Prezados (as) Senhores(as), encaminho para conhecimento e manifestação, convite, programação e ficha de inscrição do I Encontro Estadual de Direitos Humanos do Maranhão. Na oportunidade informo que as inscrições estarão abertas até segunda- feira, dia 10 de dezembro do corrente ano.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Seca faz desaparecer um dos maiores lagos do Maranhão
JMTV2 exibe a segunda reportagem da série "Seca".
Escassez deve se estender até março, diz Estação Metereológica da Uema.

Uma gigantesca planície cinzenta domina o Norte do Maranhão. Os rebanhos de búfalos fazem longas caminhadas em busca de água onde antes havia banhados e lagoas naturais. A falta de chuvas fez desaparecer alguns dos maiores lagos do Estado.
O Lago Entrãs, por exemplo, que tem mais de três metros de profundidade cheio, evaporou. A última vez que ele secou totalmente foi na década de 80. "Se acabou tudo. Cobra, jacaré, tudo morreu. E, agora, chegou este ano, estamos no sufoco. Só Deus para ter misericórdia de nós. Estamos esperando a providência de Deus", clamou o pescador Tarcísio Sousa. Os 150 mil pescadores artesanais estão desolados com as canoas enterradas na lama.
Só Deus para ter misericórdia de nós. Estamos esperando a providência divina"
Tarcísio Sousa, pescador
"A gente está verificando tanto nos campos oceânicos assim como na atmosfera. Há um padrão de que as chuvas, a tendência delas é ficar um pouco abaixo da média, principalmente no trimestre de dezembro, janeiro e fevereiro", alertou o metereologista Gunther Reschk.
Enquanto não chove, os pescadores disputam com os porcos o que restou nos banhados de Bacurituba, um dos municípios mais pobres do Norte maranhense. Só espécies miúdas como o jeju e o cará, nativas das águas turvas, sobrevivem por mais tempo nos igarapés. A fome, porém, não espera o peixe crescer.
Do G1 MA com informações da TV Mirante
http://g1.globo.com
Religião na Arte de Fransoufer
Fransoufer abre hoje, na Galeria Maggiorasca, a exposição Santosacro, em cartaz até o dia 8 de janeiro; mostra é uma retrospectiva da carreira
Uma retrospectiva da carreira do artista plástico Fransoufer por meio de suas pinturas é o mote da exposição Santosacro, que ele inaugura hoje, às 19h30, na Galeria Maggiorasca (Av.Litorânea). A mostra fica em cartaz até o dia 8 de janeiro.
São 30 quadros provenientes do acervo pessoal de Fransoufer que narram a trajetória do artista desde a década de 1970, quando iniciou sua carreira com o estilo figurativismo regional ao qual se mantém fiel até hoje. As telas foram selecionadas pelo artista, que tem em sua casa um acervo de quase 400 quadros. “Sou organizado com minhas coisas e costumo guardar todos os quadros que não vendo, construindo, assim, um acervo pessoal que dá uma mostra de minha carreira”, diz Fransoufer.
Para que o expectador possa ter uma amostra dos 40 anos de trabalho do artista, a exposição reúne telas como Mudanças, pintada em 1974. O quadro, em óleo sobre tela, remete ao início da carreira do pintor, que também é escultor. “Esta tela é uma das primeiras pinturas que expus”, relembra Fransoufer.
Desta mesma década está a tela São Francisco, também em óleo sobre tela, datada de 1978. O santo, aliás, é constantemente retratado pelo artista, que o caracteriza com contornos mais nordestinos, ora salvando os animais em extinção, ameaçados pelas queimadas, levados pelas enchentes, ora protegendo-os da sanha dos caçadores. “Antes de nascer, minha mãe pediu a São Francisco um parto tranquilo e se o filho viesse com saúde, colocaria em mim o seu nome. E assim foi feito”, relembra o pintor, justificando sua devoção franciscana.
Dos anos 1980, destaque para a obra São Gonçalo e o bumba meu boi, de 1982, cuja técnica é colagem e óleo sobre tela. “Alguns de meus trabalhos são feitos em técnica mista, mas a maioria das telas dessa exposição é feita em óleo sobre tela”, diz Fransoufer.
Com mais de 100 exposições individuais no currículo, o artista começou a carreira aos 15 anos, quando fez a primeira mostra em São Luís. Desde então, o trabalho foi sendo aprimorado e hoje Fransoufer considera que seu trabalho atingiu o amadurecimento. “Tenho um estilo próprio, mas não estagnei, fui evoluindo meu trabalho de forma muito natural, como acontece com a maioria dos artistas”, acredita o pintor.
