segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Técnicos vão avaliar navio que encalhou

Técnicos do estaleiro que construiu o navio Vale Indonesia, que encalhou na sexta-feira (06) à noite perto do canal da Baia de São Marcos, devem chegar hoje (09) em São Luís. Em companhia de militares da Capitania dos Portos, os funcionários farão uma avaliação no casco da embarcação que está carregada de minério de ferro. Hoje pela manhã, o capitão-de-corveta Hélio Carneiro de Moraes, comandante da Capitania no Maranhão, informou que o navio não se encontra mais encalhado, mas fundeado na baia a cerca de 90 quilômetros do Porto do Itaqui. O procedimento seria de rotina para a realização da avaliação. De acordo com o militar, não houve feridos e também nenhum dano ambiental. O Vale Indonesia se encontra numa espécie de estacionamento que não interfere na passagem de outros navios. A embarcação tem 360 metros e seu calado (parte submersa) equivale a um prédio de sete andares. O Vale Indonésia é fretado pela Vale e é de propriedade do armador STX. Seguia para Subic Bay, nas Filipinas.


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Institutos de pesca do Ibama agora são do ICMbio

O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (05) publica o decreto, assinado pelo vice-presidente da República e presidente em exercício, Michel Temer, que transfere, oficialmente, os centros de pesca do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com a medida, os centros de Pesquisa e Gestão do Uso dos Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste (Cepene), Litoral Norte (Cepenor), Litoral Sudeste e Sul (Cepsul) e Lagunares e Estuarinos (Ceperg) passarão a ter  denominação e competências definidas no regimento interno do Instituto Chico Mendes, que dá aos centros as atribuições de pesquisa e conservação. O decreto determina, ainda, o remanejamento do Ibama para o ICMBio de quatro cargos em comissão do grupo de direção e assessoramento (DAS) de nível 3 e mais quatro de nível 1, além das obrigações, direitos e acervos técnicos, materiais e patrimoniais necessários ao funcionamento dos centros. 

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Mar já está com nível mais alto

Em relação ao aumento do nível do mar, o relatório compila dados de vários estudos que mostram que ele já está aumentando.  E variações de 20 cm a 30 cm esperadas para o final do século 21 podem ser atingidas, em alguns locais, até meados do século ou antes disso.

Observações feitas em algumas regiões dos anos 1940 ou 1950 ao final dos 1980 registram esse aumento.  No Recife, por exemplo, de 1946 a 1987 houve um aumento de 5,4 cm/década.  Em Belém, de 1948 a 1987, a elevação foi de 3,5 cm/déc.  Em Cananeia (SP), de 1954 a 1990, 4 cm/déc.  E em Santos (SP), de 1944 a 1989, o aumento notado foi de 1,1 cm/déc.

Segundo o pesquisador Tercio Ambrizzi, possivelmente o oceano está absorvendo mais energia e se expandindo termicamente.  "A elevação do nível do mar é mais por esse motivo do que pelo derretimento das geleiras.  É o mesmo princípio da água que expande seu volume quando aquecida na panela."  Ainda segundo o relatório, para algumas áreas do litoral Sul e Sudeste, está projetado um aumento da frequência e da intensidade de ciclones extratropicais, podendo levar a um aumento da recorrência de eventos extremos com ondas altas, ventos fortes e precipitações intensas.

Estufa.  A terceira parte do relatório aponta quais medidas têm de ser tomadas para que o País reduza suas emissões de gases de efeito estufa.  O Brasil se comprometeu voluntariamente em 2009, na Conferência do Clima da ONU, em Copenhague, a reduzir suas emissões até 2020, meta que provavelmente será alcançada principalmente porque a principal fonte de gases - o desmatamento da Amazônia - está sendo reduzida conforme o previsto.

"O Brasil está por enquanto num bom caminho, mas para depois de 2020, os estudos mostram que se não houver ações em outros setores, em particular no de energia, pode haver uma retomada do crescimento das emissões", afirma o pesquisador Emilio La Rovere, do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da UFRJ.

