segunda-feira, 31 de março de 2014

Bequimão recebe equipe do Instituto Chico Mendes para discutir criação da Resex Itapetininga



No ultimo dia 17/03, Bequimão recebeu técnicos do ICMBIO que em reunião no auditório do STTR discutiram sobre a criação da Reserva Extrativista do Itapetininga. A Resex funciona como Unidade de Conservação que têm como princípio o uso sustentável dos recursos naturais, envolvendo as comunidades que sobrevivem do extrativismo e que participam das decisões a serem tomadas.



A área de abrangência da Resex Itapetininga compreende cerca de 1.052 famílias, em 14 povoados. Este processo teve inicio ainda em 2007. Com a solicitação ao ICMBIO, foram feitos abaixo-assinados, oficinas nos povoados e a realização dos estudos socioambientais, e do levantamento fundiário da área, bem como de suas delimitações.



Nesta reunião foi encaminhado aos parceiros a necessidade de atualizar os dados referentes às comunidades locais e a ratificar os limites da Reserva do Itapetininga. Atualmente engloba a microbacia do Rio Itapetininga até as proximidades com a Baía de Cumã e a BR-308.




Estiveram presentes a reunião com o ICMBIO os representantes do STTR de Bequimão, do Fórum Carajás, da Colônia de Pescadores Z-38, Ong Reentrâncias, de Associações Comunitárias e Quilombolas, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo-SEMATUR, Secretaria de Pesca e Aquicultura-SEMPA e da Secretaria de Agricultura. Após a reunião no STTR os técnicos do ICMBIO visitaram o Secretário Municipal de Administração, José Orlando, que afirmou o compromisso da gestão atual no processo de criação da Reserva e no apoio do poder público municipal na realização da futura Audiência Pública.



O que é uma Reserva Extrativista:

A Reserva Extrativista é uma área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade. A Resex é de domínio público, com uso concedido às populações extrativistas tradicionais, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas.


Por: SEMATUR/Bequimão/MA
Fotos: Fórum Carajás
http://sematurbeq.blogspot.com.br/

sábado, 29 de março de 2014

Brasil é criticado na OEA por abuso de direitos


Josias Munduruku, Alaíde Silva e Eduardo Baker, da Amazon Watch, criticam uso da suspensão de segurança em audiência na OEA.











