segunda-feira, 22 de abril de 2013

É hoje! Tuitaço Brasil Contra PEC 37

O Ministério Público precisa da sua ajuda!
Entre 15h e 17h o Brasil inteiro estará mobilizado no tuitaço Brasil Contra a Impunidade. Junte-se tuitando com a hashtag #nãoPEC37.
Aqui vão algumas sugestões de tuítes (copie e cole no seu perfil do Twitter):
- Ajude o Ministério Público na luta contra a PEC37 assine: www.change.org/PEC37 #nãoPEC37
- Todos tuitando contra a impunidade Tuitaço #nãoPEC37! Vamos divulgar www.change.org/pec37
- Tuitaço contra impunidade HOJE 15-17h @nãoPEC37. Assine a petição www.change.org/pec37 #nãoPEC37
- Impunidade não! MP com poder de investigação! #nãoPEC37 Assine: www.change.org/pec37
- Querem algemar o Ministério Público, não vamos deixar! #nãoPEC37 www.change.org/pec37
- Entenda os riscos da PEC 37 http://migre.me/e3HEL, depois assine www.change.org/pec37 #nãoPEC37
Vamos nos fazer ouvir!
Enviada por Dion Monteiro.

Maranhão está na emergencia ambiental por causa das queimadas


O Ministério do Meio Ambiente decretou estado de emergência ambiental em 19 estados e no Distrito Federal, tendo em vista o período de secas e os consequentes focos de incêndios florestais.
A medida agiliza a contratação temporária de brigadistas para o controle dos focos de incêndio.
Segundo o decreto, entre os meses de abril a novembro de 2013, o estado de emergência ambiental vale para Acre; região Sul do Amazonas; Distrito Federal; Goiás; regiões Centro e Sul do Maranhão; regiões da Zona da Mata, Central, Triângulo Mineiro, Noroeste, Oeste, Sul e Sudeste de Minas Gerais; Mato Grosso; Rio de Janeiro; Rondônia; Tocantins; região Sudeste do Piauí; regiões Extremo Oeste e Vale do São Francisco da Bahia.
Entre os meses de maio a dezembro de 2013: regiões Centro e Sudoeste do Amazonas; região Leste do Maranhão; regiões Sudeste e Sudoeste do Pará; regiões do Vale do Rio Doce, do Mucuri, Jequitinhonha, Campo das Vertentes, Norte e Metropolitana de Belo Horizonte em Minas Gerais; regiões Centro-Norte e Sudoeste do Piauí; regiões das Baixadas, Centro Sul e Noroeste Fluminense e Metropolitana do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
Entre os meses de junho de 2013 a janeiro 2014: Amapá; regiões Centro Norte e Centro Sul da Bahia; Ceará; regiões Norte e Oeste do Maranhão; regiões do Baixo Amazonas, Marajó, Nordeste e Metropolitana de Belém do Pará e região Norte do Piauí.
Entre os meses de julho de 2013 a fevereiro de 2014: região Norte do Amazonas; região Nordeste da Bahia; Pernambuco; Paraíba e Sergipe.
Entre os meses de agosto de 2013 a março de 2014: região Sul da Bahia.
Entre os meses de setembro de 2013 a abril de 2014: Roraima.
E entre os meses de outubro de 2013 a maio de 2014: região Metropolitana de Salvador.
Por: Jornal do Brasil

Dia Internacional da Terra


São Luís, 22 de abril de 2013

Hoje, 22 de abril, é o Dia Internacional do nosso grande e belo paneta: a Terra.

Segundo dados, o planeta Terra tem, aproximadamente, 5 bilhões de anos, e muitas são as teorias a respeito de seu surgimento. Para ficar como a conhecemos atualmente, ela passou por eras glaciais, terremotos, maremotos e todo tipo de intemperismo. É por isso e muito mais que ela merece todo o nosso respeito e, acima de tudo, o nosso cuidado.