O Estado de S. Paulo - Giovana Girardi - O Estado de S.Paulo

Segundo corte no orçamento pode levar ICMBio à penúria



O orçamento do ICMBio está cada vez menor. Ilustração: Rafael Ferreira.
É frágil a situação fiscal do Instituto Chico Mendes (ICMBio). Ameaçado com o segundo corte orçamentário do ano, o órgão ambiental já comprometeu 92% de seu orçamento e criará gargalos se fizer novo aperto. O esforço do governo federal em atingir a meta do superávit primário levou a retirada, anunciada em julho, de R$10 bilhões do orçamento federal para 2013, atingindo quase todos os ministérios, inclusive o Ministério do Meio Ambiente, que perdeu R$ 246,8 milhões de seu orçamento atual.
De acordo com o site do Ministério do Planejamento, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) perdeu R$246,8 milhões, 11,7% do seu orçamento de R$2,1 bilhões para o ano de 2013. Por sua vez, o Ministério do Meio Ambiente é obrigado a reduzir o orçamento de suas autarquias, entre as quais se encontra o ICMBio. ((o))eco tentou uma confirmação do valor do corte com o Ministério do Meio Ambiente, que não quis se pronunciar.
Na prática, o corte ainda não ocorreu, pois os órgãos ambientais já se consideram no limite da restrição de gastos.  Antes, o Ministério do Meio Ambiente está tentando convencer o Ministério do Planejamento a cancelar a medida.
O atual orçamento do ICMBio está em torno de R$516 milhões, cerca de um quarto do total do Ministério do Meio Ambiente. Desses, mais da metade são destinados para despesas fixas, entre as quais a folha de pagamento dos servidores de R$266.9 milhões. Na despesas fixas, o ICMBio não pode mexer. Quando elas são subtraídas do orçamento, sobram R$211 milhões restantes (40,8% do total), que compõem o chamado orçamento discricionário, a parte sobre a qual o órgão pode decidir como gastar. Com ela, o ICMBio investe nas Unidades de Conservação, no pagamento de luz, água, internet, sinalização de trilhas, serviços e gestão.
O orçamento total do ICMBio sofreu dois cortes em 2013: o primeiro corte, em maio, veio através doDecreto 8021/2013, atingiu R$9 milhões, reduzindo os recursos livres para R$201 milhões. O segundo ocorreu já na metade do ano, em  21 de julho. Ainda não foi repassado pelo Ministério do Meio Ambiente, mas se seguir o mesmo percentual que o ministério sofreu (11,7%) reduzirá as verbas livres do ICMBio para R$177 milhões.
O problema é que R$182 milhões já estão comprometidos com contratos em andamento. Caso seja mesmo implementada, a nova redução deixará o caixa do ICMBio devendo R$5 milhões quatro meses antes do ano terminar. Mesmo essa redução seria o tiro de misericórdia, pois mesmo que não venha o ICMBio não termina o ano sem fazer reduções de gastos que comprometerão a gestão das Unidades de Conservação.
“A gente não toca até o final do ano com esse valor [R$201 milhões]. O que a gente tem disponível de orçamento não dá para fechar o ano nas mesmas condições”, explica Anna Flávia de Senna Franco, diretora de Planejamento, Administração e Logística do ICMBio.
De acordo com a diretora, o ICMBio está fazendo um grande esforço para conter gastos e isso inclui cortes em áreas essenciais, como a redução de postos de vigilante, de serviços de terceirizados, de diárias e de passagens. “Todas as diárias possíveis serão postergadas, a gente está tentando resolver os problemas com menos deslocamentos. Então, iniciativas já estão sendo tomadas. Só que, diante do quadro de restrição, elas não serão capazes de reduzir o impacto do corte que foi imposto”, afirmou.
