terça-feira, 30 de outubro de 2012

MORATÓRIA PARA A PESCA DA LAGOSTA NO BRASIL



MANIFESTAÇÃO DOS PESCADORES ARTESANAIS DO CEARÁ – 31 DE OUTUBRO 2012
 
A lagosta que já foi grande produto de exportação do Brasil entrou em colapso. No final de setembro todos os barcos pescando lagosta legalmente usando o manzuã pararam de pescar por falta de lagostas, os únicos barcos que continuam no mar são mas de 2000 barcos piratas pescando ou sem licença e/ou com material proibido, como compressor e caçoeira. As exportações não devem chegar a 1.000 toneladas de cauda comparado com 2.500 em 2010 com uma perda de US$ 40 milhões. 10.000 pescadores em todo o Brasil vão estar desempregado em 2013.
Os dados disponível indicam que os estoques sofreram com a sobre pesca dos últimos 20 anos e a falta de responsabilidade de produtores e do governo responsável pela gestão do recuros pesqueiro. Os dados científicos não permitem de chegar a conclusão se a lagosta tem capacidade de recuperação natural ou não.
 Lembramos que em 1992 o bacalhau nas águas do Canada entrou em colapso, deixando 30.000 pescadores e trabalhadores desempregados. Os estoques de bacalhau não se recuperaram até hoje, já que a capacidade natural de reprodução foi destruída. (Veja mais dados a seguir).
No dia 30 de outubro os pescadores do Ceará encaminharam oficio a Presidente Dilma Roussef pedindo moratória de pesca da lagosta até 2014 afim de dar tempo para o governo e o setor pesqueiro de tomar as medidas necessárias para recuperar a pesca.
Dia 31 de outubro as 11 horas os pescadores artesanais do Ceará fazem manifestação na praia do Mucuripe para anunciar uma greve geral até que o Governo toma medidas drásticas para salvar a pesca da lagosta, o almoço tradicional chamado CABANA será na praia e depois a caravana se deslocara até a Capitania dos Portos para uma manifestação pacifica.
Mais informações e documentos para download: www.prainhadocantoverde.org
 
Organização:
ARTICULAÇÃO DE PESCADORES E PESCADORAS DO LITORAL DO CEARÁ CONTRA A PESCA ILLEGAL DA LAGOSTA
Caixa Postal 51, 62.840-970 Beberibe, Ceará
                                                                            e-mail: lagosta2014@gmail.com telefone: Lindomar 85 9626 8058
 
Membros das seguintes entidades participaram das consultas para elaboração desta proposta:
Colônias de Pescadores do Litoral Leste do Ceara
Sindicatos de Pescadores
Associações Comunitárias
Fórum dos Pescadores e Pescadoras do Ceará
Associações de Armadores
Apoio:
Amigos da Prainha do Canto Verde

 
INDICADORES DE COLAPSO DA PESCA DA LAGOSTA NO BRASIL
A atividade de pesca de lagosta brasileira atravessa profunda crise. Os estoques foram reduzidos a níveis muito baixos, devido ao excesso de esforço de pesca, à pesca predatória e ilegal, comprometendo sua renovação. A pesca praticada de conformidade com a legislação e os princípios de sustentabilidade se tornou inviável econômica e socialmente. Hoje a atividade é dominada pela frota ilegal, usando exclusivamente apetrechos de pesca proibidos como a caçoeira e o compressor em todo o território brasileiro. 
Os barcos legais (na grande maioria do Ceará) que tem licença para pescar lagosta e usam o manzuã pararam de pescar no final de setembro. As exportações de lagosta não devem chegar a 1.000 toneladas de cauda neste ano, uma queda vertiginosa quando comparada com as 2.500 toneladas exportadas em 2010. Em termos de valor isso significa uma perda de 40 milhões de dólares em receitas para o setor e divisas para o país.
 