E, pegando carona na data de hoje, o Cermangue compartilha com você algumas dicas do Greenpeace, sobres alguns cuidados que devemos ter com o nosso planeta.

Respeite o planeta!

Ao visitar ambientes naturais resista à tentação de levar "lembranças" para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.
Não compre produtos em embalagens de aerossol, como cosméticos e inseticidas. Essas embalagens normalmente contêm Clorofluorcarbonos (CFCs), que são os gases responsáveis pela formação do buraco na camada de ozônio.
Abra a torneira somente quando for usar a água. Por exemplo, enquanto escova os dentes, pode deixá-la fechada, abrindo novamente só na hora de enxaguar a boca. Faça o mesmo enquanto estiver ensaboando as mãos, caso contrário, estarão desperdiçando cerca de 7 litros de água. Enquanto faz a barba com a torneira aberta, um homem chega a desperdiçar cerca de 65 litros de água.
Devemos reciclar o lixo e evitar o desperdício. A reciclagem diminui o lixo e faz surgir novas invenções.
O meio ambiente não nos pede nada, pelo contrário, nos dá tudo. Cuidar dele, sem se preocupar em receber algo em troca, é uma necessidade vital.
Fonte: Green Peace
http://cermangueufma.blogspot.com.br/

Notícias sobre a SBPC, sua reunião em Alcântara e o etnocídio quilombola

Foto: Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
 Autor: Foto: Rede Social de Justiça e Direitos Humanos


Ontem me enviaram, para publicar, uma Nota da presidência SBPC sobre a reunião programada para o dia 22, em Alcântara, sob os auspícios e benesses da chamada Agência Espacial Brasileira e do chamado Centro de Lançamento de Alcântara. Na Programação montada para a reunião e até ontem, a SBPC parecia ignorar a existência de quilombolas em Alcântara. Mais: parecia desconhecer a existência de um verdadeiro etnocídio em curso contra eles.

Claro que a Nota busca “arrumar a casa”, fazendo juras de compromisso para com quilombolas e comunidades tradicionais. Mas aí seria bom se, para começar, a atual direção da SBPC lesse pelo menos algum texto menor de seu associado Alfredo Wagner, uma vez que, ao afirma defender os “direitos territoriais das comunidades tradicionais”, ela extingue dezenas, as afirmar serem elas “constituídas, nacionalmente, por indígenas, quilombolas pescadores, extrativistas, artesãos e pequenos agricultores”. Gente: cadê o resto? A SBPC matou?

Fora isso, falta à carta algo fundamental: sentido de compromisso político. E nisso ela é também de uma infelicidade ímpar. Começa se declarando uma “entidades sem fins lucrativos”, “sem cor partidária e (coisa que é repetida mais de uma vez ao longo do texto), “voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico”. Qual o problema?
Simples: quando acabei de ler, minha vontade foi responder à carta perguntando onde estava a SBPC e quem usava agora seu nome!? Porque na minha imaginação a SBPC era ainda uma parceira das lutas pelos direitos humanos e pela democracia. Não sabia que ela tinha sido extinta (como a maior parte dos povos tradicionais?) e substituída por outra – “neutra”, asséptica, higienizada, preocupada em se mostrar acima do bem e do mal e repetindo, como se tivesse que convencer a algum eventual patrocinador, “voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico, e do desenvolvimento social, educacional e cultural do Brasil”.
E aí me angustiou saber, por outro lado, que guardava entre as minhas “pendências” um e-mail recebido cerca de uma semana atrás, numa das listas que integro, que não usara primeiro por não estar acompanhando o assunto em questão e não dispor de tempo, nesses últimos dias, para buscar mais informações. Segundo porque, na medida em que se tratava de questão extremamente grave, não usaria a informação sem pedir a devida autorização.
Acontece que a presidenta da SBPC resolveu ontem a primeira parte do meu problema. E hoje um companheiro de lista cuidou do resto da questão, indagando se o material poderia ser divulgado. Como a resposta é positiva, Aí vai ele, para minha satisfação e alívio mostrando que ainda há compromisso com os povos originários e tradicionais na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. E denunciando, ao mesmo tempo, sérias questões com relação aos quilombolas de Alcântara.