Durante a sua trajetória, o maranhense passeia com desenvoltura por duas principais temáticas que estão presentes não só em suas telas, mas também nas esculturas. Trata-se da cultura popular e da religiosidade. Esta última foi a escolhida para compor esta exposição pelo fato da proximidade com o Natal.
Trajetória – Fransoufer nasceu Francisco Sousa Ferreira, no município de Bequimão, Baixada Maranhense. Morou em Brasília, onde se tornou amigo do pintor Jô Campos, que o orientou na busca por um estilo diferente, mais compreensível e aceitável pelos seus conterrâneos, que ele acreditava serem potenciais compradores.
Cenas do folclore maranhense que povoam as recordações da infância vivida no interior, bem como o catolicismo popular que ganhava forma em meio às ladainhas e procissões, tomam forma pelas mãos do artista que faz questão de manter os laços que o une a sua gente. “Tudo isso faz parte de minha vida e desde pequeno traduzo isso por meio da arte”, comenta Fransoufer, relembrando que as primeiras exposições foram mostras coletivas ao lado de outros jovens artistas.
Ainda na década de 1970, de volta ao Maranhão, conheceu o pintor húngaro Nagy Lajos, “que influenciaria decisivamente sua carreira, ensinando-lhe o manusear do pincel e da espátula, a dosar as cores, a usar a luz, a desvencilhá-lo das formas anatômicas, atreladas ao estilo clássico e libertá-lo das amarras das escolas, seguidas pela maioria dos colegas maranhenses, adotando um estilo próprio por meio do qual pudesse melhor expressar-se”, escreve, em texto sobre o artista publicado em 2011, pela escritora Moema de Castro Alvim.
Temas como procissões de romeiros, casamentos na roça, violeiros, vendedores de pamonha e figuras ligadas ao universo do bumba meu boi são comuns em sua obra, que apresenta cores fortes a exemplo do azul, vermelho e dourado. Cidades como Brasília, Goiânia, Cuiabá, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Teresina e Imperatriz já receberam exposições de Fransoufer.
Carla Melo
Do Alternativo / O Estado do Maranhão
Do Alternativo / O Estado do Maranhão
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA
São Luís, 23 de Novembro de 2012.
Ofício Circular nº 051/2012/SE/SEMA
ASSUNTO: CONSEMA
CONVOCATÓRIA
Sr.(a) Conselheiro(a),
Convocamos Vossa
Senhoria para a 10ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente -
CONSEMA que se realizará dia 05 de Dezembro de 2012, às 08:30hs, no Auditório
da SEMA 1º andar, localizado na Rua Búzios, Quadra 35, Lote 18, Calhau.
Na oportunidade indicamos a Pauta que
será abordada na Reunião:
1. Abertura da Reunião;
2. Leitura, aprovação e assinatura da Ata da reunião anterior (19.10.2012);
3. Discussão sobre a Proposta de Resolução CONSEMA que
trata sobre a Tipologia das Atividades a serem licenciadas pelos Municípios,
conforme a Lei Complementar n° 140 de 08 de dezembro de 2011;
4. Apresentação da Proposta de Minuta revogando o Decreto n° 16.877 de
13 de julho de 1999, que forma a comissão Pró Agenda 21 Maranhão;
5. Apresentação sobre Balneabilidade, com esclarecimentos sobre a
atuação da SEMA/MA sobre o tema;
6.Indicação de novo membro observador para integrar a Câmara Técnica de
Compensação Ambiental;
7. Assuntos de Ordem Geral;
7.1. Divulgação de eventos;
7.2. Esclarecimentos sobre as demandas sugeridas pelos Conselheiros;
8. Manifestação dos Conselheiros
Assim,
pedimos que acaso não possa comparecer a reunião entre em contato com seu
suplente para substituí-lo, pois sua representatividade é muito importante.
Ficando a disposição para os esclarecimentos que forem
necessários,
apresentamos cordiais saudações.
Atenciosamente,
Carlos Victor Guterres Mendes
Secretário de Estado de Meio Ambiente
e Recursos Naturais
Presidente do CONSEMA
Rebanhos morrem de fome e sede na pior seca dos últimos 30 anos no MA
JMTV2 exibe a primeira reportagem da série "Seca".
Vaqueiros contam as mortes em longas jornadas pelo sertão maranhense.

O Maranhão enfrenta uma das piores secas dos últimos 30 anos. Os habitantes e produtores rurais das regiões Norte e Leste do Estado vivem um verdadeiro drama no esforço de salvar o rebanho que agoniza sem água e comida. Os vaqueiros vasculham a caatinga esturricada para salvar os animais que estão morrendo de fome e sede.