A cúpula do ICMBio trabalha junto com o Ministério do Meio Ambiente não só para evitar o corte, como para obter do Ministério do Planejamento um acréscimo de R$16 milhões para esse ano. “Em 2008, a nossa receita era cerca de R$ 19 milhões e em 2012, ela subiu para R$72 milhões” diz Anna Flávia. Segundo a diretora, esse bom desempenho habilita o ICMBio a pedir um aumento de repasses do orçamento federal. As receitas próprias, provenientes de taxa de visitação, pregão de madeira, multas ambientais têm uma estimativa anual e o que passar disso fica retido no Ministério do Planejamento como esforço fiscal. Se estava previsto que o ICMBio arrecadaria, por exemplo, R$15 milhões de receitas de taxa de visitação em Unidades de Conservação e o órgão arrecada R$20 milhões, os R$5 milhões extras não ficam com o órgão.
Veja aqui os valores detalhados do orçamento |
Se o clima é de apreensão na sede do Instituto, em Brasília, nas Unidades, o tom é de revolta. A penúria orçamentária está fazendo ferver a comunicação entre servidores e chefes de Unidades de Conservação, que debatem por e-mails e grupos fechados nas redes sociais o impacto direto sobre suas Unidades.
Servidores se sentem abandonados
A situação de quem está em campo anda cada vez mais difícil. Os servidores se sentem abandonados e discutem medidas para chamar a atenção da opinião pública para o grave estado das UCs.
Há 3 semanas, ((o))eco tem falado com analistas ambientais de diferentes Unidades de Conservação do país e recebido mensagens com depoimentos sobre a situação peculiar de cada uma. Narrativas como ter o único carro da Unidade quebrado ou sem gasolina. Em uma UC com parte marinha a fiscalização foi cancelada por falta de barco. Outros contam que os cortes de vigilantes geram aumentos de crimes ambientais próximos às Unidades. Confidenciados a nossa reportagem, os exemplos pipocam.
Uns pensam em gravar um vídeo denunciando a situação, outros em se mobilizar e fazer um protesto. A percepção geral é de que as condições de trabalho só pioram porque o servidor aceita e dá um “jeitinho”, se vira como pode e as Unidades continuam funcionando do jeito que estão, sem condições de exercer seu papel.
Há contratos suspensos com de brigadas de incêndios que atuam durante a época de seca. “Não apenas o contrato de brigadistas, há aluguel de helicóptero, de caminhão pipa, tudo suspenso”, diz um servidor que pediu para não identificado.
Na falta mão de obra, improvisa-se. Há analistas se virando em funções de vigilante ou pedreiro. Tudo em nome de manter as Unidades funcionando.  Com a redução de funcionários terceirizados, o clima entre os servidores que ficam sobrecarregados só piora.
Parques abertos à visitação já estudam suspendê-la como ato político, para mostrar a falta de condições de trabalho. Não é o caso do Parque Nacional do Caparaó, localizado entre Minas e Espirito Santo, que considera paralisar as vistas por corte de pessoal terceirizado, a um grau que os gestores concluem ser impossível manter a segurança dos visitantes.
"Agora teremos que ensinar macaco a fiscalizar Unidade de Conservação, abrir trilha, limpar banheiro", ironiza um servidor. "É a única maneira de ser mais criativo, como os burocratas pedem", completa o outro. Ambos pediram para não ser identificados, mas a brincadeira resume bem a indignação que se espalhou dentro do Instituto Chico Mendes.
Em carta aberta aos servidores do ICMBio, a direção faz um apelo para que “Enquanto persiste a situação, a instituição tem orientado a todos que lidem com essas limitações da maneira mais justa e solidária possível, estudando as situações e as prioridades institucionais, e buscando minimizar seus impactos sobre os resultados pretendidos”.
O PIB brasileiro em 2012 atingiu a ordem de R$4,4 trilhões. Considerados baixos, os investimentos do Ministério do Transporte em 2012 foram de R$9,2 bilhões ou 0,21% do PIB brasileiro.
A missão do ICMBio envolve cuidar de 75 milhões de hectares de áreas protegidas, o equivalente a 8,8% do território brasileiro. Para isso, ele recebe 0,012% do PIB do país. E essa parcela está caindo.

