quinta-feira, 19 de março de 2015

Convite para Fundação do Fórum em Defesa Baixada Maranhense

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense promoverá nesta sexta (20/03) a solenidade de sua fundação oficial, a partir das 19 horas, na sede da AABB.




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terça-feira, 17 de março de 2015

Um grito de alerta pelos Awá Guajá




Não queria sair da universidade com aquela sensação de quem ao final de tudo resumiria a vida acadêmica, como era de praxe, ou continua sendo, sei lá, numa laudatória monografia recheada de citações dispersas e de correntes teóricas que não saciavam a sede do meu entusiasmo pelo jornalismo. Eu queria mais. Queria compensar um tempo perdido ou talvez justificar os dez anos cheios de hiatos deixados por greves, pela militância no movimento estudantil e por uma assiduidade pífia em sala de aula em razão dos compromissos profissionais assumidos desde muito cedo. Decidi então que escreveria não uma tese costurada por aspas de gente que jamais li, mas um livro reportagem. Fui o primeiro a correr o risco no curso de Comunicação Social da UFMA, a enfrentar o paredão de uma banca acostumada a julgar mais as referências bibliográficas penduradas em galhos de enciclopédias do que as ideias apanhadas do chão pelos próprios alunos.

Mesmo decidido a fazer um livro reportagem, me faltava ainda um tema instigante, uma história pra escarafunchar de verdade e me convencer do peso da responsabilidade de contá-la. Foi o amigo acreano Moisés Matias quem me falou pela primeira vez dos índios Awá Guajá. Falou pouco, me passou ideias vagas acerca de um povo das florestas do Maranhão que estava ameaçado de extinção. E tinha lido em algum lugar que eram índios nômades.

Pronto. Ali estava a pauta perambulando solta, quase virgem e afoita, à espera de uma atenção, de um afago. Moisés me dera a pista, troquei alguns dedos de prosa com o professor Nilson Matos, meu orientador no trabalho de conclusão do curso, disparei alguns telefonemas, marquei entrevistas e saí em busca de informações. Quatro meses de levantamento de dados, contatos com antropólogos e ativistas e mergulho em leituras. Formei um acervo de boas fontes, como o saudoso padre italiano Carlo Ubbiali, o antropólogo Mércio Pereira Gomes e o sertanista Sydney Possuelo, entre mais de quarenta pessoas entrevistadas.

A parte mais importante do trabalho era o encontro com os índios. Depois de algumas tentativas frustradas de receber autorização da Funai para entrar na área indígena dos Awá Guajá, em setembro de 1995 tomei o caminho da clandestinidade e, depois de uma viagem de trem até Auzilândia seguida de longa caminhada pelo mato e mais algumas horas de lancha por rios e igarapés, cheguei finalmente à aldeia Txipatxiá. Comecei então a decifrar, depois daquela primeira viagem, um recorte do mundo dos Awá Guajá. Observei muito, fiz anotações, me surpreendi com o que vi e ouvi e em muitos momentos me emocionei. Fotografei como um amador encantado. Muitas imagens hoje um tanto descoradas pela ação do tempo, muitas visões. Aquele era o meu primeiro olhar para dentro de um Brasil profundo. Foram duas semanas em duas viagens.

Concluí o livro e o apresentei em janeiro de 1996 à banca examinadora, que o recomendou para publicação pelo selo da editora da Universidade Federal. “Guajá, a odisseia dos últimos nômades” só fora publicado pela EDUFMA em 1998.

O livro tem para mim um valor sentimental inescapável. Retrata aquela experiência que não se mede. Talvez o escrevesse hoje com outra pena, outra pegada, mas com o mesmo alumbramento. O canto karawaiã dos Guajá quase sempre triste como o lamento do índio Irakatakoa ainda toca o meu ouvido. Estive no meio deles e fiz parte da karawarakaia, festa de preparação espiritual para a caça, um ritual raro que enaltece a força, a resistência e coragem dos bons caçadores e invade a madrugada. Ouvi de perto o tupi-guarani enraizado de Meraketxiá e Txipatxiá, os índios mais velhos da aldeia, símbolos de resistência daquele povo.

