quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Palmares certifica comunidade quilombola de Jamary dos Pretos em Turiaçú (MA)

Turiacu(MA)
Turiacu(MA)


A Fundação Cultural Palmares acaba de certificar mais 24 comunidades como remanescentes de quilombos na Bahia, Alagoas e Maranhão.

Os nomes de todas elas estão publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (20).
Das 24 comunidades, 22 são de cidades baianas. No Maranhão a comunidade titulada foi Jamary dos Pretos localizada no município de Turiaçu.

veja no diário oficial:   http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=10&data=20/08/2014

Por: Portal Brasil

www.brasil.gov.br

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Famoso por ensaio com crianças albinas, fotógrafo Alexandre Severo morre em acidente com Eduardo Campos


Alexandre Severo foi premiado pelo ensaio da família negra com filhos albinos em 2009 Foto: Alexandre Severo / Divulgação
Alexandre Severo foi premiado pelo ensaio da família negra com filhos albinos em 2009 Foto: Alexandre Severo / Divulgação
O pernambucano ficou famoso pelo ensaio À Flor da Pele e atuava como fotógrafo da campanha do presidenciável.
Entre as mortes causadas pelo acidente que também causou a morte do candidato à presidência da República Eduardo Campos nesta quarta-feira, está uma triste perda para a fotografia. O pernambucano Alexandre Severo, que ganhou notoriedade em 2009 ao produzir o ensaio “À Flor da Pele”, também estava a bordo do jato que matou sete pessoas.
A reportagem é publicada no portal do jornal Zero Hora, 13-08-2014.
As fotos produzidas por Severo acompanharam a matéria de mesmo nome publicada no Jornal do Commercio em 30 e 31 de agosto de 2009. Pelas imagens, Severo ganhou menção honrosa no 31º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Nas fotos, Severo retratava o dia a dia de três irmãos albinos nascidos em uma família de negros na periferia de Olinda. O ensaio foi amplamente compartilhado nas redes sociais desde então.
Além disso, o fotógrafo contava publicações na Revista Time, exposições na 5ª Bienal Argentina de Fotografía Documental, no Paraty em Foco, em 2009, no Tate Modern, em Londres.
Alexandre Severo tinha 36 anos e vivia em São Paulo. Atualmente, atuava como fotógrafo da campanha de Eduardo Campos.


Foto: Alexandre Severo
Foto: Alexandre Severo

http://racismoambiental.net.br/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

MMA faz consulta sobre estudo de áreas das zonas costeira e marinha


    Giba/MMAZona costeira: decisão participativaZona costeira: decisão participativa
    Órgãos ambientais dos estados e municípios costeiros, gestores de Unidades de Conservação e pesquisadores estão entre o público-alvo

    LUCIENE DE ASSIS

    O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realiza, até o dia 15 de setembro, consulta para atualizar informações sobre as áreas prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade das zonas costeira e marinha, reconhecidas pela Portaria MMA nº 9/2007. O trabalho está sob a coordenação da área técnica do Departamento de Biodiversidade Aquática, Mar e Antártica (DMar/MMA) e visa subsidiar o processo de atualização de informações sobre essas áreas.

    Para tanto, o órgão está consultando os principais envolvidos no processo “Áreas Prioritárias de 2007”, com avaliação do impacto dessas informações na formulação de políticas para as zonas costeira e marinha e sugestões para o processo de revisão atual. O público-alvo da consulta são os órgãos ambientais dos estados e municípios costeiros de todo o Brasil, gestores de Unidades de Conservação, pesquisadores de universidades e representantes de organizações não governamentais (ONGs) voltados a atividades nas zonas costeira e marinha, além de superintendências e escritórios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    ATUALIZAÇÃO

    Para participar da consulta, a pessoa designada por cada entidade deve preencher o formulário disponível no endereço eletrônico www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-aquatica/zona-costeira-e-marinha/areas-prioritarias-para-conservacao. O formulário é formado por quatro blocos com os seguintes itens: responsável pelo preenchimento; participação no processo anterior; impacto do mapa atual; e sugestões ao processo de atualização. Depois de preencher todos os campos, é só clicar em “Enviar” para concluir o processo.