- a frota legal em 2012 está estimado em 80 barcos a motor e 500 barcos a vela usando covos no estado do Ceará, quando o total de barcos licenciado em 2007 no Brasil era 1466 barcos a vela e 1607 barcos a motor, por um total de 3073 (1912 no Ceará). O MPA – Mistério de Pesca e Aquicultura não divulga o numero de permissões de pesca de 2008 a 2012, não informa o numero de licenças por Estado ou Município, o que dificulta o controle da frota. Nos outros estados produtores de lagosta – do Estado de Amapá até o Espírito Santo - praticamente não existe a pesca com covos, a pesca é totalmente ilegal usando caçoeira e compressor; 
- apenas 10% da lagosta exportada em 2012 é de origem da frota permissionada pescando com manzuã ou cangalha (covos);
- 90 % da lagosta exportada é estimado de origem da lagosta ilegal;
- a exportação de lagosta do Brasil em 2012 deve cair mais de 50 % para 1.000 toneladas de cauda comparado com 2.500 toneladas em 2010. As exportações do Ceará não devem passar de 500 toneladas (Fonte: Ibama)
- a rejeição de containers de lagosta pela FDA por contaminação e péssima qualidade sanitária nunca foi tão numerosa em 50 anos de historia. A devolução da lagosta causa um prejuízo muito grande para os exportadores e 2 empresas já pararam de exportar. A causa pelo produto estragado é a pesca ilegal com caçoeira e a exportação de lagosta ovadas. A exportação de lagosta ovada para os Estados Unidos é proibido desde 2009;
- A lagosta brasileira já é conhecida pela péssima qualidade e não tem valor, em 2012 o preço caiu 20% de US$ 20.14 (2011) para US$ 16.12 por kg de lagosta inteira (Fonte: Sistema Alice);
- Em 2012 a frota legal no Ceará operou durante 3 meses. Em 1996 os pescadores pescaram durante 8 meses; Exemplo de produção da Prainha do Canto Verde: 1996: 8 toneladas de cauda, 2012: menos de 1 tonelada (fonte: comunitária) 
- os barcos de compressor nunca pararam de pescar durante o defeso, mas pararam agora em outubro por falta de produção. Este pode ser um sinal de alarme vermelho porque gozou até agora de uma alta produtvididade ;
- Armadores e proprietários de barcos a vela e motorizada, sem condições financeiras e altamente endividados, não tem como voltar a pescar em 2013;
- Pescadores e proprietários de barcos estão pedindo o governo de tomar providências para acabar com a pesca ilegal, parar a pesca para permitir a recuperação dos estoques e permitir a implementação do Plano de Melhoria da Pesca* (FIP Fisheries Improvement Program), afim de viabilizar de iniciar o processo de certificação que o Governo do Estado se comprometeu a implementar com apoio do programa de Produção e Consumo sustentável do PNUMA (Programa das Nações Unidos de Meio Ambiente). 
- Devido a falta de dados não é possível avaliar os estoques de lagosta, falta informação cientifica para decisões de gestão e a atividade de pesca legal já entrou em colapso.
Propostas que foi protocolado ontem no Palacio do Planalto para a Presidente Dilma Roussef pede: Parar a pesca da lagosta durante no mínimo 18 meses a partir de 1º de novembro 2012 e que será proibido de pescar, comprar, vender, beneficiar, exportar e comercializar qualquer tipo de lagosta no Brasil.
- O tempo de parada da pesca permitira ao governo e o setor pesqueiro de tomar as medidas necessárias para resolver os graves problemas de gestão e dar tempo para lagosta de se recuperar do assalto de pesca criminosa dos últimos 20 anos
Todos os pontos são indícios claros do colapso da pesca da lagosta
René Schärer

