terça-feira, 10 de maio de 2011

70% dos barcos pesqueiros do Maranhão não tem licença

Embarcações no porto de Carutapera/MA (Foto: arquivo Fórum Carajás)


Cerca de 8.400 barcos pesqueiros estão operando sem nenhum tipo de licença no litoral do estado. Isso quer dizer que pouco mais de 30% das embarcações pesqueiras do Maranhão estão devidamente registradas na Marinha do Brasil, ou no Ministério de Pesca e Abastecimento (MPA), segundo informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão (Sagrima).


Os dados apontam que há no estado mais de 12 mil barcos pesqueiros em toda a faixa litorânea, com variações de 5,8 metros a 12 metros de comprimento, e predominando as com cascos de madeira, motorizadas ou à vela. Desses, apenas cerca de 2.500 possuem registro na Marinha e, por volta de 600 são cadastradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).


Para minimizar os prejuízos que essas embarcações possam causar à segurança dos próprios pescadores e usuários, o MPA abrirá a campanha piloto “Legal pé pescar legal” que será estendida ao resto do país com o intuito de regularizar essas embarcações.

O Maranhão foi escolhido em função da grande quantidade de embarcações de pesca não cadastradas. A campanha aqui no estado tem como meta cadastrar cerca de 3.500 barcos na Marinha e, cerca de 5.000 no RGP do MPA.


A campanha também informará sobre a necessidade de licenças, a capacitação dos pescadores - cursos de aquaviários - e emissão de certificados. Outro item primordial da campanha é incluir o Maranhão no subsídio federal que disponibiliza valores destinados ao diesel das embarcações pesqueiras motorizadas ou mistas – funcionam tanto a motor como a vela.


O valor do combustível será reduzido em 40% e possibilitará a redução dos custos para os pescadores e usuários. Entre hoje e quinta-feira (12) haverão reuniões na sede da Capitania dos Portos (Genipapeiro) para aplicação dos trabalhos. Ainda segundo a Sagrima, devem ser instaladas no estado unidades de representação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS)


Por: Adalberto Júnior

www.oimparcial.com.br/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Manifesto das entidades socioambientalistas sobre a votação do código florestal

As entidades abaixo assinadas vêm, publicamente, manifestar sua total insatisfação com a condução que vem sendo dada aos trâmites do Código Florestal Brasileiro na Câmara dos Deputados em Brasília.



Salvaterra/Bacabeira/MA (Foto: Fórum Carajás)


A sociedade civil organizada clama por uma Política adequada que não privilegie grupos interessados e locupletados por ações de desmatamento e de descaso absoluto com as normas do atual Código Florestal, com o meio ambiente e com as gerações futuras.


Não pode haver urgência para a corrida pelo retrocesso no código florestal!


Enquanto o desmatamento volta a crescer depois de seis anos sob controle, dando sinais claros de aumento no Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, a Câmara dos Deputados aprova urgência para votação de anistias e isenções para grandes desmatadores.


O Deputado Aldo Rebelo apresentou segunda feira (02 de maio) um novo texto para o código florestal resultado de negociações com o Governo Federal. No dia seguinte, terça feira, o Ministro da Casa Civil, Antonio Pallocci, em reunião com Marina Silva, organizações do movimento socioambiental e representantes de agricultores familiares, afirmou que o texto apresentado por Aldo Rebelo estaria ainda muito distante de um consenso, não tendo sido aceito pelo Governo. Horas depois, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, vocalizou publicamente essa posição para a imprensa, deixando clara a insatisfação do Planalto com o teor do documento e desautorizando as afirmações de que ele seria fruto de um acordo. Contraditoriamente, no entanto, o Partido dos Trabalhadores, a maior bancada da Câmara e da base de sustentação do governo, votou na mesma noite, em bloco, a favor da urgência-urgentíssima de votação de um texto que o Planalto afirma não aprovar.


O questionamento necessário a se fazer nesse momento é porque o governo, que afirma à sociedade brasileira não concordar com um projeto de Lei, não atua com os meios ao seu alcance para implementar seu comando junto à sua bancada. A contradição é tão absurda que, contrariando publicamente o Ministro Palocci, o líder do governo na Câmara (Deputado Vacarezza) afirmou que o texto estava acordado e pronto para ser votado na quarta-feira, dia 4.