Classificados pela ong Survival International como a tribo indígena mais ameaçada do mundo, os Awá Guajá correm os mesmos riscos como há 18 anos, quando lá estive. Suas terras continuam alvo da cobiça de madeireiros, agropecuaristas e grileiros. O livro “Guajá, a odisseia dos últimos nômades” serviu de fonte de consulta para que o juiz federal José Carlos Madeira decidisse, em 30 de junho de 2009, pela tão esperada demarcação da terra Awá. A decisão histórica, contudo, ainda braceja em meio às procrastinações da justiça brasileira. Os invasores persistem nas terras dos índios transformando árvores frondosas em mobília nobre e, com o barulho da motosserra, espantando a caça para cada vez mais longe. Nos últimos dois anos, a Survival dedica-se a espalhar o seu grito de alerta pela Europa em apoio ao povo Awá Guajá. Até jogadores do famoso clube de futebol Chelsea já brandiram o lema “Salve os Awá”. O Brasil, por enquanto, desconhece essa luta.

“No coração da mata
Gente quer prosseguir
Quer durar
Quer crescer
Gente quer luzir”


Trechos do livro

A situação dos Guajá é preocupante. São índios acostumados com muita terra para perambular livremente. Há uma ameaça constante de extermínio físico e cultural. A história do povo Awá Guajá está diretamente relacionada com a trajetória de muitas populações indígenas que chegaram a ser exterminadas no início da colonização brasileira. Por ter uma origem nômade, os Guajá se resguardam dentro das matas e mantêm características culturais semelhantes aos grupos indígenas da época do Brasil Colônia. Com a diferença crucial de que esses últimos conheciam a agricultura e tiravam dela a mandioca, o milho, a batata, o feijão, o amendoim, a abóbora etc.

A história dos índios no Maranhão é apenas um reflexo da história já contada sobre os índios no Brasil. Com algumas variantes culturais, os índios no Maranhão também foram escravizados, usados como mão de obra em grandes plantações, selvagemente dizimados pela colonização e tiveram suas terras ocupadas ao longo dos anos. As missões religiosas fizeram a sua parte e mutilaram a alma e a cultura de alguns povos.

Quando os colonizadores chegaram ao Maranhão havia cerca de 250 mil índios espalhados por todo o estado. Hoje os dados da Funai anunciam uma população de pouco mais de 12 mil índios. Muitos dos povos encontrados no estado, a partir de 1612, foram extintos, como os Kenkatelê, Kapriekã, Araiose e Sakamekrã. Dos povos originários do Maranhão, sobreviveram apenas os Tenetehara (Guajajara e Tembé), Canela (Apaniekrá e Rankokamekra), Krikati e Gavião. Hoje, somam-se a eles os Urubu-Kaapor, Guajá e os Timbira da Geralda. Esses grupos estão situados em 16 áreas indígenas e dividem-se nos troncos lingüísticos Tupi (Guajajara, Tembé, Urubu-Kaapor e Guajá) e Jê da família dos Timbira (Canela-Apaniekrá, Canela-Rankokamekra, Krikati e Gavião).

As áreas indígenas do Maranhão têm uma superfície aproximada de 1 milhão 653 mil hectares, o que corresponde a cerca de 5% do território do estado. Os Awá Guajá são considerados povos tradicionalmente pacíficos. Atacam somente quando é preciso se defender. Os grupos isolados utilizam apenas o arco e a flecha feitos de fibra de tucum e de taboca. Os grupos contactados pela Funai acrescentaram ao seu convívio o uso de espingardas, facas e facões.