Na semana em que o Brasil lembra os 50 anos do golpe de 1964, o Estado brasileiro foi questionado publicamente nesta sexta-feira (28), na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre o uso de uma legislação que marcou a Ditadura Militar. Representantes de organizações da sociedade civil e lideranças indígenas estiveram presentes na audiênia, em Washington (EUA), para denunciar a chamada “suspensão de segurança”, instrumento que hoje vem atropelando direitos conquistados constitucionalmente, em especial de populações indígenas e tradicionais e relativos ao meio ambiente, para defender grandes interesses econômicos.
Instados pelo governo e grandes empresas, presidentes de tribunais vêm lançando mão da medida, pela qual podem suspender unilateralmente decisões de instâncias inferiores diante de um suposto risco de “ocorrência de grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas”. Em suma, esse instrumento permite cassar decisões que esses presidentes julguem impertinentes, mesmo que elas não façam mais do que aplicar a lei em vigor no país.
O uso notório dessa medida se dá principalmente para suspender decisões dos tribunais sobre a ilegalidade de grandes empreendimentos. A suspensão de segurança foi usada, por exemplo, contra os direitos de comunidades afetadas pelas hidrelétricas de Belo Monte (PA) e Teles Pires (MT), e pela estrada de ferro de Carajás (PA/MA).  
Entretanto, artigos da Constituição e tratados internacionais referendados pelo Brasil têm sido descumpridos pelo uso desse instrumento. Um dos mais importantes deles é a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dita que qualquer medida administrativa ou empreendimento que afete territórios indígenas e tradicionais exige a consulta prévia, livre e informada às comunidades atingidas.
O líder indígena Josias Munduruku (PA), Alaíde Silva, morador de Buriticupu (MA), município atravessado pela estrada de ferro de Carajás, e a juíza federal Célia Bernardes, da Associação Juízes pela Democracia, foram alguns dos representantes de organizações civis e vítimas diretas da suspensão de segurança que estiveram na comissão para denunciar esse instrumento autoritário como uma ameaça ao Estado de Direito no Brasil.
“Sofremos com as consequências das barragens que estão sendo construídas em cinco de nossos rios. Só na minha aldeia, 250 famílias serão afetadas”, lembrou Josias, que representa os 13 mil indígenas do povo Munduruku, distribuídos por 118 aldeias ao longo do rio Tapajós.
“O Ministério Publico Federal apresentou uma ação na Justiça para parar as obras no Tapajós, mas o governo derruba tudo, usando a Suspensão de Segurança. As obras continuam. O governo não fez consulta prévia aos índios. Nossas famílias nunca foram consultadas e isso, para nós, é quase uma declaração de guerra. Não queremos barragem e queremos ser consultados sobre o que nos afeta. Queremos ver preservados os nossos rios e santuários sagrados. Fazemos protestos para reconhecerem nossos direitos, mas o governo segue sem reconhecer nossos líderes e nossas reivindicações”, completou.   
Uma decisão proferida pela Juiza Célia Bernardes sobre a necessidade de consulta prévia ao povos indígenas Munduruku, Kayabi e Apiaká, no caso da usina hidrelétrica de Teles Pires, foi suspensa unilateralmente pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF-1), com seus efeitos se mantendo até o trânsito em julgado, conforme lembrado em seu depoimento.
Quanto à obra de duplicação da Estrada de Ferro Carajás, Alaíde Silva declarou: "Mesmo sendo uma nova ferrovia de quase 900km, não foi feito EIA-RIMA [Estudo de Impacto Ambiental], nem audiências públicas. Tive que sair de Buriticupu e viajar a três cidades diferentes, para finalmente poder falar por três minutos em uma das poucas reuniões que o Ibama fez sobre a obra. Graças a essa tal de suspensão de segurança, a licença foi liberada logo depois e tudo o que as pessoas como eu falaram foi ignorado."
O exemplo de Belo Monte
Um dos grandes exemplos do uso dessa medida é o controverso projeto da usina de Belo Monte (PA). A suspensão de segurança foi várias vezes aplicada pela presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) sob o argumento de que paralisar Belo Monte poderia ameaçar a segurança econômica do país. 
Nesta quarta (26), a 5ª turma do TRF-1 julgou a apelação do Ministério Público Federal referente à Ação Civil Pública que apontou uma série de irregularidades no processo de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e da concessão da Licença Previa (LP) da usina de Belo Monte, que permitiu que o projeto fosse à leilão em 2010.
A decisão final dos desembargadores foi o estabelece cimento de um prazo de 10 dias (a partir da publicação oficial da decisão) para que o Ibama, como órgão fiscalizador e licenciador, determine ao consorcio Norte Energia que realize novo EIA, considerando todas as contribuições das audiências publicas, sob pena de invalidar a Licença Prévia. 
O Greenpeace considera este um exemplo claro de como a suspensão de segurança tem sido usada para atropelar o processo de licenciamento e fazer passar, a qualquer custo, empreendimentos de interesse estritamente econômicos sem o devido respeito aos estudos de impacto ambiental e aos direitos das populações diretamente atingidas.
http://www.greenpeace.org/

Projeto em Ribamar para preservar peixe-boi marinho


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Prefeitura de São José de Ribamar realizam, nesta sexta-feira (28) e no sábado (29), o projeto Guarapiranga de Educação Ambiental, ação pedagógica que visa sensibilizar a população sobre a importância de preservar o peixe-boi marinho.
O trabalho acontecerá na localidade Guarapiranga, zona rural de São José de Ribamar, onde funciona o projeto Peixe-Boi, coordenado pelo Centro de Mamíferos Aquáticos do Maranhão. Na sexta, as atividades têm início a partir das 15h e no sábado a partir das 8h, se prolongando durante todo o dia.  
O peixe-boi é uma das espécies marinhas mais ameaçadas de extinção. De acordo com pesquisadores, existem hoje aproximadamente 500 peixes-bois ao longo do litoral brasileiro, entre os estados de Alagoas, no Nordeste, e no Amapá, na região Norte do país.
A boa notícia é que a maior população do mamífero aquático se encontra no litoral maranhense.