Persistindo essas incoerências o Governo Dilma (que possui maioria inédita na Câmara) será o principal responsável pela aprovação em caráter de urgência de um relatório que em sua essência cria anistias, isenções e benesses generalizadas e descabidas para grandes desmatadores ilegais e estimulará ainda mais desmatamentos por todo o País.


É preciso dizer que há urgência sim. Há urgência por uma política com P maiúsculo para a sustentabilidade ambiental no meio rural brasileiro. Urge a criação e implementação em escala nacional de mecanismos econômicos que viabilizem a economia florestal, a recomposição e a conservação florestal das áreas de preservação permanente e reservas legais. Urge uma política que viabilize as atividades e cadeias produtivas florestais madeireiras e não-madeireiras sustentáveis. Uma política que difunda a produção agroecológica e agroflorestal aos quatro cantos do País.


O País clama, com urgência-urgentíssima, por uma política de crédito que diferencie positivamente os produtores rurais dispostos a produzir de forma sustentável em detrimento dos que ainda apostam na agricultura do século passado. Urge o desenvolvimento de uma assistência técnica rural sustentável e moderna que favoreça o imenso potencial da agricultura familiar brasileira na produção de alimentos e de serviços ambientais. É urgente a aprovação de um sistema que viabilize a meta de redução emissões por desmatamento e degradação florestal em todos os biomas. Urge a aprovação de um Plano-Safra Sustentável que disponha de dezenas de bilhões de Reais para promover o agricultor brasileiro à condição de produtor de serviços ambientais.


Em outras palavras, o caráter de urgência urgentíssima, não é para mais um remendo na Lei com os olhos e mentes para o retrovisor, mas o desenvolvimento e a aprovação pela Casa do Povo sob a liderança do governo de uma Política para o Brasil do presente e do futuro, o Brasil Potência agrícola e Socioambiental deste século XXI.


Porém, por enquanto, o que se tem sobre a mesa e o que pode ser votado a qualquer momento pela Câmara dos Deputados é um texto cuja essência está refletida nos pontos listados abaixo e para os quais nos manifestamos com total repúdio!!!


PONTOS CRÍTICOS DO RELATÓRIO DO DEPUTADO ALDO RABELO APRESENTADO EM 02 DE MAIO DE 2011


1) Considera como consolidados desmatamentos ilegais ocorridos até julho de 2008 (Art. 3o III). Entre junho de 96 a julho de 2006 foram + de 35 milhões de hectares desmatados ilegalmente no Cerrado e na Amazônia (12,5 GtCO2).



2) Permite consolidação de uso em áreas de preservação permanente de rios de até 10 m de largura (representam mais de 50% da rede de drenagem segundo a SBPC), reduzindo-as na prática de 30 para 15m irrestritamente (art. 36), para pequenas, médias e grandes propriedades.



3) Permite autorização de desmatamento por órgãos municipais (art. 27). Teremos 5.564 municípios autorizando desmatamento.



4) Permite exploração de espécie florestal em extinção, p. ex. a Araucária, hoje vetada por decisão judicial e por regulação (art. 22).



5) Dispensa a averbação da Reserva Legal no cartório de imóveis, substituindo essa medida por um cadastro rural que pode ser "Municipal" mediante a declaração de uma única coordenada geográfica (art. 19).



6) Cria a figura do manejo "agrosilvopastoril" de RL. Na prática significa aceitar pastoreio de gado em RL (par. 1o do art. 18) e também em morros.



7) Ignora a evidente diferença entre agricultor familiar e pequeno proprietário rural estendendo a este flexibilidades no máximo cabíveis àquele (como por exemplo, anistia de recomposição de reserva legal).



8) Retira 4 Módulos Fiscais da base de cálculo de todas as propriedades rurais do País (inclusive médias e grandes) para definição do % de RL. Isso significa, dezenas de milhões de hectares que deixam de ser RL estarão vulneráveis ao desmatamento ou deixarão de ser recompostos.



9) Permite pecuária extensiva em topos de morros, montanhas, serras, bordas de tabuleiros, chapadas e acima de1800m (art. 10).