A convivência com outros grupos indígenas hoje pode ser considerada pacífica. No passado houve intensa disputa pelo território com os Urubu-Kaapor e com os Tenetehara. Os violentos confrontos causados pela guerra da Cabanagem, ocorrida entre os anos de 1835 e 1840, no Pará, podem ter sido a causa da migração dos Guajá da região situada entre o baixo Tocantins e o alto Moju para a direção leste. As primeiras notícias da presença dos Guajá nas matas do Maranhão datam de meados do século XIX. O antropólogo Mércio Pereira Gomes afirma em relatório que “é provável que os Guajá fizessem parte, por volta de 1500, junto com outros povos tupi-guarani, de um complexo cultural mais ou menos homogêneo”. Esse complexo seria formado pelos atuais Parakanã, Assurini, Urubu-Kaapor, Amanajós, Anambé, Tenetehara e outros grupos já extintos. Os grupos teriam se dividido em culturas específicas devido aos danos provocados pela colonização portuguesa no baixo Amazonas.

Desde a criação do primeiro posto indígena no Maranhão, em 1913, o Serviço de Proteção ao Índio (o antigo SPI, que depois deu origem à Funai) tomou conhecimento da existência dos Guajá. A população estimada era de aproximadamente 600 índios. Com o início dos anos 1930 essa população aumentou significativamente e chegou a quase mil índios na década de 1950. Estudos históricos contam que esse aumento se deu por quedas demográficas entre os Guajajara, Tembé e Urubu-Kaapor, tradicionais “inimigos” dos Guajá, provocadas por diversas epidemias. Mas os Guajá tiveram que enfrentar outra situação adversa. Vários lavradores provenientes dos vales dos rios Mearim e Itapecuru e de cidades do interior do Nordeste, tangidos pela seca, iniciaram a ocupação de terras nos vales dos rios Pindaré, Caru e Gurupi, área tradicional de perambulação dos índios. Os confrontos foram suficientes para reduzir drasticamente a população Guajá.

Algumas tentativas isoladas de contato foram feitas até o início da década de 1970. Mas foi em março de 1973 que uma equipe de funcionários da Funai e a antropóloga Valéria Parise fizeram oficialmente o primeiro contato com um grupo de 13 índios Guajá, na parte alta do rio Turiaçu. Pouco tempo depois foi criado o posto indígena Guajá, na área Alto Turiaçu, onde também vivem os índios Urubu-Kaapor.

Os contatos intensificaram-se de lá para cá e hoje existem cerca de 200 índios* registrados pela Funai e vivendo em aldeias próximas aos postos indígenas. Cada posto é assistido por um chefe, um enfermeiro e mais dois ou três funcionários. José Damasceno** está à frente do posto Awá há um ano, mas já havia trabalhado com os Guajá em épocas passadas. Além de televisão com parabólica, o posto conta também com geladeira, fogão e rádio-amador.

Hoje os índios ocupam os vales dos rios Gurupi, Turiaçu, Caru e Pindaré e estão espalhados também pelas serras do Tiracambu e da Desordem, na Reserva Biológica do Gurupi. Os grupos Guajá são formados por uma média de seis famílias e reúnem aproximadamente 30 pessoas. As aldeias de Txipatxiá e da reserva Alto Turiaçu, devido ao longo tempo de contato com a Funai, já extrapolaram esse "limite". Vivem basicamente da caça, da pesca e da coleta de frutos e armam seus acampamentos nas proximidades dos babaçuais. Da palmeira do babaçu, além da palha para cobrir os tapiris, retiram o coco para a alimentação.

Percebe-se logo que os grupos já integrados à Funai apresentam níveis razoáveis de aculturação. Os índios que permanecem isolados na mata preservam as características originais do povo Guajá.

- Hoje os índios Guajá contactados não querem andar nus. Por influência do branco, eles procuram estar sempre de roupa na comunidade, a não ser quando estão tomando banho de rio. As roupas são doadas por nós – diz o técnico da Funai.

Não existe chefe nas comunidades Guajá. As decisões são sempre tomadas em conjunto, por homens e mulheres. Na aldeia próxima ao posto de Damasceno prevalece a liderança informal dos índios Txipatxiá e Meraketxiá, que é o casal mais idoso. Essa "liderança" entre os Guajá é baseada em conceitos de bravura, de coragem. E a caça tem um significado para eles de tradição, respeito e virilidade. Txipaxiá e Meraketxiá são ouvidos e respeitados em tudo o que se refere aos interesses da aldeia. Meraketxiá, além de conselheira, atua como a parteira e todos a chamam de mãe na comunidade.