Nas longas jornadas, seguem contando as mortes pelos caminhos da seca no sertão. "Morreram duas. Nós estamos lutando com três no cercado. A seca é muito grande e a gente caçando um meio de arrumar o que eles comerem e não encontra", lamentou o vaqueiro Raimundo Nonato Ribeiro Silva.
Já não chove há tanto tempo no Leste do Maranhão que os rios acabaram se tornando uma armadilha para os animais. O gado vai beber água e acaba ficando preso no lamaçal. "Essa aqui não tem mais jeito. Tá com os olhos inchados. A tendência é morrer", diagnosticou o vaqueiro Francisco Dário Pereira Pinto após examinar uma vaca deitada. Os vaqueiros usam métodos primitivos para aliviar o sofrimento da criação e buscam as poucas sombras que restaram na vegetação seca. Muitas vezes, é preciso usar a "esperteza cabocla" para achar o rebanho perdido na caatinga.
O rebanho cambaleia de fraqueza em 64 municípios maranhenses que já decretaram situação de emergência. Em uma fazenda em Magalhães de Almeida no Leste do Maranhão, foi improvisado uma espécie de enfermaria veterinária só para cuidar dos casos mais graves. Os animais ficam em redes e são alimentados na mamadeira. "Já levantei uma vaca, uma bezerra e tô com fé de levantar essa [bezerra] aqui também", comemorou o criador Raimundo Oliveira.
O vaqueiro Bernardo Raul passa os dias alimentando os animais com uma ração à base de cana e tentando levantar os bezerros que sofrem mais. "Essa não levanta mais, não tem mais jeito", diz o vaqueiro, em tom de despedida.
Do G1 MA com informações da TV Mirante
http://g1.globo.com
sábado, 1 de dezembro de 2012
III Encontro Interdiocesano da Igreja do Maranhão discute presença junto aos povos indígenas
O
encontro aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro na Paróquia Santa Rita,
na cidade de Buriticupu, Maranhão, Diocese de Viana, com o objetivo de
refletir sobre a atuação da Igreja Católica junto aos povos indígenas no
Maranhão.
Participaram
do encontro: Dom Sebastião Lima Duarte, bispo da diocese de Viana e
referencial das Pastorais Sociais; Dom Franco Cuter, bispo de Grajaú;
Dom Gilberto Pastana, bispo de Imperatriz e presidente do Regional
Nordeste 5 da CNBB; Pe. Carlos Eduardo Cardin, da Paróquia de Amarante
do Maranhão; Pe. Paulo Ricardo Marques, Coordenador Diocesano de
Pastoral da Diocese de Zé Doca; Ir. Custódia da Silva e Ir. Teresinha
Tontini, da Pastoral Indigenista da Diocese de Grajaú; Irmã Viviane
Marie Tourniaine, Ir. Maria de Jesus Araújo e Pe. Vitor de Jesus
Nascimento, da Diocese de Viana; Gilderlan Rodrigues e Rosimeire Diniz,
do Cimi Regional Maranhão; e Pe. Claudio Bombiere, da Associação Carlo
Ubbiali. Todos foram recebidos com muita alegria pelo Diácono Olivan e
demais pessoas da paróquia que em nome do pároco, Pe. Isaac Goes,
acolheram a todos.
O
grupo fez a memória do encontro anterior para ver os passos dados. Cada
diocese colocou o seu empenho em buscar pessoas sensíveis e abertas à
causa indígena e que pudessem contribuir com a missão. Discutiu-se
também sobre que tipo de presença queremos ser junto aos povos indígenas
no Maranhão e a criação de uma Área Pastoral Indígena, no Regional
Nordeste 5.
Houve
um momento de partilha sobre o Congresso dos 40 anos do Cimi que teve
como tema “Raiz, Identidade e Missão”. No momento da conjuntura
indigenista, constatou-se o agravamento da ofensiva de ações contra os
direitos dos povos indígenas, entre elas estão a PEC 215 e Portaria 303,
da AGU. Pe. Dário Bossi, comboniano e membro da Justiça nos Trilhos,
informou sobre a duplicação da Ferrovia Carajás e a realização do
Seminário Carajás 30 anos, previsto para acontecer em 2014. A ideia é
articular as ações desse seminário com a 5ª Semana Social Maranhense que
acontecerá em maio do ano que vem.
Algumas
propostas de ação foram pensadas durante o encontro, dentre elas a
realização de momentos formativos nas dioceses com pessoas sensíveis e
abertas a causa indígena, contando com a contribuição do Cimi. Os
encontros devem acontecer no primeiro semestre de 2013.