O material consiste de duas mensagens, escritas por duas respeitáveis associadas da SBPC e enviadas à presidência da entidade e seus conselheiros, questionando o triste papel que ela estava prestes a desempenhar (ou estava já desempenhando), em relação aos quilombolas de Alcântara. Como está escrito já na introdução aos dois documentos, eles estão sendo “novamente ameaçados de perderem toda a faixa litorânea de seu território e de serem confinados no interior do município”. E já não sabem em quem podem confiar como parceiros.

Dada essa explicação, aí vão as mensagens, apenas com o cuidado de identificar suas autoras, que honram, ambas, o passado da SBPC (que espero não tenha ainda de todo morrido).

1. Mensagem de Célia Pires Costa, conselheira da SBPC para a região Norte, dirigida à presidente da SBPC:

“Prezada Helena,

Sobre os acontecimentos de Alcântara, devo dizer que a SBPC – Regional do Maranhão, embora conhecendo a minha posição de Conselheira da SBPC da Região Norte, me excluiu completamente da reunião que aconteceu em Alcântara, da qual só tomei conhecimento na reunião do Conselho da SPBC, que ocorreu em São Paulo, na sede da sociedade, no mês de fevereiro, oportunidade em que manifestei a minha indignação. Posteriormente, recebi da SBPC – Nacional cópia de documento, da autoria de Luís – Secretário Regional do Maranhão e de Oliveira, documento esse que, em minha opinião, carece de legitimidade, pois não foi discutido pelos sócios da SBPC no Maranhão e muito menos aprovado em nenhuma instância. Com relação a essa próxima reunião em Alcântara, também fui excluída.

Entendo que a minha exclusão se deu exatamente porque a posição da SBPC – Regional do Maranhão tem sido dúbia, pois, claramente identificada com os interesses do Governo Federal, tenta se dizer do lado dos quilombolas. Isso é fatal, a população não é burra. Ela sabe distinguir perfeitamente quem está do seu lado. Esse projeto do CLA de Alcântara, independentemente de sua importância estratégica, não passa de uma intervenção feita pelos militares, pois, excludente desde a sua concepção, ignorou que no território de Alcântara viviam em paz, em suas comunidades tradicionais, milhares de trabalhadoras e de trabalhadores.
A SBPC tem entre seus conselheiros Alfredo Wagner e, entre seus sócios, Maristela de Paula Andrade, pesquisadores que têm dedicado uma vida a essa causa das comunidades tradicionais de Alcântara, especialmente as comunidades quilombolas, conhecem toda a problemática e, portanto têm de ser ouvidos.
Por todas essas razões, entendo que essa reunião da SBPC, programada para Alcântara para o próximo dia 22, não deveria se realizar. Existe por parte dos movimentos sociais de Alcântara uma clima de desconfiança das boas intenções da SBPC. Melhor seria cancelar ou adiar essa atividade, até que os papéis se tornem suficientemente claros, de modo a não comprometer irremediavelmente a história da SBPC. Sugiro também que a SBPC se pronuncie por meio de uma nota clara e inequívoca sobre as suas reais intenções.
Abraços,

Célia Pires

———–
2. Mensagem de Maristela de Paula Andrade, sócia da SBPC e especialista exatamente na questão quilombola de Alcântara:

“Colegas,

Tenho conversado longamente, tanto por telefone quanto por email, com os Prof. Ennio e Helena, e também com Edna, sobre os últimos acontecimentos envolvendo a SBPC regional e a nacional.
Tentei deixar claro o significado da visita de integrantes da secretaria regional e da diretoria nacional a Santa Maria, povoado quilombola de Alcântara, fazendo-se acompanhar do presidente da AEB, do Coronel da Base, de mais quatro militares (conforme nota distribuída pela SMDH e outras entidades), além do prefeito de Alcântara e do nosso Magnífico Reitor. Para além do conteúdo das falas, para além das intenções, conforme tentou explicar seu Leonardo dos Anjos (morador de Brito), do MABE, naquele momento, é impossível aos quilombolas esquecer os 30 anos de transgressões aos seus direitos e a tragédia social provocada pelos militares desde os anos ?80.