http://www.sistemadifusora.com.br/

Chamada de trabalhos para o 2 º Congresso da Pesca de Pequena Escala Mundial (2WSFC)

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Temos o prazer de anunciar a chamada de trabalhos para o 2 º Congresso Mundial de Pesca de 
Pequena Escala (2WSFC), que será realizada em Mérida, México, em setembro 21-25, 2014
Os interessados ​​em apresentar seus trabalhos são convidados a enviar um resumo em
http://2WSFC.wordpress.com . O prazo para submissão de resumos é 31 de março de 2014.
Notificações de resumos aceitos serão enviados até 15 de abril de 2014. Resumos estendidos 
serão necessários até 15 de Julho de 2014 para inclusão nos Anais do Congresso. 
As inscrições serão abertas no dia 1 de abril de 2014. A inscrição antecipada é incentivada como 
o espaço é limitado.
Para mais informações sobre a chamada de trabalhos para o 2 º Congresso da Pesca de Pequena 
Escala Mundial (2WSFC) faça o download: chamada 2WSFC para papéis.
Estamos ansiosos para receber a sua contribuição e para recebê-lo 2WSFC em Mérida, em setembro.
 Para mais informações sobre o congresso, visite http://2WSFC.wordpress.com ou envie um email 
para 2WSFC@mun.ca

http://toobigtoignore.net/

2 º Congresso Mundial de Pesca de Pequena Escala: 21-25 setembro, Merida, México, 2014

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Os 2 Mundiais pequena pesca (2WSFC) Congresso será realizado em Mérida, México, 21-25 setembro de 2014. O tema principal do congresso é "Opções e Oportunidades para a pequena pesca", com os seguintes sub-temas:
  • viabilidade econômica; 
  • meios de vida e bem-estar;
  • ecossistema mordomia;
  • direitos e de acesso;
  • governança e governabilidade;
  • segurança alimentar;
  • avaliação e monitoramento.
O congresso é uma oportunidade para qualquer pessoa interessada em SSF para participar de uma discussão interativa sobre o futuro da pesca de pequena escala mundial. Se você está interessado em apresentar seu trabalho no congresso, por favor visite http://2WSFC.wordpress.com .
W e incentivá-lo a marcar o evento em seu calendário!
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Unidades do Maranhão fora do planejamento do ICMBio


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) elaborou nos dias 14 e 15 de março um planejamento estratégico das atividades de avaliação e de perícias judiciais em imóveis rurais que serão desenvolvidas no primeiro semestre de 2014. Unidades ambientais que estão no Marahão ficaram de fora na primeira etapa deste planejamento;
O Parque Nacional dos Leçóis Maranhenses é a principal unidade de preservação federal no estado, sem contar com estações distribuída pelo território maranhense.
Participaram servidores lotados na Coordenação Regional 4 (CR-04), nos Parques Nacionais do Caparaó, da Serra da Bodoquena e do Araguaia, nas Reservas Biológicas de Una e de Comboios, nas Estações Ecológicas de Murici e Pirapitinga e nas Florestas Nacionais de Canela e de Nísia Floresta.
"Buscamos aperfeiçoar a elaboração de laudos técnicos de imóveis rurais inseridos em áreas protegidas passíveis de desapropriação. Para isso, estamos capacitando os servidores do ICMBio para a realização de avaliações de terras e de perícias judicias, preparando-os para a elaboração de contestações nas ações de desapropriação", disse a coordenadora da CGTER, Eliani Maciel.
A atividade também procurou dar transparência aos objetivos do ICMBio. "Capacitamos servidores vinculados à sede e colaboradores lotados em unidades de conservação de todo o país. Com isso, queremos potencializar a gestão das atribuições da Coordenação-geral de Consolidação Territorial através da atuação descentralizada", afirmou Waldemar Pires Dantas, coordenador de Regularização Fundiária da CGTER.
O planejamento das ações teve como foco principal as unidades de conservação (UC) que contam com recursos da compensação ambiental disponíveis e, ao mesmo tempo, possuem processos de desapropriação em fase avançada de instrução.
Nesse período, será dada prioridade a instrução de processos de outras UCs que também contam com recursos de compensação ambiental para que possam ser incluídas na próxima etapa de execução das avaliações dos imóveis, prevista para acontecer em agosto.
Nesta primeira etapa, as UCs que serão envolvidas prioritariamente nas atividades de regularização fundiária sob imóveis privados são: Reserva Biológica da Mata Escura (MG), Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins (TO/BA), Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba (PI/MA/BA/TO), Parque Nacional do Catimbau (PE), Reserva Biológica Pedra Talhada (AL/PE), Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA), Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ), Estação Ecológica da Mata Preta (SC), Parque Nacional das Araucárias (SC), Parque Nacional de Aparados da Serra (RS/SC), Parque Nacional da Serra Geral (RS/SC), Parque Nacional de São Joaquim (SC), Parque Nacional do Caparaó (MG), Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), Parque Nacional Serra da Bodoquena (MS), Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS) e Reserva Biológica de Una (BA).
Além da equipe já envolvida, outros servidores que desejem atuar na instrução dos processos de regularização fundiária em sua unidade podem entrar em contato com a CGTER para serem capacitados e incluídos nas ações de avaliação de imóveis.
Para o analista ambiental Lino Fernando dos Santos Viveiros, o planejamento estratégico foi bastante positivo pois motivou a equipe a assumir suas responsabilidades na execução dos trabalhos de regularização fundiária em UCs. "O planejamento contribuiu para promover o nivelamento técnico entre os servidores que atuam em processos administrativos de indenização", disse Lino.
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terça-feira, 25 de março de 2014