10) Retira do CONAMA poder de regulamentar APPs, e consequentemente revoga todas as resoluções em vigor. Com isso retirou, por exemplo, a proteção direta aos nossos manguezais, dunas, refúgios de aves migratórias, locais de nidificação e reprodução de fauna silvestre dentre outras. Casos de utilidade pública e interesse social deixam de ser debatidos com sociedade no CONAMA e poderão ser aprovados por decretos (federal, estadual e municipal) sem transparência e debate público.



11) Abre para decreto federal, estadual e municipal (sem debate técnico e público) a definição do rol de atividades "de baixo impacto" para permitir novas ocupações em área de preservação permanente (art. 3o, XVII, h).



12) Define de interesse social qualquer produção de alimentos (ex. monocultura extensiva de cana ou soja, ou pecuária extensiva) p/ desmatamento em APP (art. 3o, IV, g). Isso permite desmatamento em todo tipo de APP em todo País.



13) Suspende indefinidamente a aplicação dos instrumentos de controle ambiental (multas, embargos e outras sanções) por desmatamento ilegal ocorridos até julho de 2008, até que poder público desenvolva e implante Plano de Recuperação Ambiental (PRA) cujo prazo deixou de ser exigido nessa versão do PL (Art. 30).



14) Subverte o conceito de reserva legal que passa a ser prioritariamente econômico (exploração) em detrimento do seu valor de conservação e serviço ambiental (Art. 3º XII).



15) Suprime APP de pequenos lagos (superfície inferior a um hectare) (art. 3º §4º).



16) Incentiva novos desmatamentos em todo País ao criar flexibilidade para a regularização de desmatamentos ocorridos após julho de 2008, inclusive após a entrada em vigor da nova lei, com plantio de espécies exóticas e compensação em outros Estados.



Assinam:



1. Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais para o Desenvolvimento e Meio Ambiente - FBOMS