Daniele Bragança -

Meio Ambiente aprova alterações para endurecer Lei dos Crimes Ambientais

Queimada e desmatamento - Proposta aumenta o limite da multa aplicada por crimes contra o meio ambiente.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que altera a Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) para dar maior proteção ao meio ambiente.

O texto aprovado em 28 de agosto é um substitutivo do deputado Sarney Filho (PV-MA) ao Projeto de Lei 4899/12, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).  O projeto original é resultado dos trabalhos da Subcomissão Especial de Crimes e Penas da CCJ.

A comissão retomou o texto da lei para suspender atividades de quem praticar crimes ambientais.  O projeto original tinha retirado essa possibilidade de pena.  Segundo Sarney Filho, a medida é eficaz para conter infrações.  “A suspensão de atividades deve ocorrer tão logo constatada a infração e autuado o infrator”, disse.  Arquivo/ Beto Oliveira Sarney Filho Sarney Filho retomou a pena de 6 meses a 1 ano para quem impedir a regeneração de florestas.

O projeto aprovado também retomou as penas previstas na lei de interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade e a proibição de contratar com o Poder Público e de obter subsídios ou doações.  Essas penalidades tinham sido retiradas no projeto original.  A reincidência do crime ambiental, de acordo com o texto aprovado na comissão, volta a agravar a pena.

Indenização 

A indenização de pessoas lesadas por crimes ambientais deverá ser feita com pagamento em dinheiro, de acordo com a proposta aprovada na comissão, no valor de 1 a 360 salários mínimos (atualmente, de R$ 678 a R$ 244.080). Em indenizações para entidades públicas, o valor da multa será vinculado a fundos ou programas específicos voltados à proteção ambiental.

O texto original previa que a indenização de vítimas também seria vinculada a fundos ou programas.  Segundo Sarney Filho, essa redação poderia fazer com que o valor pago fosse usado para recuperar recursos naturais perdidos e não para ressarcir as vítimas.

Aumento de multas 

O relator manteve o acréscimo da multa por crimes ambientais, que poderá ser aumentada até 30 vezes, levando-se em consideração a reprovabilidade da conduta, o valor da vantagem econômica auferida e a extensão do dano ambiental.  A lei prevê crescimento de até três vezes do teto da multa.  As multas são hoje aplicadas com base no Código Penal (Decreto-lei 2.848/40), que limita o valor do dia-multa a cinco salários mínimos, fixado pelo juiz.

A multa poderá ser aumentada em até 200 vezes, chegando a R$ 4,8 milhões, para empresas de grande porte que cometerem crimes ambientais.

Patrimônio criminoso 

O patrimônio da empresa que cometer crime ambiental será, pela proposta, destinado ao Fundo Nacional do Meio Ambiente.  A lei atualmente destina esses bens ao Fundo Penitenciário Nacional e o projeto original não previa essa mudança.

O texto aprovado estabelece o confisco de produtos ilegais utilizados na prática de crimes ambientais.  Esses itens serão vendidos e, se possível, descaracterizados a partir de reciclagem.  Quando o objeto confiscado for um veículo, ele deverá ser destinado à fiscalização ambiental.  O texto original não tratava do confisco.

Extração irregular

O projeto também aumenta a pena – de seis meses a um ano de reclusão e multa para um a quatro anos e multa – para quem extrair recursos minerais de florestas de domínio público ou áreas de preservação permanente, sem licença ou autorização ambiental.

O relator decidiu retomar a pena, prevista na lei, de seis meses a um ano para quem impedir ou dificultar a regeneração de florestas, retirada pelo projeto original.

As penas de crimes contra a fauna serão aumentadas de 33% a 50% se forem cometidos em unidades de conservação, corredores ecológicos e zonas de amortecimento (áreas ligadas às unidades de conservação).  O texto original previa apenas o aumento de pena em 50% para crimes nas unidades de conservação.

Licenciamento 

O relator manteve a pena para a construção de obras potencialmente poluidoras sem licença ou autorização dos órgãos ambientais será aumentada de detenção de um a seis meses ou multa para detenção de seis meses a um ano ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

Quem deixar de adotar as medidas mitigadoras, compensatórias, de controle e monitoramento estipuladas na licença ou autorização dos órgãos ambientais terá a mesma pena.