    A avaliação levará em conta o impacto dessas áreas na formulação e implantação de políticas públicas, programas, projetos e atividades voltados à conservação da biodiversidade; uso sustentável de componentes da diversidade biológica; recuperação de áreas degradadas e de espécies sobre-explotadas (aquelas cuja condição de captura de uma ou todas as classes de idade em uma população são tão elevadas que reduz a biomassa, o potencial de desova e as capturas no futuro a níveis inferiores aos de segurança) ou ameaçadas de extinção. As novas informações permitirão verificar a real utilização e eficiência das áreas prioritárias para conservação.

    http://www.mma.gov.br/

    quarta-feira, 6 de agosto de 2014

    Vasta biodiversidade, formações rochosas e cachoeiras são marcas do Vale do rio Itapecuru


    Vasta biodiversidade, formações rochosas e cachoeiras são marcas do Vale do rio Itapecuru
    São 1.050 quilômetros desde a nascente, nos contrafortes das serras da Crueira, Itapecuru e Alpercatas, até a desembocadura na baía do Arraial, ao sul da ilha de São Luís. Esse é o rio Itapecuru, genuinamente maranhense, que percorre cerca de 16% das terras do Maranhão – limitando-se ao sul e leste com a bacia do rio Parnaíba através da serra do Itapecuru, chapada do Azeitão e outras pequenas elevações; ao sudoeste e oeste com a bacia do Mearim; e ao nordeste com a bacia do Munim.
    O rio Itapecuru está inserido no Vale do Itapecuru, que tem superfície de 52,5 mil km², um total de 55 municípios e população de 1.622.875 habitantes, de acordo com o IBGE. Desses municípios, 20 estão totalmente dentro da bacia, e os demais 35 estão parcialmente inseridos no vale – ou seja, parte de seus territórios extrapola os limites da bacia hidrográfica.
    Os principais afluentes do rio Itapecuru são os rios Alpercatas, Corrente, Pericumã, Santo Amaro, Itapecuruzinho, Peritoró, Tapuia, Pirapemas, Gameleira e Codozinho. Ele atinge sua foz ao chegar à baía do Arraial através de dois braços: Tucha, o principal, e Mojó, o secundário. Após cumprir seu percurso, deságua no Oceano Atlântico.
    A vegetação predominante nas margens do rio Itapecuru é a palmeira de babaçu, mas também é possível encontrar tucum, macaúba, burití e buritirana. É comum encontrar árvores frondosas como ingazeira, pau pombo, aroeira, jatobá, bacuri, catinga-de-porco, maçaranduba, jatobá, piquí, cedro, sapucaia, tamarindo, timbó, gameleira, mulundu, araçá, sucupira e fava-danta.
    Os animais predominantes na bacia são de pequeno porte, como paca, tatu, mambira, cobra, jacaré, camaleão, tiú, jabutí, guaxinim, macaco, cotia e raposa. Os pássaros nativos da região são sabiá, bem-te-vi, pica-pau, juriti, rolinha, xexéu, bico-de-agulha, nambu, gavião, garça, jaçanã, marreco, anum, chico-preto, bigode, bico-de-brasa, vimvim, pipira, sangue-de-boi, joão-de-barro, galinha-d’água, frango-d’água, socó e martim-pescador.
    Rio ItapecuruAs espécies de peixes mais comuns na bacia do Itapecuru são piaba, piau-cachorro, pacú, curimatã, mandi-açu, bicudo, mandi-liso, cachorro, pescadinha, piau-de-coco, tubi, calabanje, bagre, viola, boi-acari, sarapó cascudo, serra, grangiola, cachimbo e camarão.
    Os moradores do Médio e Baixo Itapecuru habitualmente usam os primeiros vinte metros das margens para plantação de culturas de feijão, milho, melancia, maxixe e quiabo. A proximidade com a calha do rio é o fator preponderante neste uso do solo, pois a irrigação é feita manualmente.