2. Grupo de Trabalho Amazônico - GTA



3. Via Campesina



4. FETRAF



5. Rede de Ongs da Mata Atlântica



6. Forum Carajas



7. Rede Cerrado



8. REJUMA



9. Redecriar



10. Rede Brasil de Instituições Financeiras Multilaterais



11. Observatório do Clima



12. Rede Pantanal de Ongs



13. Rede Brasileira de Ecossocialistas



14. 4 Cantos do Mundo



15. Amigos da Terra – Amazônia Brasileira



16. Amigos da Terra Brasil



17. Amigos do Futuro



18. APAN – Associação Paraibana dos Amigos da Natureza



19. APREMAVI



20. ASPAN – Associação Pernambucana de Defesa da Natureza



21. ASPOAN – Associação Potiguar Amigos da Natureza



22. Associação Maranhense para Conservação da Natureza - AMAVIDA



23. Assembléia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente – APEDEMA/RS



24. Associação Alternativa Terrazul



25. Associação de Estudos Costeiros e Marinhos ECOMAR



26. Associação Defensores da Terra



27. Associação Mineira de Defesa do Ambiente – AMDA



28. CARE Brasil



29. Centro de Estudos Ambientais – CEA



30. Centro de Referência do Movimento da Cidadania pelas Águas Florestas e Montanhas Iguassu Iterei



31. COATI- Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada - Jundiaí



32. Conservação Internacional - Brasil



33. Cream - Centro De Referências em Educação Ambiental



34. Crescente Fértil



35. ECOA



36. Espaço de Formação Assessoria e Documentação



37. Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO) - Região V



38. FASE – Solidariedade e Educação



39. Fórum de Ongs do DF



40. Fudação AVINA



41. Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável - FBDS



42. Fundação Esquel



43. Fundação SOS Mata Atlântica



44. Fundo Brasileiro para Biodiversidade – FUNBIO



45. Greenpeace



46. Grude - Grupo De Defesa Ecológica



47. Grupo Ambientalista da Bahia - Gambá



48. Grupo Transdiciplinar de Estudos Ambientais Maricá



49. Instituto 5 elementos



50. Instituto Ambiental de Estudos e Assessoria - Fortaleza/Ceará



51. Instituto Centro de Vida – ICV



52. Instituto de Certificação e Manejo Agrícola e Florestal – IMAFLORA



53. Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas - IDESAM



54. Instituto de Educação para o Brasil



55. Instituto de Estudos do Sul da Bahia – IESB



56. Instituto de Estudos Socio-Econômicos – INESC



57. Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM



58. Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPE



59. Instituto Democracia e Sustentabilidade



60. Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia - IMAZON



61. Instituto iBiosfera Conservação & Desenvolvimento Sustentável



62. Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB



63. Instituto Ipanema



64. Instituto O Direito por um Planeta Verde



65. Instituto Socio Ambiental Arindiana Jones



66. Instituto Socioambiental - ISA



67. Instituto Terra de Preservação Ambiental – ITPA



68. International Rivers



69. Instituto Carioca De Desenvolvimento



70. Iterei - Refúgio Particular de Animais



71. Juventude Batista do Estado de São Paulo – JUBESP



72. Kanindé - Associação de Defesa Etnoambiental



73. LASTRO – Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC



74. Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais



75. MaxAmbiental S.A



76. Movimento Ambientalista Os Verdes / RS



77. Movimento De Olho Na Justiça – MOJUS



78. Organização FENIX



79. PESACRE



80. Projeto Saúde e Alegria



81. Rede Cearense de Juventude pelo Meio Ambiente – RECEJUMA



82. Rede Fale SP



83. Rede Social de Justiça e Direitos Humanos



84. Sociedade Chauá



85. Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS



86. SOS Amazônia



87. SOS Pantanal



88. Terra e Organização da Sociedade Civil



89. Vitae Civilis



90. WSPA



91. WWF Brasil
 
 
http://vitaecivilis.org/

MA: 1ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA


ESTADO DO MARANHÃO
SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS
CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - CONSEMA


CONVOCATÓRIA GERAL


Em atendimento aos Decretos nº 27.318, de 14 de Abril de 2011, e nº 27.331, de 27 de Abril de 2011 convocamos para a 1ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA, que se realizará dia 19 de maio de 2011, às 14:00 horas, na Rua das Enchovas, nº 58, Bairro Calhau, anexo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais - SEMA.


Na oportunidade indicamos a Pauta que será abordada na Reunião:



1. Abertura da Reunião pelo Sr. Presidente



2. Apresentação do Secretariado Executivo



3. Posse dos Conselheiros com indicação de um membro para compor o Fundo Especial de Meio Ambiente



4. Votação do Regulamento Provisório para a 1ª Reunião do CONSEMA



5. Informes do Presidente



6. Manifestação dos Conselheiros



7. Formação de Grupos de Trabalho - Calendário e Regimento Interno



São Luís, 04 de maio 2011



CARLOS VICTOR GUTERRES MENDES
Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Presidente do CONSEMA


http://www.sema.ma.gov.br/

MA: 1ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH



ESTADO DO MARANHÃO

SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS
CONSELHO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS - CONERH
CONVOCATÓRIA GERAL


Em atendimento aos Decretos nº 27.319, de 14 de Abril de 2011 e nº 27.315, de 13 Abril de 2011, convocamos para a 1ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CONERH, que se realizará dia 20 de maio de 2011, às 14:00 horas, na Rua das Enchovas, nº 58, Bairro Calhau, anexo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais - SEMA.


Na oportunidade indicamos a Pauta que será abordada na Reunião:



1. Abertura da Reunião pelo Sr. Presidente



2. Apresentação do Secretariado Executivo



3. Posse dos Conselheiros com indicação de um membro do Conselho para compor o Fundo Estadual de Recursos Hídricos



4. Votação do Regulamento Provisório para a 1ª Reunião do CONERH



5. Informes do Presidente



6. Manifestação dos Conselheiros



7. Formação de Grupos de Trabalho - Calendário e Regimento Interno



São Luís, 04 de maio de 2011.



CARLOS VICTOR GUTERRES MENDES

Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais
Presidente do CONERH
http://www.sema.ma.gov.br/

VIII Plano Setorial para os Recursos do Mar

Em face do término da vigência do VII Plano Setorial para os Recursos do Mar, este ano, há a necessidade de iniciarmos a elaboração do VIII Plano, que deverá vigorar de 2012 a 2015.



O Plano Setorial para os Recursos do Mar possui especial importância porque define as diretrizes dos programas, planos e ações implementadas para transformar os recursos da nossa Amazônia Azul em riquezas para o País.