Tramitação 

A proposta tramita em regime de prioridade e, como ela é de autoria da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, será analisada diretamente pelo Plenário.  Íntegra da proposta:

PL-4899/2012

Reportagem - Tiago Miranda 
Edição – Regina Céli Assumpção
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

O que são módulos fiscais?


Módulo fiscal é um conceito introduzida pela Lei nº 6.746/79, que altera o Estatuto da Terra (Lei 4.504/64), a norma que regula os direitos e obrigações relativos à imóveis rurais, para os fins de execução da reforma agrária e promoção da política agrícola nacional. Trata-se de uma unidade de medida de área (expressa em hectares) fixada diferentemente para cada município, uma vez que leva em conta as particularidades locais como (art. 50, Lei 4.504/64): o tipo de exploração predominante no município (hortifrutigranjeira, cultura permanente, cultura temporária, pecuária ou florestal); a rendaobtida com esta exploração predominante; outras explorações existentes no município que, embora não predominantes, sejam expressivas em função da renda ou da área utilizada; e o conceito de propriedade familiar (art 4º, II, Lei 4.504/64). 

O módulo fiscal corresponde à área mínima necessária a uma propriedade rural para que sua exploração seja economicamente viável. O tamanho do módulo fiscal para cada município está fixado através de Instruções Especiais (IE) expedidas pelo INCRA

De acordo com a Lei nº 8.629/93, no art. 4º, II, o módulo fiscal também é parâmetro para a classificação fundiária do imóvel rural quanto a sua dimensão, sendo entendido como minifúndio o imóvel rural de área inferior a 1 (um) módulo fiscal; pequena propriedade o imóvel rural de área compreendida entre 1 (um) e 4 (quatro) módulos fiscais; média propriedade aquele de área compreendida entre 4 (quatro) e 15 (quinze) módulos fiscais; e grande propriedade com área superior a 15 (quinze) módulos fiscais.

Para fins do Código Florestal (Lei 12.651/12), o módulo fiscal é fundamental na determinação da área passível de exploração dentro de Áreas de Preservação Permanente (e áreas consolidadas nesta categoria) , além da eventual responsabilidade pela recomposição da vegetação.

O que são Terras Devolutas?


o-que-sao-terras-devolutas 
Terras devolutas são terras públicas sem destinação pelo Poder Público e que em nenhum momento integraram o patrimônio de um particular, ainda que estejam irregularmente sob sua posse. O termo "devoluta" relaciona-se ao conceito de terra devolvida ou a ser devolvida ao Estado.
Com a descoberta do Brasil, todo o território passou a integrar o domínio da Coroa Portuguesa. A colonização portuguesa adotou o sistema de concessão de sesmarias para a distribuição de terras, através das capitanias hereditárias: aos colonizadores largas extensões de terra foram trespassadas com a obrigação, a estes de medi-las, demarcá-las e cultivá-las, sob pena de reversão das terras à Coroa.
As terras que não foram trespassadas, assim como as que foram revertidas à Coroa, constituem as terras devolutas. Com a independência do Brasil, passaram a integrar o domínio imobiliário do Estado brasileiro, englobando todas essas terras que não ingressaram no domínio privado por título legítimo ou não receberam destinação pública. Para estabelecer o real domínio da terra, ou seja, se é particular ou devoluta, o Estado propõe ações judiciais chamadas ações discriminatórias, que são reguladas pela Lei 6383/76.
As Constituições republicanas seguintes deram maior abrangência ao conceito de terra devoluta. Hoje, a Constituição no seu art. 20, II inclui entre os bens pertencentes à União "as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental". As demais terras devolutas pertencem aos Estados. No tocante à questão fundiária, pelo art. 188, a destinação de terras devolutas deve ser compatível com a política agrícola e com o plano nacional dereforma agrária. E, pelo viés ambiental, o art. 225, §5º determina que as terras devolutas necessárias à proteção dos ecossistemas naturais (assim como as arrecadadas pelos Estados por ações discriminatórias) são indisponíveis.


Rafael Ferreira