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

VI FORUM SOCIAL PAN-AMAZONICO (VI FSPA) COBIJA - PANDO - BOLÍVIA


VI FORUM SOCIAL PAN-AMAZONICO (VI FSPA)
COBIJA - PANDO - BOLÍVIA


PROGRAMA
 
Primeiro dia - Quarta, 28 de Novembro/2012
 
08:00h - Credenciamento
 
16:00h – Saída da marcha dos povos – Ponte da Amizade
 
19:00h – Ato de inauguração do VI FSPA – Parque Piñata
 
 
Segundo dia - Quinta, 29 de novembro/2012
 
08:30h às 12:30h - Atividades autogestionadas
 
12:30h às 14:30h - Almoço
 
14:30h às 18:30h - Debates nos espaços temáticos
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO I
- Modelos de desenvolvimento e capitalismo verde na Pan-Amazônia
- Megaprojetos e seus impactos na vida dos povos da Pan-Amazônia
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO II
- Pluriculturalidade e Bem Viver
- Processos de integração e desintegração na Pan-Amazônia
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO III
- Formas de resistência e criminalização das lutas sociais
- Fortalecimento e ampliação dos direitos humanos e da natureza na Pan-Amazônia
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO IV
- Diversidade e identidade cultural na Pan-Amazônia
- Crianças e jovens como agentes da nova sociedade
 
20:00h às 23:00h - Noite cultural
 
 
Terceiro dia - Sexta, 30 de Novembro/2012
 
8:30h às 12:30h – Debates nos espaços temáticos
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO I
- Mudanças climáticas e exploração da diversidade biológica na Pan-Amazônia
- Relação geopolítica em regiões fronteiriças na Pan-Amazônia
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO II
- Lutas anticapitalistas e por justiça socioambiental
- Ciência e tecnologia indígena e de comunidades tradicionais
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO III
- Luta pelo território, autonomia e autodeterminação dos povos.
- O direito a cidade na Pan-Amazônia.
 
ESPAÇOS TEMÁTICOS DO EIXO IV
- Educação popular
- Comunicação democrática e popular
 
12:30h às 14:30h - Almoço
 
14:30h às 18:30h - Articulação de ações e planos de lutas Pan-Amazônicos
 
EIXO TEMÁTICO I - Colonialismo, neo-extrativismo e desenvolvimentismo
 
EIXO TEMÁTICO II - Impactos da crise mundial na Pan-Amazônia: caminhos e alternativas
 
EIXO TEMÁTICO III - Defesa e exercício pleno dos direitos na Pan-Amazônia
 
EIXO TEMÁTICO IV - Arte, cultura, comunicação, educação e luta social na Pan-Amazônia
 
20:00h às 23:00h - Noite cultural

Quarto dia - Sábado, 01 de Dezembro/2012
 
8:30h às 12:30h
- Leitura e aprovação da Carta de Cobija
- Encerramento do VI FSPA


INSCRIÇÕES:
www.vifspaamazonico.blogspot.com

Reunião ordinária do CEDDH/MA


                                       

CONVOCATÓRIA Nº. 08-CEDDHMA

São Luís-MA, 22 de outubro de 2012.

Sr.(a) Conselheiro (a) Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Maranhão,

Convoco V.S.ª para a reunião ordinária do Conselho Estadual de Defesa dos 
Direitos Humanos, a realizar-se no dia 26 de outubro de 2012 (sexta-feira), 
às 14h, no auditório da SEDIHC, situado no Edifício Clodomir Millet – Calhau.

Discutiremos a seguinte pauta:
01 - Informes.
02 - Leitura e assinatura da ata da reunião ordinária realizada dia 28 de setembro do corrente ano;
03 - Apresentação do resgate da memória das conferências realizadas no Estado do Maranhão
 (Roseane Dias).
04 - Apresentação acerca da APAC (Pe. Elisvaldo)
05 - Calendário da sistemática da escolha da lista tríplice para ouvidor da Segurança Pública.
06 - Comissão da Verdade (Dep. Bira do Pindaré e Eliziane Gama).
07 - Encaminhamentos para o encontro Estadual de Direitos Humanos.
08 - Funcionamento e relatórios das comissões permanentes do CEDDH/MA.
09 - Orçamento do Estado para Política de Direitos Humanos.
10 - Conselhos Municipais.
11 - Marcação de datas para Audiências Públicas.