Os Guajá, ao contrário do povo Guajajara, não se pintam. Também não existe a figura do curandeiro ou pajé. A alimentação preferida é o macaco capelão e guariba, a cobra jibóia, o jabuti, a farinha de mandioca, o peixe e algumas frutas. Quando os índios voltam da caça, dividem o que foi coletado entre todos da aldeia. Não usam sal nos animais que trazem da caça, apenas nos peixes. A pesca do mandi, da sardinha, da piranha, do surubim e da arraia é feita com flecha ou anzol. Na aldeia de Txipatxiá utiliza-se o fósforo e panelas de alumínio para o preparo da comida.

- Se durante a caça eles abatem uma guariba que tem filhote, trazem o filhote para a aldeia e criam como se fosse um membro da família - informa o chefe do posto Awá.

As crianças brincam e, eventualmente, ajudam no plantio da mandioca ou caçam pequenas aves. Os homens, quando estão nus, amarram o prepúcio com fibra feita da palmeira do tucum. As índias amamentam os seus filhos até os 4 anos de idade. Amamentam também os filhotes de macaco, porco do mato, cutia e outros mamíferos de sua criação. Os funcionários da Funai dizem que os índios têm esses animais como parte da família.

A mulher Guajá casa-se com 6 ou 7 anos de idade. Desde cedo ela é "prometida" a alguém da família. Casa-se com um índio já adulto e passa a dormir com ele. A relação sexual, no entanto, acontece somente depois da primeira menstruação da índia. A mulher menstruada fica a maior parte do tempo deitada e não pode tocar nas armas dos índios.

- É pra não dá azar - explica o índio Takamã.

Os homens só casam depois de adultos, quando começam a participar dos grupos de caça. O índio pode ter mais de uma mulher. Em alguns casos, a mulher também pode ter mais de um marido. Na aldeia próxima ao posto Awá, quando Mereketxiá morrer, a pequena Yauatraí, que é sua neta, de aproximadamente 12 anos, se casará com Txipatxiá.

Depois que o homem Guajá casa, todo o resultado de seu trabalho é destinado à família da mulher. As índias ajudam na caça, na retirada de lenha, na plantação de mandioca e no preparo da farinha, além de cuidarem da casa. A comida é feita tanto pelo homem como pela mulher. Há um detalhe, porém, com relação às mulheres. Quando têm filhos pequenos, em fase de amamentação, as índias dedicam o tempo a eles, abdicando de outras atividades.

Chega a noite. É hora de ir à aldeia conhecer um pouco mais sobre os índios. A picada que nos leva aos Guajá é estreita e a escuridão da noite lembra uma longa madrugada. Durante a caminhada, o medo de onça e cobras é aparente.

O único ritual que movimenta a cultura Guajá é a realização da karawarakaia, uma espécie de preparação espiritual para a caça, em noite de lua cheia. Os homens cobrem parte do corpo com pena de gavião, usam pena de tucano nos braços e no cocar. Dançam e cantam dentro e fora de uma cabana coberta de palha, a takaia. A família reverencia o caçador ajudando-o a cantar. Quando o dia amanhece, saem para a caça e só voltam para a aldeia depois de semanas ou meses. Eles utilizam também o canto karawaiã e a dança em noites de reunião ou de festa na aldeia. 

Ernst Götsch, o brasileiro da agrofloresta que o Brasil desconhece




Ernst GötshQuando vi, por acaso, o belíssimo documentário Neste chão tudo dá, ou sua versão reduzida, realizado por Felipe Pasini, Ilana Nina e Monica Soffiatti, fiquei impressionado não só com a simplicidade genial do vídeo, mas principalmente por não entender porque o Brasil, todo o Brasil, não conhece esse trabalho espantoso sobre solos ruins e degradados.