O fato de diretores da SBPC usarem os veículos de transporte da Aeronáutica, se hospedarem e se alimentarem dentro do CLA, para além das atividades “puramente científicas, de saúde e de educação” propostas, tudo isto, com certeza é lido como alinhamento e aparelhamento da entidade pelos militares. De fato, é assim que eu mesma interpreto não apenas essa visita, como o propósito de repetir o equívoco na próxima atividade da SBPC proposta para o município e envolvendo os quilombolas, porém com o apoio dos militares e talvez com a presença dos entes federais envolvidos na chamada “ conciliação” no âmbito da CCAF.

Sabemos que a Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal propôs esvaziar o litoral da presença humana, estabelecendo ” corredores” a “todos os quilombolas de Alcântara”, que deverão ser cadastrados para utilizá-los, repetindo a velha prática dos crachás imposta pelos militares (vigente até hoje) para os quilombolas circularem por suas áreas de cultivo, de pesca e de extrativismo.

Os entes federais que chamaram a questão à referida Câmara foram o Ministério da Defesa, o Ministério de Ciência e Tecnologia, o Gabinete de Segurança Institucional, a Agência Espacial Brasileira, e aqueles outros, como Incra e SEPPIR que, supostamente, deveriam defender os interesses dos quilombolas, também aventaram a possibilidade de novos deslocamentos compulsórios, o que representa um atraso de mais de dez anos nas negociações entre o movimento quilombola e o governo federal e vai de encontro ao acordo judicial realizado na Justiça Federal, em São Luís, assinado por esses mesmos entes.

Também não podemos esquecer que o Brasil responde junto à OEA e à OIT, pelas transgressões aos direitos dos quilombolas.

Acabamos de redigir uma informação técnica, a pedido da Procuradoria da República no Maranhão, na qual apontamos o agravamento do processo de etnocídio, de morte social desses grupos, de verdadeira limpeza étnica dessas áreas, já em curso desde os anos 80. Procuramos de mostrar como as decisões da CCAF foram tomadas totalmente à margem de qualquer consideração técnica – de parte de antropólogos, arqueólogos, geógrafos, biólogos, para citar apenas alguns.

Por tudo isto, como sócia da entidade, como pesquisadora em Alcântara, vejo com extrema preocupação a realização dessa visita da SBPC a Santa Maria, a notícia postada pela SBPC regional no site da UFMA e a proposta de manutenção de atividades da nossa entidade, para a realização da qual se pretende utilizar, uma vez mais, o apoio dos militares.

Desculpem a redação um tanto apressada, mas estamos tendo que nos pronunciar no calor e no tempo dos acontecimentos.

Abraço a todo@s.
Maristela de Paula Andrade”.
Comentários: Por: Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental
http://racismoambiental.net.br/

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Contaminação ambiental por metais pesados pode ser detectada por meio de biomonitoramento do mel


 