Atenciosamente,

Jean Marie Van Damme
Presidente do CEDDH/MA

Reunião preparatória do PAN Manguezal


CNPT reúne representantes de povos e comunidades tradicionais das regiões Sudeste e Sul em reunião preparatória do PAN Manguezal

Dando continuidade às atividades do PAN Manguezal (Plano de Ação Nacional de Espécies Ameaçadas e de Importância Socioeconômica do Ecossistema Manguezal), o CNPT realizou reunião preparatória envolvendo representantes de povos e comunidades tradicionais das regiões Sudeste e Sul, uma inovação na metodologia de construção dos Planos de Ação Nacionais. “Além de termos atingidos todos os objetivos propostos, pudemos aplicar a metodologia construída pela equipe do CNPT e aprimorá-la para as próximas reuniões preparatórias que irão ocorrer ainda este ano”, destacou Carolina Alvite, analista ambiental do CNPT e ponto focal do PAN Manguezal.

O evento ocorreu em Florianópolis/SC, entre os dias 9 a 11 de outubro, e reuniu cerca de 30 representantes de comunidades das áreas estratégicas do PAN Manguezal dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. A logística da reunião foi organizada pela Base do CNPT/SC e contou com o apoio de gestores de UCs e analistas ambientais do ICMBio da região (ESEC Carijós/SC, APA Guapimirim/RJ, APA Cananéia-Iguape/SP, APA Guaraqueçaba e PARNA Sant-Hilaire Lange/PR). A equipe do CNPT/Sede e da Base de Santa Catarina, formada pelos analistas ambientais Bruno Gueiros, Marcelo Vidal, Carolina Alvite, Iara Vasco e a Coordenadora do CNPT Katia Barros, foram responsáveis pela elaboração e ajustes da metodologia, bem como da facilitação da reunião.

Ao longo de três dias de trabalho, os participantes tiveram como principal desafio priorizar as espécies de importância socioeconômica que serão alvo do PAN para a região. O grupo partiu de uma lista preliminar de 63 espécies, definidas durante a Oficina de Balizamento realizada em maio de 2012. Após a análise de cada espécie e o preenchimento da matriz de priorização, foram selecionados 13 alvos de importância socioeconômica, sendo eles: camarões (branco, sete-barbas e rosa), tainhas, siris, robalos, corvina, garoupa, linguados, arbóreas do mangue, pescadas, goiamum, manjubas, ostras e berbigão.

O grupo também identificou as principais ameaças às espécies e ao ecossistema manguezal nos mapas das áreas estratégicas do PAN, bem como selecionou os representantes de povos e comunidades tradicionais que irão participar das Oficinas Regionais de Planejamento do PAN Manguezal em 2013.

O encerramento do evento contou com a participação do Coordenador Regional da CR-9, Daniel Penteado, que reforçou a importância da construção participativa do PAN Manguezal e do fortalecimento da Base do CNPT em Santa Catarina, como ponto de articulação das ações relacionadas aos povos e comunidades tradicionais na região.

Katia Barros, coordenadora do CNPT, avaliou positivamente a reunião, reforçando a importância da inclusão dos saberes ancestrais e tradicionais no planejamento de ações para a preservação do ecossistema manguezal.



Participantes da Reunião Preparatória com Povos e Comunidades Tradicionais do PAN Manguezal - regiões Sudeste e Sul.