O documentário é de 2008
. Sim, já são 7 anos. No Google não há notícias sobre Götsch na grande mídia brasileira, nunca foi convidado para o Roda Viva, óbvio…
Ernst Götsch, claro, com esse nome não é brasileiro de nascimento, mas suíço. Ele chegou ao Brasil em 1982 e desde 1984 vive em uma fazenda no sul da Bahia. Mas seu trabalho o faz um grande brasileiro desconhecido fora de sua área de atuação. Veja abaixo texto de Dayane Andrade e o documentário.
“O nome da Fazenda [de Ernst], como de costume na região, era uma crônica da realidade local: “Fazenda Fugidos da Terra Seca”. Aproximadamente 500 hectares de terra tornada improdutiva devido às práticas de: corte de madeira, repetidos ciclos de cultivo de mandioca nas encostas dos morros, criação de suínos nas baixadas e formação de pastagens por meio de fogo ao longo das margens da estrada que corta a fazenda. Ali continuaria o desenvolvimento obssessivo de seus experimentos em Sistemas Agroflorestais Sucessionais, alcançando alta produtividade em grande variedade de espécies vegetais, com destaque para o cacau e a banana. Além de alimentar sua família e dali tirar sua renda, a consequência de sua intervenção pôde ser empiricamente observada mais tarde. A Mata Atlântica ressurgia na área, com todas as suas características de flora e fauna. Hoje são cerca de 410 hectares de área reflorestada, dos quais 350 foram transformados em RPPN, além de 120 hectares de Reserva Legal. Cerca de 14 nascentes ressurgiram na fazenda que hoje, seguindo a tradição cronista, passou a chamar-se “Fazenda Olhos d’Água”.
Referência internacional em Sistemas Agroflorestais Sucessionais, Ernst Gotsch desenvolveu uma apurada técnica de plantio cujos princípios e práticas podem ser aplicados a diferentes ecossistemas. “Amazônia, Cerrado, Altiplano Boliviano, Caatinga, eu vi que todos esses lugares podem ser um paraíso quando bem trabalhados”. Com uma visão da agricultura que reconcilia o ser humano com o meio ambiente, Gotsch tem artigos publicados, mas nunca escreveu sobre o conjunto de suas observações, pois acredita que sua pesquisa não está acabada. E, mesmo sobre as conclusões a que já chegou, diz que “não há o que ser dito, pois é óbvio”, com a clareza daquilo que dá certo que, naturalmente, nos salta aos olhos”

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Bequimão participa da II reunião do Fórum da Baixada Maranhense



O Prefeito Zé Martins esteve presente a II reunião do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense realizada no ultimo sábado (14/03), no auditório da TV Assembleia em São Luís (MA). Entre a pauta da reunião estava às questões de desenvolvimento humano e a qualidade de vida da população dos municípios da Baixada Maranhense.

Prefeito Zé Martins durante reunião do Fórum da Baixada Maranhense


Zé Martins ratificou os objetivos do Fórum no estabelecimento de um canal de interlocução com as diversas esferas do Poder Público para discussão e reivindicação das necessidades históricas da nossa microrregião, e consequentemente do município de Bequimão (MA). “Vamos unir forças para que nossas demandas sejam respeitadas e realizadas”, frisou o prefeito.


 a plenária 

A Baixada Maranhense

Microrregião de 20 mil quilômetros quadrados, composta por 21 municípios e habitada por mais de 500.000 habitantes. Na estação chuvosa, a Baixada se transforma em uma imensa planície alagada, que forma o majestoso “Pantanal Maranhense”, com toda a sua diversidade de fauna e de flora que ornamentam os seus campos naturais. É um santuário ecológico de rara beleza onde a paisagem muda de acordo com a época do ano. É uma região vocacionada ao ecoturismo sustentável.


O Fórum

A finalidade de articular a criação do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, como entidade da sociedade civil organizada, cujo objetivo é estabelecer um canal de interlocução com as diversas esferas do Poder Público para discussão das necessidades pertinentes à microrregião, como a construção de barragens, o projeto diques da Baixada e a construção da ponte Bequimão-Central do Maranhão. 

