publicamente o conjunto de obras que a gestão de vossa excelência já executou ou autorizou emnossa microrregião, a saber: ponte Bequimão-Central; conclusão do hospital regional de Pinheiro;anúncio dos Núcleos de Educação Iintegral em Pinheiro, Viana e Serrano; pavimentação daEstrada do Peixe e fábrica de gelo em Itans (Matinha); pavimentação da estrada de Pedro do Rosário-Cocalinho (Zé Doca); realização da primeira Agritec em São Bento; anúncio daconstrução do campus da UEMA em São Bento; anúncio da construção de três IEMAS (Santa Helena, São Vicente Férrer e Vitória do Mearim); programa CNH Rural e anúncio da construção do hospital regional de Viana.
Todavia, senhor governador, a Baixada Maranhense enfrenta a pior estiagem dos últimos 50 anos. A escassez de água já se tornou uma calamidade pública anual, visto que submete as comunidades rurais às mesmas privações e ao mesmo suplício em todo o período crítico do verão maranhense. O que mais nos angustia é que se trata de uma tragédia previsível e anunciada, masincapaz de sensibilizar as autoridades que tem o poder de minimizar tamanho flagelo.
Provoca indignação lembrar que entre os meses de abril e agosto de cada ano a Baixada fica coberta por um verdadeiro mar de água doce. Entretanto, na época do abaixamento (a partir do mês de julho), essa fartura de água escoa para o mar e os campos da Baixada se transformam numa paisagem árida, imprópria para qualquer atividade produtiva, como conseqüência direta da omissão, descaso e negligência do Poder Público.
Governador, sugiro que vossa excelência embarque em um helicóptero e pouse no meio dos campos de Viana, Anajatuba, São João Batista ou qualquer outro município da Baixada para constatar presencialmente o sofrimento, a aflição e a dor que a falta de água provoca nas comunidades baixadeiras. Temos certeza que, após essa verificação in loco, a sua compaixão e sensibilidade de homem público determinará as medidas necessárias para reverter esse quadro de penúria e indigência absolutas.
Nessa perspectiva, há uma circunstância particular que diferencia muito bem a Baixada das outras regiões pobres do Maranhão: embora o seu povo seja bastante carente, as soluções para melhorar as suas condições de vida são baratas, simples e de fácil resolutividade. Só depende da vontade política de nossos governantes.
Diante desse contexto, duas obras se tornaram de necessidade imperiosa para amenizar o tormento infligido pela perversidade da seca: a execução do projeto Diques da Baixada e a construção de pequenas barragens, principalmente a Barragem do Defunto (beneficiando São Bento, Bacurituba, PalmeirândiaPeri-Mirim e Bequimão) e a Barragem do Félix (beneficiando Bequimão e Peri-Mirim).

Por: Flavio Braga
http://www.blogsoestado.com/flaviobraga/

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Crise hídrica começou em abril de 2012, mostram dados de satélite