Também
assumimos o compromisso de participar de momentos preparatórios ao
Seminário Carajás 30 anos; realização de uma semana teológica no IESMA –
Instituto de Ensino Superior do Maranhão – sobre a questão indígena na
linha da inter-culturalidade; trabalhar a sensibilização da sociedade
para que haja mudança de mentalidade em relação aos indígenas; alertar a
sociedade para a ofensiva contra os direitos dos povos indígenas;
elaborar e enviar uma carta dos bispos do Maranhão para Supremo Tribunal
Federal alertando sobre os riscos que a PEC 215 e a Portaria 303 trazem
para os povos indígenas.
O próximo encontro do grupo será realizado na Diocese de Viana, nos dias 18 e 19/11/2013.
Um pouco de história
O
I encontro aconteceu nos dias 23 a 25 de março de 2008, na cidade de
Barra do Corda, Diocese de Grajaú. Contou com a participação de 25
pessoas. Foi um momento importante para a Igreja do Maranhão em conhecer
quem e como acontecia a presença da Igreja Católica junto aos povos
indígenas.
O
II encontro aconteceu nos dias 26 e 27 de março deste ano na Diocese de
Imperatriz. Nessa ocasião realizou-se a memória do I Encontro e se
observou retrocessos com os três anos sem dar continuidade aos
encaminhamentos feitos. Nesse encontro renovou-se o compromisso em
continuar discutindo a causa indígena com o objetivo de ser presença
junto a esses irmãos indígenas no Maranhão.
www.cimi.org.br
“O veneno está na mesa” e o uso de agrotóxicos está na pauta
Em meio a manchetes de jornais que apontam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contrariou regras internas e permitiu a venda de agrotóxicos mais prejudiciais à saúde, o documentário "O veneno está na mesa", de Silvio Tendler, exibido na 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que ocorrem em São Paulo, vem mostrar a sua duradoura atualidade.
Fábio Nassif
O filme de 50 minutos segue linguagem direta, com opinião explícita sobre o assunto, como já é marca do diretor Silvio Tendler. É produto de uma campanha contra o uso de agrotóxicos no Brasil que conta com apoio direto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de uma série de entidades e movimentos sociais.
Os dados colocados de maneira pedagógica no documentário – como o de que os brasileiros consomem em média 5,2 litros de veneno por ano – impactam não só em decorrência da desinformação geral sobre a quantidade de agrotóxicos contida nos mais variados alimentos disponíveis nas prateleiras de supermercados, como também pela ausência de divulgação dos verdadeiros impactos desses produtos à saúde humana.
Justamente por ser parte de uma campanha, com posicionamento indiscutível contra o uso de agrotóxicos, o filme surpreende pela quantidade e qualidade das entrevistas conduzidas por Aline Sasahara.
São 70 no total, sendo elas majoritariamente de agricultores – de variados municípios do país -, o que também demonstra uma opção de ouvir aqueles que lidam diretamente com a terra, que entendem dos perigos dos agrotóxicos e também sofrem diretamente seus efeitos.
Sasahara conta que foi impactante ver durante a coleta de depoimentos que “as pessoas têm consciência de quanto estão se expondo, que estão multiplicando esses produtos e que estão envenenando outros consumidores”. Mas a angústia é não conseguir vencer esta lógica devido à pressão do agronegócio.
“Nós fomos pra região do fumo, por exemplo, onde a realidade é absolutamente devastadora, que merecia um outro filme” diz Sasahara, explicando que não é somente sobre os produtos comestíveis que este problema versa. Como a produção do fumo também é uma atividade tradicional, de cultivo que envolve o conjunto das famílias incluindo crianças, o tema gera inclusive discórdia entre seus membros sobre como enfrentar as empresas que impõem a compra de um pacote de produtos químicos para viabilizar a produção. “É uma situação de escravidão e as pessoas não conseguem sair”, conclui.
Intercalado com imagens de defensores do uso de agrotóxico, como a senadora Kátia Abreu (PSD), o documentário coloca em confronto aberto os distintos projetos de desenvolvimento da agricultura no país. De um lado os porta-vozes do agronegócio, de outro os movimentos sociais, pequenos agricultores, intelectuais progressistas e pesquisadores do assunto.
“Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos”, diz a abertura do filme. E já se sabe que eles causam câncer, má formação do feto, depressão, problemas hormonais, neurológicos, reprodutivos, no rim, doenças de pele, diarréia, vômitos, desmaio, dor de cabeça e contaminação do leite materno. É sob este estigma que toda uma geração cobaia, em nome do “sucesso da agricultura”, viverá caso as políticas entorno do agrotóxico não sejam revistas. E o filme contribui para que o país tenha melhor noção sobre a dimensão desses perigos, não só aos seres humanos diretamente, mas também ao meio ambiente.
A programação completa da Mostra pode ser vista em: http://www.cinedireitoshumanos.org.br
www.cartamaior.com.br/
Assinar:
Postagens (Atom)