abelhas
Mel produzido pela espécie Apis mellifera indica poluentes ambientais.
 Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Na busca de uma forma eficiente de monitorar a contaminação do ambiente com metais pesados, como o zinco, o cobre, o chumbo e o cádmio, o engenheiro agrônomo Diogo Feliciano Dias Araujo detectou que o mel produzido pela abelha da espécie Apis mellifera pode ser utilizado como indicador de poluição ambiental destes metais. “O método é relativamente simples e barato, quando comparado com outras técnicas para atividades de biomonitoramento, proporcionando uma ferramenta que favorece a identificação de elementos nocivos” diz o pesquisador. O estudo foi desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba.
Segundo o pesquisador, os metais pesados são liberados tanto por fontes naturais como antrópicas, ou seja, pela interferência do homem na natureza. Esses elementos metálicos costumam permanecer muitos anos nos ambientes, por isso representam uma preocupação de toxicidade latente.
Entre eles, o chumbo, metal que desde a revolução industrial tem sido disseminado no ambiente urbano e que apresenta uma toxicidade preocupante. O acúmulo desse metal no organismo pode causar lesão cerebral, principalmente em crianças, além de anemias e morte. “A ingestão desse metal pesado, em níveis moderados, pode acarretar diversos problemas para a saúde humana e animal, alterando o metabolismo e o sistema nervoso” diz o pesquisador. Por isso, é importante conhecer a ocorrência e concentração destes metais de maneira preventiva para evitar problemas futuros.
Para o trabalho, Araujo escolheu a Apis mellifera por ser a espécie que ocorre em diversos tipos de localidades, inclusive em centros urbanos. Além disso, esses insetos respondem de maneira sensível às variações ambientais, o que os torna interessantes para este tipo de estudo. O mestrado foi desenvolvido sob orientação do professor Luis Carlos Marchini, no Departamento de Entomologia e Acarologia do Laboratório de Insetos Úteis, além do apiário experimental do Laboratório de Insetos Úteis da Esalq.
Voltametria
Entre outubro de 2011 e março de 2012, Araujo coletou amostras do mel produzido no apiário da Esalq e o armazenou sob condições específicas para ser analisado quanto a sua composição. Uma análise chamada melissopalinológica foi realizada para determinar de quais plantas é proveniente o pólen utilizado na preparação do mel. Com isso, o pesquisador diz que é possível localizar as fontes de pólen e, se houver contaminação, investigar quais são as fontes de poluição, caracterizando o mel como um bioindicador de poluentes.
Na segunda etapa dos estudos, para o conhecimento da concentração dos metais pesados estudados, Araujo fez análises eletroquímicas, numa técnica nomeada voltametria de redissolução anódica de pulso diferencial. “Esse trabalho foi pioneiro na utilização desta técnica para identificação de metais pesados presentes em mel de abelhas no Brasil” conta o pesquisador. Para conclusão destes estudos, Araujo contou com o auxílio, além do seu orientador, da pesquisadora Augusta Moreti, especialista em análises palinológicas, e a mestre Talita Silveira, que tem ótimos conhecimentos na área de biomonitoramento.
Araujo diz que é preciso mais estudos contínuos para chegar ao domínio total do método. Segundo ele, a técnica de voltametria também pode ser aplicada na avaliação da qualidade de produtos apícolas. Nos resultados encontrados durante os seus trabalhos em Piracicaba, o engenheiro agrônomo encontrou baixíssimas concentrações desses metais no mel, o que mostra que a área estudada tem baixos níveis deste tipo de poluição. “O elemento cádmio não foi detectado na análise, que apresenta uma sensibilidade de partes por trilhão (ppt)” finaliza.
Matéria de Mariana Melo, da Agência USP de Notícias, publicada pelo EcoDebate

Genoma do peixe-boi será mapeado em parceria entre Brasil e Japão


Anúncio foi feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Com mapeamento será possível realizar pesquisas com mais precisão.


Filhote de peixe-boi foi levado ao Inpa em Manaus (Foto:  Eduardo Gomes/ Ascom Inpa)Projeto de pesquisa vai mapear código genético de peixe-boi  (Foto: Eduardo Gomes/ Ascom Inpa)







O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) anunciou nesta quinta-feira (18) a realização de um projeto de mapeamento do genoma do peixe-boi da Amazônia. Um acordo de cooperação firmado entre Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) e o Centro de Pesquisa de Vida Selvagem (WRC – sigla em inglês), da Universidade de Kyoto (Japão), vai permitir a realização de pesquisas mais detalhadas sobre a reprodução e desenvolvimento da espécie na região. O projeto é pioneiro com mamíferos aquáticos no Brasil, segundo o Inpa.