NASA
Satélites da Nasa mostram perda de água no Brasil entre 2012 e 2015. Imagem: reprodução/Nasa.
A crise hídrica que atormenta a região Sudeste teve a data de nascimento revelada esta semana: abril de 2012. Desde então, a região mais populosa do Brasil perdeu 56 trilhões de litros de água por ano, o equivalente a 32 vezes o volume do reservatório da Guarapiranga. Também é grave a situação na região Nordeste, que perdeu 49 trilhões de litros de água por ano no mesmo período. A notícia vem do espaço: o brasileiro Augusto Getirana, da Nasa, a agência espacial norte-americana, analisou dados de satélites para quantificar a perda de água no Brasil.
O estudo mostra que a maioria dos meses entre 2012 e 2015 foi mais seca do que a média histórica no leste do Brasil. Os dados foram obtidos a partir dos satélites Grace (sigla em inglês para Experimento de Recuperação de Gravidade e Clima), que verificam mudanças no campo gravitacional da Terra desde 2002. Essas variações ocorrem basicamente por mudanças no volume de água no planeta, movimentação de grandes massas de gelo e também por fenômenos como terremotos. Para fazer a análise, Getirana considerou dados desde abril de 2002.
Os últimos 12 meses de dados do Grace são o período de maior escassez hídrica já observada por satélites, segundo o estudo. “Isso significa que essas regiões estão experimentando um período de seca em longo prazo, com secas extremas que ocorrem esporadicamente”, diz a análise. O mês mais seco na região foi abril de 2014. “O período seco está cada vez mais seco”, diz Getirana. “Satélites não preveem o futuro, mas a tendência é de secas mais severas”.
O hidrólogo também afirmou que estudos preliminares indicam que a gravidade da crise hídrica no sudeste brasileiro supera a seca na Califórnia – onde já foram implantados planos emergenciais. “É um alerta para os brasileiros”, diz Getirana.
Um vídeo sobre o estudo divulgado pela NASA mostra um período seco no início dos anos 2000, logo depois da crise hídrica que levou ao racionamento de energia, seguido por um período de abundância nos recursos hídricos. A seca registrada desde 2012, porém, supera em intensidade e duração a crise vivida em 2000 e 2001.
Os dados dos satélites Grace não são analisados em tempo real. O processamento leva de três a cinco meses. Por isso, o estudo de Getirana não considera o período de seca neste ano. Ainda não há como prever uma reversão do quadro de perda de volume hídrico.
De acordo com o último relatório do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o volume de chuvas ficou abaixo da média em grande parte do Brasil em setembro. No centro-sul do país, os níveis pluviométricos superaram o normal para o período – condição atribuída pelos climatologistas ao fenômeno El Niño. Para os próximos meses, o cenário é incerto. O consenso climatológico é de que haverá queda nos volumes médios de chuva na região Norte e em grande parte do Nordeste, além de parte dos estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.
Em São Paulo as chuvas devem ficar dentro da média. Se essa previsão se confirmar, a Cantareira pode chegar a dezembro com cerca de 15,7% de seu volume armazenado, de acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). No fim da estação chuvosa, em março, o volume pode ser de cerca de 43%.
 Por Cíntya Feitosa
*Este artigo foi publicado originalmente no site do Observatório do Clima, republicado em O Eco através de um acordo de conteúdo.

http://www.oeco.org.br/reportagens/crise-hidrica-comecou-em-abril-de-2012-mostram-dados-de-satelite/

ACCOCBEQ divulga programação completa da Expocapril 2015


IMG-20151110-WA0079[1]A Associação dos Criadores e Criadoras de Ovinos e Caprinos de Bequimão divulgou nesta segunda feira (9), a programação da maior Feira de Exposição de Animais da baixada maranhense.  O evento será realizado no Parque de Exposição, na MA-106, KM 30, no Povoado Frederico, Estrada que liga Bequimão ao Porto de Cujupe. A feira vai acontecer nos dias 12, 13, 14 e 15 (Quinta, Sexta, Sábado e Domingo), deste mês.
PROGRAMAÇÃO DA EXPOCAPRIL 2015
Dia 12/11/2015
  • Recepção dos animais durante o dia todo
  • 16h Gincana Cultural
Dia 13/11/2015
MANHÃ
  • Abertura oficial da Expocapril, com autoridades da região e parceiros do evento.
  • Programação Cultural: Tambor de Crioula
  • 8h às 12h – Oficina de Culinária Caprina: Ricota
TARDE
  • 14h às 18h – Oficina de Culinária Caprina: Linguiça de Cordeiro
  • Concurso: Julgamento dos Animais
NOITE
  • 19h – Concurso Garota Expocapril
Dia 14/11/2015
MANHÃ
  • 8:30h – Encontro de Governanças
  • Palestra sobre o sistema Agro Silvo Pastoril – UEMA
  • 10h – Oficina de Culinária Caprina: Linguiça de Cordeiro
  • 12h – Leilão dos Animais
TARDE
  • 14h – Laço de Bode
  • 16h – Culinária Caprina: Linguiça de Cordeiro
Dia 15/11/2015
  • Dia todo: Comercialização dos animais
  • Noite: Programação Cultural
  • Encerramento com a Banda Suing Sensual

PRO

por A Tribuna de Bequimão
http://sematurbeq.blogspot.com.br/2015/11/accocbeq-divulga-programacao-completa.html

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

IV SEDMMA discutirá temas socioambientais e territoriais entre os dias 11 e 13/11/2015