Enviado por: Katia Regina Aroucha Barros

MA: Seminário sobre consulta prévia lotou Sindicato em Alcântara


Mais de 100 representantes de comunidades quilombolas do município participaram da formação
Atividade integra o projeto Territorialidade e dignidade: fortalecimento das lutas quilombolas de Alcântara frente ao avanço da Base Espacial

O advogado Luis Antonio Câmara Pedrosa fala a um auditório completamente lotado

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alcântara (STTR) sediou a primeira atividade pública de formação do projeto Territorialidade e dignidade: fortalecimento das lutas quilombolas de Alcântara frente ao avanço da Base Espacial, desenvolvido pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), com financiamento da Ford Foundation.

Mais de cem representantes de comunidades quilombolas lotaram o auditório do sindicato na última sexta-feira (19), ocasião em que discutiram o direito a consulta prévia, garantido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

À mesa de abertura do evento estiveram presentes Zema Ribeiro, presidente da SMDH; Samuel Araújo Moraes, presidente do STTR de Alcântara; Fátima Mota, representante do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Alcântara (MONTRA); Maurício Paixão, coordenador do Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN/MA); e Leonardo dos Anjos, representante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (MABE). Após suas falas, Auricéa Fernandes, coordenadora do projeto, apresentou sua programação e metodologia, além de anunciar suas próximas etapas, compostas de cursos modulares de formação e ações de assessoria jurídica.

O advogado Igor Almeida, assessor jurídico da SMDH, foi bastante didático ao falar aos presentes sobre o direito à consulta prévia, assegurado pela Convenção 169 da OIT, aprovada em 1989 e ratificada em 2002 pelo Brasil. Ele fez questão de frisar a necessidade de publicidade e transparência dos processos, demonstrando o que é e o que não é consulta prévia.

“A ideia aqui é que os presentes possam repassar essas informações em suas comunidades. A expansão da Base Espacial de Alcântara entre 2004 e 2005 não passou por este processo e o Brasil foi por isso denunciado junto à OIT”, afirmou o advogado.

“A consulta é um mecanismo para que as duas partes entrem em um consenso. Ou seja, não é uma simples participação, pois essa consulta depende de um procedimento adequado, devendo haver um plano, o respeito a representatividade, a informação deve ser qualificada, pública e de fácil acesso e compreensão. Se por acaso não houver acordo, a Consulta deve influenciar e motivar a decisão estatal”, explicou o também advogado da SMDH Luis Antonio Câmara Pedrosa.

Ele palestrou à tarde, tendo abordado temas como o direito ao território e sua titulação, citando exemplos de conflitos entre o Centro de Lançamentos de Alcântara e comunidades quilombolas e suas populações.
Todos os presentes preencheram uma ficha avaliando o encontro, cujos dados serão analisados para o planejamento das próximas atividades do projeto.

Por: Zema Ribeiro
http://smdh.org.br

CONSEMA: Resolução CTEA - Educação Ambiental / MA


Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Maranhão / CONSEMA – MA
 
 
 
RESOLUÇÃO N° 02, DE 01 DE AGOSTO DE 2012
(Publicada no Diário Oficial dia 19 de outubro de 2012)
 
Institui a Câmara Técnica de Educação
Ambiental do Conselho Estadual de Meio
Ambiente do Estado do Maranhão
 
 
O CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO MARANHÃO – CONSEMA/MA, no uso das atribuições e competências que lhe são conferidas pela Lei Estadual nº. 5.405, de 08 abril de 1992, regulamentada pelo Decreto Estadual nº 13.494 de 12 de novembro de 1993 alterado pelos Decretos nº 25.748 de 05 de outubro de 2009 e n° 27.318 de 14 de abril de 2011; Decreto nº 27.331, de 27 de abril de 2011, bem como Resolução 01/2012;
 
Considerando a Lei n° 9.795/99, que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental, regulamentada pelo o Decreto n° 4.281/02, e que determina aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
 
Considerando a Lei Estadual n° 9.279/2010, que estabelece a Política e o Sistema Estadual de Educação Ambiental do Maranhão e prevê, entre outras medidas, a transversalidade e a intersetorialidade da educação ambiental em todos os processos de gestão ambiental, reconhecendo o CONSEMA-MA como um dos órgãos normativos do
Sistema Estadual de Educação Ambiental;
 