    Chapada das Mesas
    Encravada no Vale do Itapecuru, a região Sul do Maranhão abriga um cenário natural mágico e grandioso. Afastada do litoral, em meio à vegetação característica do cerrado brasileiro, é possível encontrar paisagens deslumbrantes, serras azuis, florestas de buritizais e águas cristalinas que nascem nas montanhas rochosas para formar deliciosas cachoeiras.
    Em meio à vegetação exuberante estão depositados os mais belos segredos: cachoeiras maravilhosas e até pinturas rupestres. O relevo da Chapada das Mesas exibe curiosas formações rochosas, semelhantes a gigantescas esculturas naturais.
    Começa na altura do município de Barra do Corda, famoso por seus rios de águas cristalinas e tribos indígenas; passa pelo Parque Estadual do Mirador, onde está uma das maiores áreas preservadas de cerrados da América do Sul; desce até Riachão, Carolina, Balsas e Alto Parnaíba, no extremo sul do estado, já na fronteira com Piauí e Tocantins.
    O município de Carolina, a 820 km de São Luís e a 220 km de Imperatriz, concentra as maiores atrações, mas novos paraísos estão sendo descobertos nos municípios de Riachão e Balsas. São dezenas de cachoeiras espalhadas pela Chapada das Mesas, como a de Santa Bárbara e a de Itapecuruzinho. Mas a mais espetacular é a cachoeira da Pedra Caída, onde uma queda d’água de mais de 50 metros despenca entre imensos paredões de rochas.
    Com mais disposição, o sertão maranhense convida a aventuras inesquecíveis. Para alcançar outras cachoeiras famosas é preciso enfrentar as areias do caminho, mas as surpresas compensam qualquer sacrifício. As opções variam do lazer à aventura: apreciar a paisagem, olhar as estrelas na noite, passear pelas matas, acompanhar rios de água cristalina pelas montanhas, tomar banho em cachoeiras energizantes, ou então seguir com a turma do trecking ou do rappel para aventuras e desafios inesquecíveis. O acesso rodoviário é possível pelo município de Carolina; e o aéreo, por fretamento.

    Veja fotos no perfil da Codevasf no Flickr:
    https://www.flickr.com/photos/125791564@N08/sets/72157645481966204/

    Fontes: 
    - portal oficial de Turismo do Maranhão: http://www.turismo-ma.com.br/
    - estudo publicado no site da ABRH, feito conjuntamente por pesquisadores da CAEMA e da UFMA : http://bit.ly/1o9f3FT


    Fotos: Otávio Nogueira

    http://www.codevasf.gov.br/

    Bacia do Mearim é a maior do Maranhão


    Bacia do Mearim é a maior do Maranhão
    A bacia hidrográfica do rio Mearim é a maior do Maranhão e ocupa 29,84% da área total do estado – aproximadamente 99.058 quilômetros quadrados – em 83 municípios, que juntos somam 1.681.307 habitantes – o que representa 25,6% da população maranhense, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    O rio Mearim, com 930 quilômetros de extensão, nasce na serra da Menina, entre os municípios de Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras e São Pedro dos Crentes – em altitude entre 400 e 500 metros aproximadamente – e deságua na baía de São Marcos, entre a capital São Luís e o município de Alcântara. Na foz do Mearim encontra-se a maior área contínua de mangues do país – uma área de aproximadamente 30 mil hectares, conhecida como ilha dos Caranguejos.
    Assim como o rio Itapecuru, outro genuinamente maranhense, o Mearim é considerado um dos mais importantes do estado. O rio está dividido em três trechos principais: Alto, Médio e Baixo Mearim. O Alto Mearim, com cerca de 400 quilômetros de extensão, compreende o trecho entre as cabeceiras e a barra do rio das Flores. O Médio Mearim alcança o trecho entre a barra do rio das Flores e o Seco das Almas, com aproximadamente 180 quilômetros de extensão. Já o Baixo Mearim estende-se do trecho entre o Seco das Almas e a foz na baía de São Marcos – em cerca de 170 quilômetros de extensão.
    Os principais afluentes do rio Mearim são os rios Pindaré e Grajaú. O primeiro deságua a cerca de 20 quilômetros da foz do Mearim, enquanto o segundo flui por meio do canal do Rigô encontrando o rio Mearim na área do Golfão Maranhense.
    Rio MearimDos 83 municípios que integram a bacia do Mearim, 65 possuem sedes localizadas dentro dela, onde 50 municípios estão totalmente inseridos na bacia. De acordo com o IBGE, a população urbana da bacia hidrográfica do rio Mearim é formada por 872.660 pessoas, enquanto a população rural é de 808.647 habitantes, ou seja, 48,1% da população da bacia. Os municípios mais populosos são Bacabal, Barra do Corda, Grajaú, Lago da Pedra, Presidente Dutra, Viana e Zé Doca.
    Fotos: Hans Braegelmann
    Veja fotos ilustrativas no Flickr da Codevasf:

    http://www.codevasf.gov.br/

    segunda-feira, 21 de julho de 2014

    Eleitos Suplentes do Conselho Estadual de Recursos Hídricos Segmento Sociedade Civil Organizada