Segundo a pesquisadora da Coordenação de Biodiversidade (CBio/Inpa) e do LMA, Vera Silva, pesquisadores japoneses acompanharam o processo em Manaus e realizaram ainda a extração do DNA dos dois animais. O material coletado será utilizado para sequenciar o genoma do peixe-boi da região.
De acordo com o Instituto, o processo em Manaus é coordenado pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos. Ainda segundo o Inpa, os primeiros trabalhos de levantamento de dados dos animais começaram a ser realizados em fevereiro deste ano, com a coleta de sangue de dois peixes-bois machos vivos do plantel (Lote de animais) do Inpa.

"Esse estudo vai aumentar o conhecimento sobre a espécie. Vamos saber mais sobre que tipos de alimentos são melhores ou prejudiciais a eles, com que tipo de vírus podem ser afetados, e toda e qualquer coisa que possa afetar externamente esse animal", explicou.
Com mapeamento será possível realizar pesquisas com mais precisão (Foto: Eduardo Gomes/Acervo Ascom)Com mapeamento será possível realizar pesquisas com mais precisão (Foto: Eduardo Gomes/Acervo Ascom)








Após o mapeamento do genoma, segundo a pesquisadora, será possível ampliar ainda mais o nível de pesquisas e conhecimento sobre a biologia e ecologia do animal no seu ambiente natural. Os pesquisadores acreditam que isso pode identificar com mais facilidade doenças, ocorrência de parasitas, hábitos alimentares, entre outros.

"Quando a gente estuda o código genético de uma espécie, da mesma forma que se investiu no passado para estudar os dos seres humanos, descobrimos mais sobre ela. Será possível começar a estudar e trabalhar melhor com as questões de doenças que essa espécie pode ter, uma vez que todos os genes diferentes ou estranhos serão detectados", disse
.

Requerimento do Deputado Domingos Dutra para discutir áreas de conservação ambiental é aprovado

Para o autor do requerimento, é necessário encontrar mecanismos de regularização fundiária.



A Comissão de Meio Ambiente aprovou, na manhã desta quarta-feira(10), a realização de uma Audiência Pública para discutir os impasses sociais, econômicos e ambientais nas áreas de conservação ambiental e a omissão do Estado na regularização dessas áreas. O requerimento, de autoria do Deputado Domingos Dutra (PT/MA), é o segundo aprovado pelo parlamentar desde que se tornou titular naquela Comissão, em março deste ano.

Para o autor do requerimento, “é necessário encontrar mecanismos de regularização fundiária, indenizar os titulares de direito e garantir a permanência das comunidades tradicionais nas unidades de conservação de forma digna”, explica o parlamentar Domingos Dutra.

Dados do Ministério do Meio Ambiente mostra que há em todo Brasil 332 parques, ocupando uma área de 346.526km². Desse total, 68 são parques nacionais com área de 252.226 km²; 188 são parques estaduais, com área de 94.113km²; e 76 são parques municipais, com área de 188 km².

“Milhares de pessoas vivem nestas áreas de preservação em conflito sócio ambiental permanente, com degradação econômica, sem políticas públicas e permanentemente ameaçadas pelos órgãos ambientais”, destaca o parlamentar.

O Deputado exemplificou que o Parque Nacional dos Lençóis no Estado do Maranhão, que tem 155.000 km², declarado pelo Governo Federal em 1981, através do Decreto nº 8.606, de 02/06/81, ocupado por aproximadamente 1200 famílias centenárias, equivalente a 6 mil pessoas, dos municípios de Primeira Cruz e Barreirinhas, o qual até o momento não foi regularizado.

A mesma situação vivem as 400 famílias, o equivalente a 1500 pessoas, do Parque Nacional Chapada das Mesas nos municípios de Estreito, Carolina e Riachão, também Maranhão, declarado desde 2005, sem regularização.

Espero que nesta audiência surjam luzes para a efetivação das unidades de conservação e crédito às comunidades tradicionais, bem como o respeito para com os habitantes centenários dessas reservas.

http://folhamaranhao.com