Considerando a Resolução CONAMA n° 422, de 23 de março de 2010, que determina a presença da Educação Ambiental nas normas ambientais elaboradas por todos os órgãos integrantes do SISNAMA;
 
Considerando a necessidade de um trabalho específico e continuado para estabelecer diretrizes e estratégias que promovam a realização de ações de comunicação, informação e formação, de acordo com os princípios da educação ambiental não-formal,
 
R E S O L V E
 
Art. 1º. Instituir a Câmara Técnica de Educação Ambiental no âmbito do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Maranhão – CTEA/ CONSEMA, em caráter permanente, de acordo com a Seção III do Regimento Interno do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Maranhão - CONSEMA /MA.
 
 
Art. 2º. São competências da Câmara Técnica de Educação Ambiental – CTEA/CONSEMA:
 
I. Estabelecer critérios e diretrizes para as políticas, ações, planos e programas de Educação Ambiental, de forma a assegurar a transversalidade e intersetorialidade desta dimensão em todas as áreas da gestão ambiental;
 
II. Propor ou contribuir para a formulação de estratégias de Educação Ambiental e Comunicação Socioambiental nos processos de gestão ambiental, conforme as diretrizes da Política e do Sistema de Educação Ambiental do Estado do Maranhão;
 
III. Contribuir para assegurar a elaboração participativa do Plano Estadual de Educação Ambiental, propondo diretrizes, metas, linhas de ações, ações concretas, propostas orçamentárias e prazos;
 
IV. Acompanhar e opinar sobre as propostas normativas do CONSEMA para contemplar ações de educação ambiental integradas;
VI. Subsidiar a manifestação e apreciação do CONSEMA/MA no tocante aos projetos de lei ou às propostas normativas em geral relacionadas à dimensão da Educação Ambiental e Comunicação Socioambiental.
 
Art. 3º. A CTEA/CONSEMA será integrada por 6 (seis) membros, entre titulares e suplentes, eleitos pelo Plenário do CONSEMA/MA para um mandato de dois anos, composta pelas seguintes instituições:
 
I – Sociedade Civil: Titular: Grupo de Trabalho Novas Fronteiras para a Cooperação do Estado do Maranhão – GT-MA; Suplente: Associação Solidariedade Libertadora – ASSOLIB;
 
II – Segmento empresarial: Titular: Associação Comercial do Maranhão; Suplente: Suzano Papel e Celulose S/A;
 
III – Poder Público: Titular: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais – SEMA; Suplente: Federação dos Municípios do Maranhão – FAMEM.
 
 
Art. 4º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
 
 
 
DÊ-SE CIÊNCIA, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE
 
CARLOS VICTOR GUTERRES MENDES
Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos




Enviado por: Auridenes Matos

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Comissão da Câmara aprova redação final do PNE destinando 10% do PIB para educação

 


       
  Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou hoje (16) a redação final da Plano Nacional de Educação (PNE). Com isso, a matéria segue para o Senado. O PNE prevê investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2023. O percentual provocou debate entre vários setores porque o Executivo desejava que índice fosse 8% do PIB.
 
“Esta é mais uma vitória da educação. Esperamos que o Senado mantenha os 10% do PIB para educação aprovados pela Câmara”, disse o presidente da Comissão de Educação da Câmara, Nilton Lima (PT-SP).
 
O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. A principal delas, alvo de muita polêmica durante a longa tramitação do projeto, é a que estabelece um patamar mínimo de investimento em educação – atualmente o Brasil aplica 5,1% do PIB na área. O último plano esteve em vigência entre 2001 e 2010.
 
Edição: Aécio Amado
Iolando Lourenço e Ivan Richard
Repórteres da Agência Brasil