O coordenador do Fórum, Fábio Braga, afirmou “Nós temos uma região de riqueza natural ímpar, mas continuamos isolados de programas que possam potencializar esta riqueza e transforma-la em renda para os baixadeiros”. Na concepção do Fórum obstáculos como o da infraestrutura devem ser superados com comprometimento dos gestores com a microrregião.

Na oportunidade foi lançada cartilha sobre a Baixada Maranhense

Investimentos e Projetos


Como resposta as demandas do Fórum, durante a reunião foi confirmada autorização pelo governador para a construção de cinco barragens na região, entre elas, a barragem de Maria Rita, beneficiando as cidades de Bequimão, Peri-Mirim, Palmeirândia e São Bento. Além, da assinatura da ordem de serviço para elaboração do projeto da Ponte Central -Bequimão. A construção da ponte facilitará o acesso da capital aos municípios da região. A obra tem 600 metros de extensão e reduzirá em 32 km a distância para chegar a MA-106, que dá acesso ao Cujupe.


João Martins (Sebrae/MA) durante exposição dos APL`s


Ainda como principal pauta desta reunião, o superintendente do SEBRAE/MA, João Martins, apresentou painel sobre os Arranjos Produtivos na Baixada, os setores prioritários para investimentos na microrregião. João Martins enfatizou o projeto de desenvolvimento territorial integrado para região que esta em fase de planejamento, e observou que as potencialidades da região precisam ser aproveitadas. Entre os setores prioritários na Baixada: a caprinocultura; mandiocultura; apicultura/meliponicultura; piscicultura/aquicultura e a agroindústria de alimentos.





Agenda

Foi confirmada para o dia 20 de março (sexta- feira) a solenidade e coquetel de fundação do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense em São Luís (MA).




Por: SEMATUR/Bequimão
http://sematurbeq.blogspot.com.br/2015/03/prefeito-ze-martins-participa-da-ii.html

sábado, 14 de março de 2015

CERMANGUE apresentará trabalho no 8 WEEC - Congresso Mundial de Educação Ambiental - em Gothenburg, Suécia


 O Cermangue apresentará o trabalho *Participatory mapping of coastal dynamics for addressing resource conflicts and climate change scenarios in a tropical fishermen community  no 8 Congresso Mundial de Educação Ambiental que será realizado na cidade de Gothenburg, Suécia, de 29 de Junho a 2 de Julho de 2015. 

Com o Tema As Pessoas e o Planeta: como desenvolver juntos?  o  mais importante evento de Educação Ambiental confirma sua atuação na integração da educação e cultura com a ciência e a tecnologia na busca de soluções coletivas  envolvendo educadores, cientistas, gestores públicos, voluntários e demais segmentos da sociedade.

O que: 8 WEEC - 8 Congresso Mundial de Educação Ambiental
Onde: Gothenburg, Suécia.
Quando: 29 de Junho a 02 de Julho de 2015 


* Traduçao do título do trabalho: Mapeamento participativo da dinâmica costeira visando cenários de mudanças climáticas e conflitos de recursos, numa comunidade pesqueira tropical.

http://cermangueufma.blogspot.com.br/

Série Floresta dos Guarás . Os manguezais das Reentrâncias Maranhenses.


A Série Floresta dos Guarás é uma divulgação dos patrimônios socioambientais dos municípios das Reentrâncias Maranhenses, onde o LAMA/CERMANGUE da UFMA realiza projetos de pesquisa e educação ambiental . FOTO: manguezal de Mãe d'Água, município de Apicum Açu.