Cabe destacar que, nos últimos anos, a importância do mar para o desenvolvimento do Brasil ganhou uma nova dimensão junto à nossa sociedade, fruto da crescente necessidade de preservação do ambiente costeiro e marinho; da geração de dados que contribuam para a tomada de decisões relativas às mudanças climáticas e eventos extremos e da inserção do Brasil no cenário internacional.


Para o VIII PSRM, prevê-se a reformulação de metas, com linguagem mais clara e simples, além de uma visão mais sistêmica, que envolva outras áreas de interesse e que tenham relação direta com os recursos do mar, como, por exemplo, o gerenciamento costeiro, a mentalidade marítima, o monitoramento de CO2 nos oceanos. Desta forma, a realização desse trabalho deverá envolver a participação de todas as Instituições com representação na CIRM e colaboradores.


A fim de que tenhamos indicadores mais representativos que expressem a evolução das ações do VIII Plano, contaremos, ainda, com a contribuição do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), como órgão de assessoria, tendo como meta, num futuro próximo, conhecermos o PIB do mar.

Após análise do VIII Plano pela Subcomissão para o PSRM, o mesmo será apresentado ao Colegiado da CIRM, para aprovação e posterior envio à Presidência da República, para assinatura do Decreto.

Tendo em vista a alta relevância o tema, concito a todos a participarem ativamente das atividades relacionadas à formulação desse novo Plano, encaminhando sugestões para o e-mail psrm@secirm.mar.mil.br, até 31 de MAIO.

Solicito ampla divulgação a outros interessados.


Informo que no site da SECIRM (www.secirm.mar.mil.br), também estão disponibilizados, para download, os arquivos referentes ao PSRM.



MARCOS JOSÉ CARVALHO FERREIRA

Contra-Almirante

Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar



Downloads

DECRETO 6.688/2008


Análise das Ações do VII Plano Setorial para Recursos do Mar


Cronograma de análise e elaboração do VIII PSRM
http://vsbo.io.usp.br/psrm.php

domingo, 8 de maio de 2011

Alunas do Labwick estudam espécies de raposas

Espécies são comuns no Maranhão, mas poucos são os dados bibliográficos sobre os animais.


divulgação


SÃO LUÍS - O Laboratório de Genética Molecular (Labwick) da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) está pesquisando duas espécies de raposas - Cerdocyon thous (popularmente conhecido como cachorro-do-mato, raposa, lobinho, lobete ou graxaim do mato) e Lycalopex vetulus (ou raposinha do Cerrado). O objetivo desse estudo, realizado pelas pesquisadoras Ana Paula Amorim e Fernanda Silva, é se obter dados a respeito da estruturação de populações e sobre a história evolutiva desses animais, por meio da análise molecular da diversidade genética de um segmento da região do DNA mitocondrial.



O fato de se ter poucos dados bibliográficos sobre a ocorrência das espécies no Pará, Maranhão e Tocantins (apesar de ser um animal comum na região), motivou a realização da pesquisa, cujo tema é "Variabilidade Genética em populações de raposas (Cerdocyon thous e Lycalopex vetulus) na Região Norte e sua Distribuição no Território Brasileiro". A ideia é baseada na tese de mestrado de Lígia Tchaika (orientadora do trabalho e atual diretora do Labwick), apresentada em 2006.


Graduada em Ciências Biológicas pela Uema e voluntária de 2008, Fernanda Silva explica que os canídeos chegaram a América do Sul pela Região Norte, na borda da Amazônia, e é lá que está a maior incidência deste animal, com espécies mais diversificadas. “Queremos ver se essa é, realmente, a área de maior variabilidade genética da raposa. Além do mais, estudando essa região, dá para desvendar outras possíveis espécies", revelou.


Para a realização do estudo, foram obtidas 20 amostras de raposas - todas retiradas de animais mortos nas estradas do estado e repassados pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama) - de onde é extraído o tecido epitelial e cartilaginoso (pele e orelha), a fim de começar a análise genética.


O DNA mitocondrial é separado e passado por um processo chamado PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para, em seguida, ser visualizado na eletroforese, local em que o material genético é colocado em uma solução gelatinosa para que se perceba sua qualidade e sua possibilidade de avanço para a próxima etapa: o sequenciamento, único momento em que o Labwick precisa pedir auxílio à Universidade Federal do Pará (UFPA), parceira do Laboratório. Só a partir deste processo é possível distinguir as espécies e fazer as análises estruturais. Uma curiosidade a respeito é que os dados evolutivos são desvendados apenas através do DNA materno.