                         

    No último dia 02 de julho, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão realizou, no auditório da SEMA, no edifício anexo, localizado à Rua dos Búzios, Calhau, em São Luís, a Assembléia Deliberativa de Eleição dos Suplentes do Segmento Sociedade Civil Organizada do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH).

    Estiveram presentes à assembléia deliberativa 12 entidades que concorreram a 07 vagas que foram preenchidas mediante processo eleitoral previsto no Regulamento da Assembléia.
    A Sema já enviou o Decreto de Nomeação dos novos Conselheiros Estaduais de Recursos Hídricos (CONERH) à Casa Civil para assinatura da Governadora do Maranhão, Roseana Sarney.
    A Secretária Executiva dos Conselhos, Ana Cristina Fontoura, disse que o processo eleitoral do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH é apenas o início de uma nova etapa. Após a nomeação dos novos Conselheiros terão início as reuniões ordinárias e extraordinárias nas quais serão realizadas análises e tomadas decisões fundamentais para a gestão dos recursos hídricos do nosso estado.
    “Esperamos que os conselheiros eleitos sejam parceiros da SEMA e que visem o progresso da gestão das nossas águas de modo que o trabalho a ser realizado preze pelo empenho e pela união”, destacou.

    http://www.sema.ma.gov.br/paginas/view/default.aspx#1

    Avanços e preocupações com as unidades de conservação


    Em 18 de julho de 2000, por meio da Lei 9.985, o Governo Federal criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) – com a promessa de estabelecer um mecanismo robusto para assegurar a criação, implantação e gestão de unidades de conservação (UCs) no Brasil. 
    As UCs, tais como parques, reservas extrativistas e reservas privadas (ou RPPNs), representam um patrimônio nacional de valor inestimável, com um potencial enorme para promover benefícios significativos ao bem-estar humano e ao desenvolvimento do país, de forma racional e sustentada. 
    A existência dessas áreas gera benefícios para toda a sociedade, por meio dos chamados serviços ambientais - além de resguardar este patrimônio natural para as futuras gerações. 
    Entre o serviços ambientais realizados pelas UCs estão o fornecimento contínuo de água de boa qualidade; a melhoria microclimática nas regiões com temperaturas extremas e excesso de poluição; a polinização, que garante a alta produtividade dos cultivos agrícolas, banco genético, proteção e conservação do solo; a proteção de encostas diminuindo a gravidade dos desastres naturais; a mitigação aos efeitos das mudanças climáticas; a sanidade da produção agropecuária, entre outros.  
    No entanto, passados 14 anos de criação do SNUC, a sensação é de que o país tem avançado lentamente no que diz respeito à conservação de sua biodiversidade. Apesar de todo esse tempo, o SNUC não tem uma estratégia de longo prazo para a consolidação do sistema e não tem um plano que garanta sua sustentabilidade financeira. 
    “A existência das UCs não consegue frear os ímpetos de um modelo que busca o desenvolvimento econômico a qualquer custo. O resultado disso tem sido o surgimento, nos últimos anos, de uma série de projetos de lei que pretendem alterar os limites ou objetivos de criação dessas áreas”, afirmou o Superintendente de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Jean Timmers.   
    O Brasil tem hoje cerca de 17% de seu território protegido por UCs. Embora pareça significativo, o número esconde contradições. Na Caatinga, por exemplo, há menos de 8% de toda a sua região dentro de áreas protegidas – e somente 2% são do tipo Proteção Integral. No Pantanal, apenas cerca de 5% de sua área total está protegida; no Pampa, menos de 3%. Para o bioma marinho, esse valor não chega a 1,5%.

     Do WWF