Ministério Público entra com ação contra liberação de mais agrotóxicos



Por Tarso Veloso
Do Valor Econômico
 
Em um momento em que o setor produtivo faz pressão para a aprovação de novos agrotóxicos, o Ministério Público Federal (MPF) protocolou duas ações na Justiça que poderão não apenas dificultar a aprovação de novos produtos, mas também provocar a revisão da situação de moléculas que já estão liberadas.
A primeira ação, com pedido de antecipação de tutela, determina que o Ministério da Agricultura suspenda imediatamente o registro comercial do agrotóxico 2,4-D enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não concluir a reavaliação toxicológica da molécula. Além disso, a ação pede que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) seja proibida de liberar a comercialização de sementes transgênicas tolerantes ao 2,4-D até que a Anvisa conclua a reavaliação. O agrotóxico é uma das principais apostas atuais da Dow AgroSciences no mercado brasileiro.
De acordo com a ação, a Anvisa já iniciou a reavaliação do produto, mas "não apresentou, até o presente momento, informações conclusivas sobre a interferência endócrina, metabólica e reprodutiva provocada pelo 2,4-D na saúde dos mamíferos, assim como sobre os efeitos imunotoxicológicos e neurotoxicológicos do mencionado princípio ativo na saúde humana", diz trecho da ação.
A preocupação do MPF com o 2,4-D começou no fim do ano passado. Em dezembro, o MPF recomendou que a CTNBio não aprovasse as tecnologias até que a Anvisa reavaliasse o produto. Na mesma ação, o MPF recomendou que a molécula fosse reavaliada. A Anvisa informou ao MPF que deverá concluir a reavaliação até o fim deste ano.
Como a aprovação da semente tolerante ao 2,4-D pela CNTBio parecia iminente até a ação do MPF, a ação do ministério fez com que o colegiado aguardasse respaldo jurídico para levar adiante o processo. A ajuda chegou neste mês. A Advocacia Geral da União (AGU) deu um parecer jurídico que autorizava a CTNBio a aprovar qualquer produto normalmente. Com a indicação de que a CTNBio aprovaria a semente transgênica em sua próxima reunião, em abril, o MPF protocolou a ação.
A segunda ação determina que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua o RDC 10/2008, que estabeleceu a reavaliação dos 14 ingredientes ativos a serem reavaliados com relação aos seus efeitos tóxicos. Dos 14, seis já foram reavaliados. Faltam os princípios parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram, paraquate e glifosato, sendo o último o mais usado no Brasil.
Além da reavaliação, a ação determina que a União, por meio do Ministério da Agricultura, suspenda os registros de produtos que tenham como princípio ativo as oito substâncias mencionadas "até que seja realizada a reavaliação, pela Anvisa, da toxicidade daqueles ingredientes ativos, em razão das próprias informações trazidas por aquela autarquia federal no sentido de que as referidas substâncias apresentam-se nocivas à saúde humana".