O seminário objetiva demonstrar os resultados dos trabalhos do Grupo de Pesquisa Desenvolvimento em Meio Ambiente (GEDMMA) ao longo de seus dez anos de existência

Foto IV SEDMMA discutirá temas socioambientais e territoriais entre os dias 11 e 13
SÃO LUÍS - Com o tema "Territórios, mineração e desigualdades ambientais no Brasil: diversidade sociocultural e luta por direitos", ocorre, no Centro de Ciências Humanas (CCH) da Cidade Universitária, entre os dias 11 e 13 de novembro, o IV Seminário Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (SEDMMA), promovido pelo Grupo de Pesquisa Desenvolvimento em Meio Ambiente (GEDMMA), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e ao Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA.
O seminário objetiva demonstrar os resultados dos trabalhos do grupo ao longo de dez anos de existência, promovendo debates entre os pesquisadores da área socioambiental, instituições parceiras e membros das comunidades estudadas. Segundo o professor de Sociologia do Colégio Universitário (Colun) e membro da coordenação do GEDMMA, Bartolomeu Mendonça, a proposta é evitar que seja um evento eminentemente acadêmico, mas que traga também a fala de personagens que estejam inseridos no cotidiano do campo pesquisado. “Nossa pretensão com o seminário é dialogar com essas comunidades que nós temos certo nível de inserção, a fim de pensar de forma crítica o território investigado”, ressaltou.
Nessa quarta edição do seminário, o destaque é a comemoração de dez anos do grupo de pesquisa GEDMMA e, por isso, a programação científica está voltada para a explanação dos resultados das pesquisas desenvolvidas ao longo dessa década. As mesas-redondas serão espaços de diálogos entre pesquisadores da área e representantes dos territórios sondados em pesquisas, e nos grupos de trabalhos (GTs) serão apresentados em forma de comunicação oral ou pôsteres resultados de pesquisas obtidas a partir de investigações de conflitos socioambientais do estado.
O professor Mendonça aponta que o público-alvo do evento são pesquisadores, estudantes e membros da comunidade que desejem compreender de forma crítica e consciente o que diz respeito a impactos sociais, culturais e ambientais no estado. “O objetivo é compreender, sob um viés crítico, essa atual matriz de desenvolvimento do Maranhão”, ressalta.
O evento, que acontece na segunda semana de novembro, contará também com apresentações culturais na ágora do CCH. As inscrições são feitas no site do evento e podem ser realizadas até dia 11 de novembro.
Saiba mais
Grupo de Estudos Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) é vinculado ao Departamento de Sociologia e Antropologia (Desoc) e aos programas de pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCSoc) e Políticas Públicas (PGPP) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Como resultado da iniciativa de alunos e professores do Curso de Ciências Sociais da UFMA, iniciou suas atividades no segundo semestre de 2005, dando consequência à conjunção de interesses resultantes do acúmulo de experiências de investigação realizadas junto a outros grupos de pesquisa da própria UFMA, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre 2005 e 2009, realizou a pesquisa “Modernidade, desenvolvimento e consequências socioambientais: a implantação do polo siderúrgico na Ilha de São Luís-MA”, para a qual contou com apoio financeiro do CNPq, da Fapema e da UFMA e resultou na publicação do livro “Ecos dos conflitos socioambientais: a RESEX de Tauá-Mirim”, em 2009. 
Siga a UFMA no Twitter e curta nossa página no Facebook. Envie informações à Ascom por WhatsApp(98) 98408-8434.
Revisão: Charles Mendes

Lugar: Cidade Universitária do Bacanga
Fonte: Jeane Assunção

Globo Repórter viaja pelos encantos do litoral do Maranhão


Programa desta sexta-feira (6) mostra os mistérios de um Brasil que poucos conhecem. Um paraíso onde o vento redesenha paisagens.FACEBOOK

Onde o mar encontra a floresta amazônica. Beleza e mistério no litoral do Maranhão. 
O Globo Repórter desta sexta (6) viaja por um paraíso quase desconhecido. A ilha das dunas gigantes. Um lugar onde o vento redesenha paisagens a cada dia e as casas precisam mudar de endereço para não serem engolidas pela areia.
Até a escola foi enterrada. E foi preciso construir uma nova - de madeira, para ser transportada quando for preciso.
A magnífica revoada dos guarás. O verde da floresta se cobre de vermelho.
Qual o segredo da ave que nasce com penas escuras e ganha cor tão intensa só na vida adulta?
Uma vila onde só moram cem famílias. Brasileiros que vivem da pesca e das riquezas trazidas pela maré.
A surpreendente rotina de quem depende apenas da natureza para sobreviver. E o encanto de um Brasil onde ainda se viaja de carro de boi.
Sexta (6), no Globo Repórter.