http://cermangueufma.blogspot.com.br/

O Fundo Socioambiental CASA lança Edital, fruto da parceria com o FSA CAIXA



CAIXA E CASA FOTO
Fundo Socioambiental CASA lança seu I Edital, fruto da parceria com o FSA CAIXA
FORTALECIMENTO DE COMUNIDADES NA BUSCA PELA SUSTENTABILIDADE
O Fundo Socioambiental CASA lança o primeiro Edital FORTALECIMENTO DE COMUNIDADES NA BUSCA PELA SUSTENTABILIDADEno valor de R$1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), fruto da parceria com o Fundo Socioambiental CAIXA. Este Edital visa promover o fortalecimento das organizações e movimentos de base (núcleos urbanos e rurais) do Brasil por meio do apoio a projetos comunitários de atéR$ 30.000,00 cada, pelo período de 01 ano.
Essa parceria surgiu do interesse comum de ambas instituições de assegurar aos pequenos grupos de base por todo o território nacional o acesso a recursos financeiros para executar seus próprios projetos de melhoria de sua condição de vida junto àproteção e/ou recuperação dos lugares onde vivem.
Em 1987, o Relatório Brundtland da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento usou pela primeira vez o conceito de desenvolvimento sustentável. Conhecido como Nosso Futuro Comum, o relatório tem como premissa fundamental garantir a sobrevivência humana no planeta por todas as gerações vindouras.
O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.
O crescente aumento populacional, a industrialização e a urbanização, ao se basearem em condições ambientais e sociais insustentáveis a longo prazo, têm levado a uma progressiva deterioração dos recursos naturais. O desmatamento das florestas, as alterações climáticas e o abuso permanente dos recursos hídricos são apenas alguns dos problemas ambientais gerados por este modelo de desenvolvimento que estálevando ao limite a habilidade dos ecossistemas de continuarem sustentando a vida na Terra.
O desenvolvimento sustentável preconiza que a sociedade precisa passar por mudanças tanto políticas, quanto sociais e econômicas. Para o NOSSO FUTURO COMUM (1987) não basta o crescimento econômico, étambém essencial gerar oportunidades de avanços, de transformação de forma equânime e integrando as dimensões sociais e ambientais viabilizando o desenvolvimento sustentável.
Acreditamos que essa parceria seráde grande valia para o Brasil, por viabilizar a chegada de recursos aos grupos mais excluídos da nossa sociedade, e aos que mais tem a contribuir para o fortalecimento de uma sociedade mais justa e democrática.
SOBRE NÓS:
Fundo Socioambiental CAIXA
O Fundo Socioambiental CAIXA (FSA CAIXA), lançado pela Caixa Econômica Federal em 2010 é um fundo constituído por recursos correspondentes a até 2% do lucro líquido da Empresa e que visa a apoiar financeiramente projetos de caráter social e ambiental, cujo objetivo éconsolidar e ampliar a atuação da CAIXA no incentivo a ações que promovam o desenvolvimento sustentável.
O apoio do FSA CAIXA destina-se a ações socioambientais promotoras da cidadania, principalmente nas áreas de habitação de interesse social, saneamento ambiental, gestão ambiental, geração de trabalho e renda, saúde, educação, desportos, cultura, justiça, alimentação, desenvolvimento institucional, desenvolvimento rural, entre outras vinculadas ao desenvolvimento sustentável, com foco prioritário na população de baixa renda.

Fundo Socioambiental CASA
Criado em 2005, o Fundo Socioambiental CASA éuma organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de mobilizar recursos no Brasil e no exterior para ampliar a atuação das organizações da sociedade civil que lidam com os desafios da sustentabilidade ambiental e social como parte dos processos de erradicação da pobreza, fortalecimento da democracia, promoção da justiça, da dignidade e da qualidade de vida no Brasil e América do Sul.
O Fundo Socioambiental CASA financia pequenos projetos de entidades socioambientais para ampliar sua capacidade de negociação e o desenvolvimento institucional. Assim, busca criar condições para que pessoas e grupos se fortaleçam e consigam melhores resultados nas suas ações, visando àsustentabilidade socioambiental no território sul-americano.
Acesse no link abaixo oEdital e o formulário para apresentação do projeto:

http://www.casa.org.br/pt/noticias/866-o-fundo-socioambiental-casa-lanca-seu-i-edital-fruto-da-parceria-com-o-fsa-caixa-fortalecimento-de-comunidades-na-busca-pela-sustentabilidade