"Fazemos um trabalho importante na Uema, para o Maranhão. Antigamente, trabalhar com genética aqui era uma realidade muito distante, pois o custo é muito alto, os reagentes são muito caros. Até um tempo atrás, ninguém sequer sabia que aqui acontecia esse tipo de estudo com material genético", afirmou Fernanda Silva.


Mesmo pensamento corroborado por por Ana Paula Amorim - outra responsável pelo projeto e voluntária no Labwick desde 2008 - acadêmica do 8º período de graduação do Curso de Ciências Biológicas na Uema. "A tendência é ampliarmos ainda mais nossas tarefas e projetos quando tivermos nosso próprio sequenciador, porque já temos uma infraestrutura boa com diversos equipamentos", comentou.


As amostragens ajudaram a tirar algumas conclusões, como o fato da região analisada mostrar-se bastante informativa para ser utilizada em estudos das espécies em questão, bem como definir parâmetros intraespecíficos para identificar tanto o cachorro-do-mato quanto a raposa do Cerrado. "Não se sabe ao certo onde eles estão. Isso é uma das coisas que tentamos descobrir. Nossa pesquisa é importante até para podermos desvendar se as espécies estão em extinção ou tem alguma dificuldade em seu habitat, só assim poderemos pensar em outros projetos capazes de preservá-las", ressaltou Ana Paula.


Fernanda Silva comentou ainda que deseja prosseguir com a pesquisa no mestrado, onde pretende estudar a morfologia do crânio desses animais - mais uma análise molecular para identificar outras espécies.


CERDOCYON THOUS: cachorro-do-mato, raposa, lobinho, lobete ou graxaim do mato.


Geralmente sua pelagem é amarelo-acinzentada para preto, apresentando o ventre grisalho com branco e uma faixa escura que se estende para a cauda e os membros. É comum no Brasil, tendo uma distribuição ampla em quase todo território (menos na Planície Amazônica). Apresenta hábito alimentar onívoro.

LYCALOPEX VETULUS: A raposinha do Cerrado

É uma espécie que só existe no Brasil, associada ao Cerrado e páreas de transição como o Pantanal. Tem pelagem cinza-escura, com as patas e a região central mais clara; é o menor canídeo (raposa) brasileiro e o mais difícil de ser encontrado. Alimenta-se sazonalmente de invertebrados, bem como pequenos mamíferos, aves, répteis e frutos.


A Família Canídea é constituída por 16 gêneros e 36 espécies. Estão presentes em florestas abertas e cerrados, muito comuns na região do Maranhão. São dispersas por se deslocarem longas distâncias em busca de alimentos, têm hábitos noturnos e crepusculares. Em geral, são ariscas, percorrem grandes distâncias, de 400 a 7 mil ha por dia e vivem 11 anos em média.


Os limites ao Norte da distribuição de C. thous e L. vetulus não são bem conhecidos, por isso a pesquisa possui esse tema. A semelhança morfológica (de características físicas) dificulta a identificação específica dos animais em campo - o que explica a necessidade de um estudo molecular.


As informações são da Secom do Estado.
http://imirante.globo.com/

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comentário sobre a materia:" Lei ambiental: a mudança será para pior "

1 comentários:


Adnan disse...

Bom dia


Por gentileza, excluam o termo PARAGOMINAS, do artigo, inserido num contexto global, mas associado com a possibilidade de desmatamento, já que em Paragominas temos um projeto chamado MUNICIPIO VERDE, cujas ações incluem o PACTO PELO DESMATAMENTO ZERO, uma Lei Municipal VEDANDO QUALQUER QUE SEJAO DESMATAMENTO, inclusive em áreas de uso alternativo.


Portanto, o uso pela autora, dao termo Paragominas, para a menção da possibilidade de desmatamento não procede, rogando que haja a exclusão de Paragominas desse artigo


Adnan Demachki
Prefeito
3 de maio de 2011 02:02
 
Leia a materia anterior:  http://reentrancias-ma.blogspot.com/2011/05/lei-ambiental-mudanca-sera-para-pior.html#comments