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2015/11/globo-reporter-viaja-pelos-encantos-do-litoral-do-maranhao.html

Em 2015, Maranhão teve mês mais seco em 14 anos, diz estudo na Nasa



Março teve índice mais baixo de umidade no período, segundo agência.
Dados são de pesquisa do hidrólogo brasileiro Augusto Getirana.


Mês de março doi o mais seco em 14 anos no Maranhão (Foto: Fabricio Cunha)
Mês de março foi o mais seco em 14 anos no Maranhão (Foto: Fabricio Cunha)
Em pleno período chuvoso, o Maranhão teve o mês mais seco em 14 anos. A constatação é da pesquisa do hidrólogo brasileiro Augusto Getirana do Goddard Space Flight Center da Nasa – agência espacial americana –, publicada na edição de outubro do Journal of Hydrometeorology.
Dados do Grace foram analisados por pesquisador brasileiro (Foto: Divulgação / Nasa)Dados do Grace foram analisados por pesquisador
brasileiro (Foto: Divulgação / Nasa)
Desde abril de 2012, o Estado vive uma seca prolongada, mas foi em março de 2015 que a umidade chegou ao seu mais baixo índice no período analisado pelo pesquisador brasileiro.
Nos 12 meses entre maio de 2014 e abril de 2015, o Maranhão esteve com uma média de menos 13 trilhões de litros d'água comparado com a média dos últimos anos.
Para chegar ao panorama, Getirana analisou dados dos satélites Gravity Recovery e Climate Experiment (Grace) sobre a quantidade de água armazenada em aquíferos e rios das regiões Nordeste e Sudeste do país entre 2002 e 2015. Os dados estão disponíveis até abril de 2015.
O resultado, segundo a Nasa, é alarmante: estima-se que a região perdeu, em média, 15 trilhões de litros d’água por ano no período analisado. A região, destaca a agência espacial, enfrenta a pior seca em 35 anos.
Augusto Getirana, pesquisador do Goddard Space Flight Center da Nasa (Foto: Divulgação / Nasa)Augusto Getirana, pesquisador do Goddard Space
Flight Center da Nasa (Foto: Divulgação / Nasa)
A pedido do G1, o pesquisador extraiu os valores médios mensais de armazenamento d’água no Maranhão entre abril de 2002 a abril de 2015. Após um período bem úmido, em junho de 2009, o Estado registra declínios nos índices a cada ano, chegando ao período mais crítico.
“Pode-se ver que nos últimos 14 anos, poucos meses tiveram mais água que a média. Durante quatro anos, de março de 2008 a abril de 2012, ocorreu um período bastante úmido no Estado, mas outro período de seca prolongada iniciou, chegando ao momento mais seco dos últimos 14 anos em março”, destaca Getirana.
No gráfico elaborado pelo hidrólogo, cada ponto abaixo de zero representa um mês mais seco que a média. Os dados são resultantes da subtração dos dados do Grace com os valores médios de cada mês.
Gráfico mostra evolução dos dados entre 2002 e 2015 (Foto: Augusto Getirana)Gráfico mostra evolução dos dados entre 2002 e 2015 (Foto: Augusto Getirana)
Um mapa elaborado pela Nasa mostra um contraste entre a região que registra sua pior estiagem (destacadas em vermelho), provocada pela falta de chuvas e elevação das temperaturas, e a região ocidental do país – em especial Norte e Sul –, que registram aumento da água acumulada (destacadas em azul).
Mapa mostra contraste entre regiões mais úmidas e secas do Brasil (Foto: Divulgação / Nasa)Mapa mostra contraste entre regiões mais úmidas e secas do Brasil (Foto: Divulgação / Nasa)
A maior preocupação, segundo a agência, é que a geração de 75% da energia elétrica do país é dependente de reservatórios e barragens que estão na região mais castigada pela seca.

Por: G1 MA